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Namorado com dependência química? Saiba lidar com a situação
por Danilo Baltieri

Namoro um rapaz de 26 anos há um ano e meio e na época que nos conhecemos ele era usuário de drogas. Com o passar do tempo, ele foi
deixando e atualmente diz que não usa mais. Posso acreditar ou devo investigar se ele continua? Porque a minha família não o aceita por saber que ele já usou e ninguém acredita que ele tenha mudado

Resposta: Não devemos discriminar por qualquer razão ou sob quaisquer pretextos quaisquer usuários de substâncias. Devemos tentar ajudá-los a recuperar-se e a integrar-se adequadamente ao meio social.

O “usuário” de substâncias deve receber tratamento adequado, para evitar complicações relacionadas ao seu comportamento lesivo. Paralelamente a isso, é de suma importância que o “usuário” esteja envolvido em atividades saudáveis e produtivas, tais como trabalho, estudo, esportes, etc. com bom desempenho. Os aspectos positivos e salutares da vida dele seguramente manterão o seu afastamento do consumo inadequado de substâncias.

Caso esse “usuário” seja um “dependente” de substâncias, ele deve estar inserido em alguma forma de tratamento: ambulatorial, grupos de mútua-ajuda, psicoterapias efetivas, psicofarmacológica. Um relacionamento amigável e confiável com os familiares dele ajudará ainda mais na manutenção da abstinência.
Quanto à sua decisão, é difícil tecer quaisquer comentários. Talvez, uma conversa com um profissional da saúde mental possa lhe ajudar imensamente.

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Atenção!
As respostas do profissional desta coluna não substituem uma consulta ou acompanhamento de um profissional de psiquiatria e não se caracterizam como sendo um atendimento

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Danilo Baltieri
Médico psiquiatra. Mestre e doutor em Medicina pelo Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Tem experiência em Psiquiatria Geral, com ênfase nas áreas de Dependências Químicas
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