| "A música é capaz de ativar no
cérebro os mesmos centros de recompensa que uma comida saborosa, droga
ou sexo e reduz as concentrações dos hormônios do estresse" | A
musicoterapia é uma especialização científica que
se ocupa do trabalho clínico e do estudo dos elementos do som e da música
para fins educacionais e terapêuticos. A musicoterapia auxilia a abrir canais
de comunicação para produzir efeitos terápicos com estímulos
sonoros com o objetivo de treinar e recuperar o paciente. | Do
ponto de vista histórico, sabemos que a música tem a capacidade
de transcender o tempo, a música vai além dos séculos e décadas,
existe em diferentes culturas e gerações dando sentido aos movimentos,
fatos vivências e épocas. A música também marca um
tempo histórico, sóciocultural, permanece numa memória coletivae
étnica. E as músicas das nossas vidas também fazem parte
dessa construção. Os efeitos benéficos da música
e seus elementos na saúde física e mental foram descobertos há
mais de dois mil anos atrás. O reconhecimento de que a música poderia
estimular o corpo humano, influenciar no batimento cardíaco, no sistema
imunológico, no sistema endócrino, nos órgãos dos
sentidos, na resposta motora, comportamentos e emoções, levou seu
uso para a prevenção e o tratamento de doenças físicas
e mentais. Mas a musicoterapia não se utiliza somente de música
no processo de aplicação terapêutica, utiliza também
o som num aspecto mais amplo em relação à sua concepção
e movimento. Podem-se obter respostas motoras, sensitivas, orgânicas de
comunicação através da música, da voz, do canto, de
sons de instrumentos, dos gestos e dos sons do próprio corpo.
A musicoterapia na terceira idade se apresenta como uma terapia autoexpressiva
de grande atuação em diferentes contextos e diversas enfermidades,
tanto no aspecto preventivo social, como na reabilitação. A música
atua como intermediadora na relação terapeuta-cliente, visando à
melhoria da qualidade de vida, estimulando as ações físicas,
sensório/perceptivas, psicológicas e sociais do indivíduo.
Tendo o corpo como primeiro instrumento musical. A utilização
da música e seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia) pelo musicoterapeuta
em um processo estruturado, ajuda promover a comunicação, o relacionamento,
a aprendizagem, a mobilização, a expressão e a organização
(física, emocional, mental, social e cognitiva) do índivíduo.
Isso ajuda a desenvolver potenciais e/ou recuperar funções do indivíduo
de forma que a pessoa possa alcançar melhor integração intra
e interpessoal, bem-estar e melhor qualidade de vida. As investigações
sobre os efeitos biológicos do som e da música no ser humano mostram
que: a) Conforme o ritmo, aumenta ou diminui a energia muscular;
b) Acelera a respiração ou altera sua regularidade;
c) Produz efeito marcado, porém variável na pulsação,
na pressão sanguínea; d) Diminui o impacto dos
estímulos sensoriais de diferentes modos; e) Reduz ou
retarda a fadiga; f) Aumenta a atividade voluntária (atividades
que temos controle: psicomotoras); g) Provoca mudanças
nos traçados elétricos do organismo; h) Provoca
mudanças no metabolismo e na biossíntese de vários processos
enzimáticos. A respeito dos efeitos na música na estimulação
cerebral, a musicoterapia é bastante útil para desenvolver a inteligência
e para estimular funções cognitivas e na manutenção
das capacidades de memória, percepção, atenção,
concentração e linguagem. Existem regiões no cérebro
do ser humano compostas por células especializadas destinadas a memorizar
somente sons com determinados ritmos, outras, são destinadas a memorizar
diferentes timbres de som, ou então células que têm a função
de armazenar somente a linha melódica de uma música e o conjunto
desses grupos celulares, compõe a memória sonora. O reconhecimento
da música, portanto sua identificação, ou seja, sua percepção,
constitui uma função cognitiva. O aprendizado da música ou
de um instrumento musical ajuda no desenvolvimento cognitivo, sobretudo nos aspectos
semânticos e nos sistemas de memória. A música se configura
numa forma de linguagem e pensamento, na atividade musicoterapêutica a música
auxilia a manutenção da memória, da concentração,
facilita a percepção auditiva, a atenção, a repetição,
estimula a memória imediata, a *memória implícita, o raciocínio
abstrato, a imaginação e a criatividade. Existem regiões
no cérebro do ser humano compostas por células especializadas, destinadas
a memorizar somente sons com determinados ritmos, outras, são destinadas
a memorizar diferentes timbres de som, ou então, células que têm
a função de armazenar somente a linha melódica de uma música
e o conjunto desses grupos de células compõe a memória sonora.
A área cerebral responsável pelo reconhecimento da música
que ouvimos é a região ou córtex temporal do hemisfério
direito do cérebro, assim como a execução das melodias e
da prosódica musical. Melodia é a sucessão rítmica,
ascendente (indo para o agudo) ou descendente de sons (indo para o grave), a intervalos
diferentes (duas notas diferentes) que encerram o sentido musical, processada
na região do lobo temporal e frontal. A prosódia é o compasso
das palavras que se ajusta aos acordes musicais numa composição
ou no canto. Também é função do córtex temporal
direito executar a música cantando-a. No hemisfério esquerdo
estão os centros da linguagem, que nos possibilitam a compreender a música.
O córtex temporal do hemisfério esquerdo é indispensável
para a composição e escrita da música. A música e
a linguagem atuam em conjunto, ambas transmitem mensagens por meio de um sistema
de signos que possui suas regras gramaticais. Música interfere
no comportamento humano e nas emoções A música
seja ela de qual gênero for, é uma inseparável companheira
dos sentimentos, e sendo a emoção uma das características
mais marcantes da pessoa, sempre onde existir pessoas, haverá lugar para
a música. Outros estudos mostram que a música exerce grande
influência sobre o comportamento e as emoções e têm
grande influência em regiões do cérebro importantes para as
emoções. Com relação aos estudos sobre os
efeitos da música nas emoções e no comportamento ela é
utilizada para: - melhorar o humor, o sono, a motivação,
a autoconfiança; - diminuir a ansiedade; - combate a
tensão e a fadiga e eliminar o estresse. Isso porque a música
é capaz de ativar no cérebro os mesmos centros de recompensa que
uma comida saborosa, droga ou sexo e reduz as concentrações dos
hormônios do estresse. É importante lembrar que os estímulos
musicais interferem de forma única em cada ser humano, embora a música
seja uma linguagem universal. * Memória ímplicita divide-se
em duas: semântica: para vocabulários; declarativa para narrativas,
relatos de experiências, episódios.
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