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Sintomas que sugerem risco de um
acidente vascular cerebral - clique aqui
| "Hipertensão arterial, tabagismo,
diabetes, altos níveis de colesterol, doenças cardiovasculares,
consumo excessivo de bebidas alcoólicas, drogas, estresse e
sedentarismo são fatores de risco para a ocorrência de
um AVC. A doença se torna mais frequente a partir dos 55 anos" |
Acidente vascular cerebral ou popularmente conhecido
como derrame cerebral é uma das mais graves doenças
que atingem as pessoas adultas, sendo muito frequente, conhecido como
AVC. |
O AVC ocorre devido à interrupção súbita
do fluxo sanguíneo para o cérebro. Suas manifestações
mais comuns são a paralisia de uma lado do corpo e a dificuldade
na fala, mas podem também ocorrer desde manifestações
visuais transitórias leves, até o estado de coma.
O AVC pode ser de dois tipos: isquêmico ou hemorrágico, isto
é, devido à falta de sangue (isquemia) ou devido a uma hemorragia.
A distinção entre os dois tipos de derrame é fundamental,
pois o tratamento, na sua fase inicial, é completamente diferente
em cada caso.
Segundo o Ministério da Saúde, o AVC é a segunda
causa de morte no Brasil, perdendo apenas para as mortes por infarto cardíaco,
cerca de 90 mil pessoas por ano, e de invalidez, o que resulta em 40%
das aposentadorias precoces.
As principais causas de sequelas que podem interferir no desempenho funcional
da pessoa, são fraqueza, paralisia, perda da coordenação
motora, prejuízo da marcha, do equilíbrio, afasia, dificuldade
para falar, compreender e até mesmo para enxergar. Consequentemente,
existem as repercussões evidentes no âmbito profissional
e financeiro, bem como nas relações afetivas e familiares.
A educação preventiva e o reconhecimento dos sintomas ainda
são as armas mais importantes para minimizar tanto a incidência
como o impacto pessoal e social dessa doença.
O AVC isquêmico é o mais comum, compreende cerca de 80% dos
casos e ocorre quando há um bloqueio na irrigação
sanguínea em uma determinada artéria, comprometendo o fornecimento
de oxigênio e nutrientes em uma determinada área do cérebro.
Sem a quantidade suficiente de sangue, a área cerebral afetada
deixa de funcionar. A causa pode ser um coágulo, também
chamado de trombo, que se formou ou que inicialmente foi formado em uma
outra artéria; por exemplo no pescoço, ou no coração
e, em seguida, migrou para o cérebro.
Já o AVC hemorrágico decorre da ruptura não traumática
de uma artéria cerebral, causando um sangramento dentro ou ao redor
do cérebro. Em ambas as situações, o quadro clínico
vai depender do tamanho da lesão e de que área do cérebro
foi lesada. Os sintomas podem ser mínimos ou muito graves. Pode
ser desde um leve sintoma localizado, leves problemas motores como um
braço que parece estar “pesado” ou “formigando”,
ou graves paralisias, situações extremas de perda da consciência
que podem evoluir para o estado de coma ou a morte. Frequentemente, ocorrem
problemas de fala, de compreensão, de orientação
espacial, problemas de memória, de aprendizado e de comportamento.
Fatores de risco
Os fatores de risco são tipicamente contemporâneos. Hipertensão
arterial, tabagismo, diabetes, altos níveis de colesterol, doenças
cardiovasculares, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, drogas,
estresse e sedentarismo são fatores de risco para a ocorrência
de um AVC. Tais fatores são encontrados em brasileiros cada vez
mais jovens. Mas ainda é o fenômeno do acelerado envelhecimento
populacional que mais contribui para alavancar os números, já
que a doença se torna mais frequente a partir dos 55 anos, faixa
etária em crescimento no mundo.
O estilo de vida atual é que faz com que o indivíduo do
século 21 tenha altíssima possibilidade de desenvolver um
AVC. A prevenção e o controle desses fatores de risco são
fundamentais para reduzir a incidência do AVC. Uma pessoa hipertensa
tem um risco quase quatro vezes maior de apresentar um AVC se comparada
a uma pessoa com pressão normal.
Além disso, pessoas com mais de 50 anos têm maior risco de
desenvolver a doença, especialmente na presença de um ou
mais dos fatores acima. Além dessas doenças aumentarem com
o avanço da idade, o sistema cardiovascular do idoso é mais
frágil. Tendo em vista que a expectativa de vida dos brasileiros
vem aumentando, se as medidas preventivas não forem priorizadas,
é possível que haja um aumento significativo da incidência
de AVC na nossa população nos próximos anos.
No momento que um AVC acontece, a adequada intervenção médica
reduz significativamente a progressão da lesão cerebral,
minimizando os danos e proporcionando aos pacientes maiores chances de
sobrevivência e recuperação funcional das sequelas.
Por isso, reconhecer um derrame em andamento é fundamental para
o socorro. É muito importante que um leigo saiba reconhecer ou
pelo menos suspeitar, em si mesmo, ou em alguém próximo,
de sintomas que podem estar relacionados a um possível episódio
de AVC, e assim solicitar socorro imediato.
Sintomas que sugerem risco de um acidente vascular
cerebral
- Aparecimento súbito de adormecimento ou formigamento de uma parte
da face, de um braço e ou uma perna, sempre do mesmo lado do corpo
e com duração de minutos;
- Aparecimento súbito de fraqueza de membros de um mesmo lado do
corpo e com duração de minutos;
- Ocorrência súbita e transitória de dificuldade para
falar, com duração de poucos minutos, e também esquecimentos;
- Perda súbita da visão, sempre em um dos olhos, por alguns
minutos;
- Crise de dor de cabeça inexplicável e inédita,
com náuseas e vômitos;
- Sensação de tontura, com dificuldade na coordenação
dos movimentos, podendo estar associada aos sintomas descritos acima;
- Acidente vascular cerebral transitório, ou um microinfarto cerebral
que dura algumas horas e que com frequência precede a instalação
de uma derrame cerebral definitivo. No acidente transitório geralmente
há recuperação completa do quadro.
As manifestações acima podem ser consideradas sem importância
pelo fato de em geral desaparecerem por completo, o que é um grave
erro. Qualquer um desses sintomas indica a possibilidade iminente de um
AVC e por isso está indicada a procura rápida de um médico
que fará exames da circulação cerebral e do sistema
cardiocirculatório. O exame neurológico completo com palpação
e ausculta das carótidas é o primeiro passo. Exames de imagem
das carótidas vertebrais e das artérias intracranianas é
um exame que se impõe, pois avalia o estado das artérias
que levam o sangue para o cérebro. A avaliação cardiocirculatória
envolve um exame cardiológico, eletrocardiogramas de repouso, de
esforço e dinâmico e ecocardiograma.
O AVC é sempre uma urgência. Perder tempo entre o início
dos sintomas de um possível AVC e o tratamento hospitalar adequado
pode custar a vida de milhares e preciosos neurônios.
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