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Traduz-se
naturopatia como sendo a prevenção e o combate às doenças
e a manutenção da saúde por meio de recursos naturais e tecnológicos
eficazes, atóxicos e não agressivos, tais como: desintoxicação
orgânica, nutrição orientada, remédios botânicos
(fitoterapia), suplementação nutricional (fibras, vitaminas, minerais,
enzimas, aminoácidos etc.), acupuntura, vida não sedentária,
yoga, exercícios psicofísicos e respiratórios com finalidades
terapêuticas e ortopédicas, massagens terapêuticas, hidroterapia,
homeopatia, aconselhamento e modificação do estilo de vida, etc.
Também abrange a terapêutica de prevenção do envelhecimento
e tratamentos estéticos. | Portaria
nº 971 do Ministério da Saúde, de 3 de maio de 2006, aprova
a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares e
inclui a Medicina Tradicional Chinesa e Acupuntura, a Homeopatia, a Fitoterapia
e a Crenoterapia | Complementar
à medicina convencional alopática, a ciência da naturopatia,
que cuida da pessoa num todo (tratamento holístico), surgiu de sistemas
"alternativos" de tratamentos de saúde dos séculos XVIII
e XIX, mas suas raízes filosóficas antecedem a escola hipocrática
(cerca de 400 a.C.). O termo "naturopatia" foi utilizado em 1895 pelo
Dr. John Scheel, de Nova York. Posteriormente, em 1902, nos EUA, Benedict Lust
(1869-1945), imigrante alemão, passou a empregar o termo naturopatia. Fundamenta-se
na filosofia do poder de cura da mãe natureza e na capacidade do organismo
de se auto-renovar e se autocurar em condições adequadas. | |
Durante
sua formação, os naturopatas são treinados a desenvolver
diversas habilidades diagnósticas e terapêuticas, a encontrar a causa
subjacente, em vez de tratarem ou suprimirem os sintomas das doenças, e
a não esperar que ela progrida antes de instituírem as medidas preventivas
e terapêuticas apropriadas.
Numa consulta, o aspecto emocional
e os diferentes traços de caráter são também levados
em consideração; além de ser interrogado, o paciente é
submetido aos seguintes exames clínicos: físico, do corpo todo;
tátil (palpação) do abdômen, da coluna vertebral e
das articulações; observação da fala, da voz e da
face; das unhas; do pulso (artéria radial); da língua; dos olhos
(esclerótica, íris e pupila); da orelha, etc.
Com o apoio,
o incentivo e os inúmeros estudos científicos realizados pela O.M.S.
- "Organização Mundial de Saúde" -, as Medicinas
Tradicionais e Alternativas e a moderna Naturopatia, fundamentada em bases clínicas,
bioquímicas e farmacológicas, tornam-se oficialmente reconhecidas
fora de seus países de origem e aplicadas em quase todo o mundo.
A Portaria nº 971 do Ministério da Saúde, de 3 de maio de 2006,
aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares
e inclui a Medicina Tradicional Chinesa e Acupuntura, a Homeopatia, a Fitoterapia
e a Crenoterapia (uso terapêutico interno ou externo das águas minerais
com propriedades medicinais) no Sistema Único de Saúde (SUS). A
hidroterapia ainda é utilizada por muitas culturas (hindu, chinesa, egípcia,
grega, hebraica, assíria e persa) para tratar diversas doenças e
lesões.
No combate e na prevenção de diversas enfermidades,
a naturopatia tem demonstrado resultados terapêuticos enormemente efetivos
e promissores.
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