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| "Competência no cotidiano se manifesta
nas experiências e no comportamento em contextos no dia-a-dia.
Essa competência deve ser sempre vista como resultado de uma
interação de fatores objetivos da pessoa, com metas
e expectativas próprias e também de condições
pré-existentes de uma sociedade preparada para ser composta
por adultos e idosos" |
Com o processo de envelhecimento ocorrem mudanças
significativas nas áreas da autonomia, na capacidade física,
cognitiva e na interação social, que refletem nas competências
no cotidiano do indivíduo. A competência no cotidiano
de pessoas idosas se refere às capacidades de realizar tarefas
do dia-a-dia, a manutenção pró-ativa de uma vida
boa e saudável, independente, apesar das restrições
da velhice. |
É a capacidade das pessoas manterem uma vida autônoma, realizando
tarefas cheias de sentidos. É a capacidade de viver nos seus contextos
espaciais e sociais.
Por razões sociais e práticas, para um envelhecimento bem-sucedido
é importante sempre avaliar que competências ainda se preservam
na sua vida? Quais podem ser reaprendidas? E quais podem ser alcançadas?
Essa autoavaliação é uma avaliação
dos seus potenciais. São importantes para um processo de inclusão
social, reabilitação, adaptação a algum evento
que ocorreu na sua vida (por exemplo aposentadoria, mudança de
moradia, problemas de saúde, etc.).
É relevante que se trate hoje das competências no cotidiano
dos idosos atuais e dos idosos de amanhã. Os "novos idosos"
serão as pessoas que irão possuir novos conhecimentos, novas
técnicas, outras competências, como por exemplo o uso do
carro próprio, uso da internet, lidar com tecnologias, maior mobilidade,
etc...
Existe em gerontologia tendências de pesquisa para as competências
no cotidiano na velhice que mostram os desafios que os idosos enfrentam
para realizar as atividades do dia-a-dia de forma efetiva e a superação
das dificuldades nas tarefas do dia-a-dia.
Competências no cotidiano
Quando se fala de competências no cotidiano estão relacionadas
às capacidades de a pessoa realizar atividades básicas de
vida diária:
- Autocuidado, uso do toalete, tomar banho, preparo das refeições...
- Atividades instrumentais de vida diária: fazer compras, uso
do meio de transporte, telefonar, tomar medicamentos, lidar com questões
financeiras, arrumar a casa, viajar...
- Capacidade cognitiva: consiste em usar o conhecimento para resolução
de problemas;
- Capacidade de realizar atividades intensivas tais como atividades de
lazer, prática de esportes, hobbies, atividades culturais;
- Capacidades de enfrentar os desafios da vida e do envelhecimento, na
vida pessoal e no seu trabalho, são "formas de enfrentar",
"formas de reação", chamadas estratégias
de coping; formas de enfrentar os pequenos problemas do cotidiano
até eventos críticos da vida;
- Capacidades de organização temporal das atividades, refere-se
ao planejamento de ações, afazeres, compromissos e capacidades
chamadas ecológica-gerontológica que significa uma preocupação
metódica com o cotidiano, se posicionar com atenção
às condições contextuais, com o ambiente espacial
e fatos culturais, é a capacidade de estar atento às notícias
e acontecimentos no mundo.
A manutenção de uma vida ativa, o cuidado com a saúde,
a atenção dada a essas capacidades, os padrões de
interação dessas capacidades, podem fortalecer ou enfraquecer
as competências no cotidiano ao longo da vida.
Assim as competências no cotidiano e a sua manutenção
dependem de condições antecedentes, mecanismos biológicos
satisfatórios, saúde física e mental, aptidão
física e psíquica, bom humor, motivação, oportunidades
culturais, incentivo e autoestima, componentes contextuais (o locus onde
tudo acontece), situacionais ou circunstanciais, intraindividuais que
ajudam a prever os efeitos da competência no cotidiano em relação
ao bem-estar psíquico e físico na velhice.
As competências no cotidiano podem ser mantidas numa perspectiva
de capacidade (engajamento em determinadas atividades); numa perspectiva
de maestria (percepção subjetiva de conseguir lidar com
as suas capacidades) e numa perspectiva de adequação (adequar,
adaptar, capacidades e desafio do contexto).
O ambiente social e espacial, influencia de forma direta nas facilidades
ou dificuldade em adquirir e manter as competências no cotidiano
de pessoas idosas. Portanto, o papel da família, do cuidador e
de profissionais na área de gerontologia é importantíssimo.
Competência no cotidiano se manifesta nas experiências e no
comportamento em contextos no dia-a-dia. Essa competência deve ser
sempre vista como resultado de uma interação de fatores
objetivos da pessoa, com metas e expectativas próprias e também
de condições pré-existentes de uma sociedade preparada
para ser composta por adultos e idosos. Como será no futuro próximo.
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