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por
Sandra Vasques
Minha mulher sente pouco prazer e uma psicóloga
disse para ela procurar outro homem. Isso tem cabimento?
| "Se de fato ocorreu o que você
relata, é sua esposa quem tem de saber se quer ou não
ter um outro parceiro, independente da sugestão de qualquer
pessoa, seja ela leiga ou um profissional" |
Resposta:
Sua esposa tomou uma boa decisão ao buscar o apoio psicológico
ao perceber que tinha dificuldades para sentir prazer, pois um profissional
da área realmente pode auxiliar homens e mulheres a viver com
mais satisfação e saúde esse aspecto da vida
que é a sexualidade. |
Mas vamos às considerações que
envolvem a sua questão, pois existe uma concepção
errada entre as pessoas de que um psicólogo interfere sobre a vida
de seus clientes determinando o que os mesmos devem fazer. Isso não
deve ser feito e é passível de consequências legais
junto ao Conselho que rege a profissão.
O psicólogo não escolhe pelo seu cliente quais as atitudes
deve tomar. O profissional promove, dentre outras coisas, o autoconhecimento,
leva o cliente a perceber seus comportamentos em determinadas circunstâncias,
auxilia o reconhecimento dos sentimentos associados, o auxilia a perceber
de maneira mais clara todo o contexto em que está vivendo. O psicólogo
oferece condições para que as pessoas enfrentem conflitos
e dores de origem psíquica.
Esse trabalho e apoio podem levar o cliente a fazer escolhas diferentes
das que vinha fazendo até aquele momento. Então, o psicólogo
não diz o que o cliente tem que fazer, é o mesmo quem tem
que descobrir o que quer fazer, adotando atitudes e comportamentos mais
saudáveis e de acordo com suas necessidades e possibilidades reais.
No Código de Ética Profissional do Psicólogo, no
item “Das responsabilidades do Psicólogo” no Art. 2º,
item b, está escrito: “Ao psicólogo é vedado:
Induzir a convicções políticas, filosóficas,
morais, ideológicas, religiosas, de orientação sexual
ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício de suas
funções profissionais.”
Você poderá ler o Código integralmente e ter mais
informações a respeito no site www.pol.org.br, do Conselho
Federal de Psicologia.
Finalizando, as pessoas que estão psicologicamente capazes de assumir
a responsabilidade por seus atos podem fazer escolhas diferentes das sugeridas
por qualquer outra, se isso não corresponde ao que ela deseja para
ela. Assim, se de fato ocorreu o que você relata, é sua esposa
quem tem de saber se quer ou não ter um outro parceiro, independente
da sugestão de qualquer pessoa, seja ela leiga ou um profissional.
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Atenção!
As respostas do profissional desta coluna não substituem uma
consulta ou acompanhamento de um profissional de psicologia e não
se caracterizam como sendo um atendimento |