Neurociência & Aprendizagem
Neurociência pedagógica: abordagem neurobiológica e multidisciplinar sobre a complexidade cerebral na sala de aula
Como lidar com crianças agressivas e sem disciplina?
por Marta Relvas

"Somos dotados 'didaticamente' de três cérebros"

Crianças sem disciplina e agressivas na educação infantil: existem atitudes e atividades práticas que podem ser trabalhadas com elas e com o toda a turma para que se possa mudar esse comportamento?

Algumas atitudes podem revelar crianças agressivas durante a educação infantil, como: morder, bater, puxar o cabelo do colega, espetar o amigo com lápis, tesoura, mal tratar animais, falar mal com as pessoas, inclusive pais e professores.

Analisando a questão, a criança não nasce agressiva: torna-se agressiva à medida que recebe estímulos sociais inadequados em relação ao entendimento de suas emoções.

As emoções humanas são uma fonte valiosa de informações que ajudam a tomar decisões, estas são o resultado não só da razão, mas também da junção de ambas, associadas a outras competências emocionais que podem levar ao sucesso. O sistema límbico é a unidade responsável pelas emoções e comportamentos sociais, englobando aprendizagem, memória e motivação.

Como o professor deve agir com essas crianças agressivas?

Sua principal função é a integração de informações sensitivo-sensoriais com o estado psíquico interno, onde é atribuído um conteúdo afetivo. Estar atento às emoções e saber lidar com elas na sala de aula.

(...) Educar a emoção é a habilidade relacionada com o motivar a si mesmo e persistir mediante frustrações, controlar impulsos, canalizando emoções para situações apropriadas; praticar gratificações prorrogadas, motivar pessoas, ajudando-as a liberarem seus melhores talentos, e conseguir seu engajamento aos objetivos de interesses comuns. (RELVAS, 2008, p.113).

Para isso, o professor precisa conhecer o diálogo entre o Cérebro Primitivo - Cérebro Intermediário e o Cérebro Intelectual. Somos dotados "didaticamente" de três cérebros, todos apresentam múltiplas eficiências para melhor incluir o sujeito no contexto social. Evitar rótulos e reforços negativos do comportamento da crianças em sala de aula é a função principal da educadora/professora.

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Marta Relvas
é professora, neurobióloga, neuroanatomista psicanalista e psicopedagoga
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