Neurociência & Aprendizagem
Neurociência pedagógica: abordagem neurobiológica e multidisciplinar sobre a complexidade cerebral na sala de aula

Saiba se seu filho sofre de fobia escolar

por Marta Relvas

"A fobia escolar não está ligada à classe social ou ao coeficiente intelectual, mas pode estar asociada à angústia..."

A criança quando vai para à escola é um mix de alegria e ansiedade, tanto para a criança como para os pais. As crianças reagem de forma diferente umas das outras.

Como reconhecer que a criança apresenta uma fobia ou medo escolar?

Caracteriza-se por um ataque agudo de ansiedade. É diferente do medo, pois, quando forçada a enfrentar a situação, a criança entra em pânico, ou seja, surge o medo irracional e incontrolável que pode levar a reações imprevissíveis de fuga, agressão ou autoagressão.

O comportamento fóbico está ligado à angústia, que é um sinal de alerta para o aparelho psíquico.

A fobia escolar não está ligada à classe social ou ao coeficiente intelectual, mas pode estar asociada à angústia de uma determinada separação, como por exemplo: não estar próximo aos pais ou na segurança da família. Na verdade, há um sentimento de desamparo que não permite a criança raciocinar sobre os fatos. É neste momento que desencadeia a ansiedade.

A fobia exige um olhar e um tratamento mais específico e pode desencadear distúrbios psicossomáticos, tais como: cefaleia, diarreia, dores de barriga e outros que, no caso do medo, são transitórios. Logo que o individuo adapta-se com a situação vivida, o desequilíbrio emocional desaparece.

Dicas importantes:

- Evite atitudes que possam agravar a situação, como forçar a criança a ficar no espaço escolar sem dialoga;,
- Jamais ridicularize os sentimentos usando chantagens e subornos;
- Nunca ignorar o sentimento para ver se a criança esquece.

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Marta Relvas
é professora, neurobióloga, neuroanatomista psicanalista e psicopedagoga
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