Nutrição Funcional
Dicas para você ter boa saúde e bem-estar através da alimentação

Até alimentação saudável pode causar desequilíbrio orgânico e doenças
por Patricia Davidson Haiat
“O que você come deve estar em sintonia com o que você é”. Ou seja, de acordo com a nutrição funcional, não há como dizer se um alimento é bom ou ruim para uma pessoa sem que se conheça bem o seu 'ecossistema metabólico'" Todo ser humano é único e não são só as impressões digitais que comprovam isso: nosso organismo é formado por trilhões de células com necessidades específicas de nutrientes em doses variáveis, de acordo com as características genéticas individuais.

Por isso a Nutrição Funcional não se limita somente a prescrever dietas de alimentos tidos como saudáveis, como na Nutrição Tradicional.

A Nutrição Funcional identifica os sintomas e características do paciente e os relaciona a situações de carência ou excesso de determinados nutrientes.

Alimentação, mesmo saudável, pode causar desequilíbrio orgânico e até doenças

Essa identificação é feita com base em estudos e estratégias modernas, que permitem uma profunda análise bioquímica e metabólica. Com isso, é possível saber quais são os alimentos que funcionam para cada um e os que podem provocar desequilíbrios orgânicos e doenças. Os desequilíbrios mais frequentes quando se consome alimentos que não são próprios para cada pessoa são: enxaquecas, intestino preso ou solto demais, dores articulares ou musculares de repetição, falta de energia, rinite, sinusite, esofagite, gastrite, otite, baixa imunidade, redução da memória e da concentração e compulsão alimentar.

Geralmente as pessoas não sabem identificar sozinhas que essas queixas podem estar relacionadas ao consumo de alimentos que entram com muita frequência no seu cardápio como leites e derivados, soja, glúten, ovo, castanha-do-pará, frutas cítricas, açúcar, levedura, carne vermelha entre outros culpados. Esses alimentos individualmente podem não fazer bem para um determinado indivíduo, mesmo sendo tido como saudáveis para a maioria das pessoas.

A identificação dessas sensibilidades alimentares, ou seja, desses alimentos que o corpo não tolera tão bem, pode se dar em consulta por identificação de sinais e sintomas ou através de exames de sangue de alta tecnologia feitos fora do Brasil que identificam de uma grande gama de alimentos aqueles que podem ou não serem consumidos para cada pessoa. O resultado é de fato surpreendente, pois muitas vezes não imaginamos que alimentos que consumimos rotineiramente podem ser os culpados de uma dor de cabeça, de uma dor constante no joelho ou até mesmo de queda de cabelo.

O que você come deve estar em sintonia com o que você é

Desta forma não podemos dizer a famosa frase “Você é o que come”, ela deve ser acrescida de uma outra: “O que você come deve estar em sintonia com o que você é”. Ou seja, de acordo com a Nutrição Funcional não há como dizer se um alimento é bom ou ruim para uma pessoa sem que se conheça bem o seu “ecossistema metabólico”.

Temos ainda à mão outros tipos de exames que já fazem mapeamento genético e podem pór exemplo mostrar a propensão para o desenvolvimento de um câncer ou de outras doenças e podemos lançar mão da Nutrição Funcional para atenuar estas possibilidades visto que o alimento correto, preparado da maneira certa e em doses adequadas pode modifcar a forma com que nossos genes se comportam frente ao surgimento das doenças.

Portanto, podemos dizer que a Nutrição Funcional é uma maneira dinâmica de abordar, prevenir e tratar desordens crônicas complexas através da detecção de desequilíbrios clínicos. Esses se manifestam a partir da dieta, da influência do ar que respiramos, da água que bebemos, dos exercícios e traumas que são processados pelo corpo, mente e espírito. Tudo isso integrado, deve ser avaliado em conjunto ao se analisar um paciente, pois todos esses aspectos estão correlacionados.

A partir desse conhecimento aprofundado das particularidades bioquímicas, é elaborado um plano alimentar exclusivo visando a qualidade alimentar e não a contagem de calorias tradicionalmente usada. Essa prescrição alimentar irá auxiliar o organismo a funcionar plenamente, com a correção de distúrbios alimentares, prevenção de disfunções orgânicas, perda de peso de forma saudável e, acima de tudo, o aumento do bem-estar geral dos pacientes.

Essa nova compreensão sobre os desequilíbrios e a ingestão alimentar trouxe uma amplitude de trabalho muito maior do que se via relacionados aos nutricionistas. Há alguns anos só se procurava um nutricionista para engordar, emagrecer ou tratar problemas como colesterol alto e diabetes. Hoje em dia, a clientela recorre ao nutricionista para tratar: cististe de repetição, candidiase vaginal, psoríase, dores de cabeça constantes, dores articulares e musculares, problemas de tireoide entre vários outros. Mesmo que a perda de peso também seja um objetivo do tratamento, ela vem muitas vezes como consequência da correção de todos esses desequilíbrios alimentares. Diante de tantas particularidades, dietas generalizadas e contagem de calorias não 'fazem' mais sentido.

Serviço

A introdução da nutrição funcional no Brasil, se deu em 2003 com a abertura da primeira turma de pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional. Em julho de 2004 foi fundado o Centro Brasileiro de Nutrição Funcional (www.cbnf.com.br ), uma entidade sem fins lucrativos, que tem como objetivo levar, cada vez mais aos nutricionistas, os conceitos tão interessantes dessa nova nutrição. Caso queira conhecer possíveis nutricionistas funcionais na sua cidade acesse este site.

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Patricia Davidson Haiat
é nutricionista funcional
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