| Este é o primeiro
artigo de uma série de três sobre as metas reais e irreais
no esporte.
| "Entre o potencial psicofísico
da criança e/ou adolescente e a consagração desse
potencial em sucesso esportivo há uma distância muito
grande" |
Quando o esporte entra na vida das pessoas ainda
em tenra idade, por volta dos 12 anos e às vezes um pouco mais
cedo, dependendo da modalidade e das influências do meio ambiente
em que se vive, é freqüente o despertar de possibilidades
de fazer da prática esportiva um meio de ascensão social
ou de realização de sonhos diversos. |
Ao falar que o esporte entra na vida das pessoas, não estou dizendo
somente daqueles que por ventura estão no início da experiência
esportiva, mas também da família, principalmente pai e mãe.
São vários os aspectos de estudos e discussões a
respeito desse tema, mas hoje tratarei de abordar o caso de crianças
e adolescentes que ao possuírem, algumas qualidades físicas
que chamam a atenção dos adultos, como alta estatura, ótima
definição muscular, agilidade e, além disso, entre
outras qualidades são bastante resistentes aos esforços.
Por outro lado, esses iniciantes no esporte possuem características
psíquicas que impressionam muita gente (principalmente a família):
fazem atividades físicas e esportivas com grande concentração,
estão sempre motivados a exercitar o corpo, resistem às
possíveis tensões da prática esportiva e sentem prazer
constantemente quando são exigidos diante tarefas diversas.
É natural, portanto, que os pais se encham de orgulho, alegria
e vislumbrem um possível futuro de profissionalismo e não
muito raro, sucesso, fama, dinheiro e tudo o mais que o esporte competitivo
pode proporcionar. Acontece que entre o potencial psicofísico da
criança e/ou adolescente e a consagração desse potencial
em sucesso esportivo há uma distância muito grande.
Variáveis
Por mais que as condições psicofísicas desses novos
esportistas encham os olhos de pediatras, pais, professores etc., temos
de considerar que diversas variáveis influenciam e poderão
determinar o futuro esportivo dos garotos e garotas com potenciais atléticos.
Ademais, algumas considerações a respeito da prática
esportiva também deveriam ser levadas em conta.
Primeiramente muita calma ao avaliarmos o potencial psicofísico
do (a) jovem (que está intimamente ligado à herança
genética dos pais), pois, não basta um corpo atlético
é preciso que esse corpo seja adequadamente preparado e treinado.
A escolha do profissional ou daqueles profissionais que vão orientar,
preparar, sofisticar e acompanhar o desenvolvimento psicofísico
do atleta é tão importante quanto às oportunidades
de competir e apoio familiar, para citar apenas dois fatores.
Por vezes o (a) jovem se destaca com ótimos resultados no meio
ambiente em que este se relaciona, é o caso típico do (a)
atleta que compete em sua cidade e regionalmente. Isso não basta,
é preciso colocá-lo (a) em prova com os outros esportistas
de outras regiões do país (ou de outros países),
que certamente terão características psicofísicas
semelhantes.
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