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Por que comer peixe faz tão bem à saúde
por Patricia Davidson Haiat

Falar em alimentação saudável, faz a maioria das pessoas lembrar daquela salada verde acompanhada de um filé de peixe grelhado. Mas por que será que o peixe tem essa fama de saudável?

Os peixes possuem cerca de 20% em sua composição de proteína de ótima qualidade, rica em aminoácidos não essenciais, isto é, que não são produzidos pelo organismo. E quanto ao teor de gordura tão temido por todos? Quando falamos em peixes, não devemos ter a imagem tão negativa que temos, por exemplo, quando pensamos na carne vermelha, que tem gordura saturada em excesso.

O peixe é uma carne com baixo teor de gordura e o tipo predominante é a polinsaturada. Com grande destaque para as gorduras do tipo ômega 3, presente em peixes como sardinha, salmão, arenque e atum, onde os estudos mostram ser um nutriente anti-inflamatório que auxilia na redução do risco de doenças cardiovasculares, diminuição dos triglicerídeos e colesterol e até mesmo na obesidade.

Consumo regular de peixe reduz risco de Alzheimer; indica estudo

Uma recente pesquisa publicada em 2009 na renomada revista American Journal of Nutrition, investigou o padrão de consumo de peixe numa população de 15 mil idosos na China, Índia, Cuba, República Dominicana, Venezuela, México e Peru e trouxe ótimas notícias para quem consome peixe regularmente. Os resultados mostraram que o consumo de peixe está associado a um menor risco de demência, sendo sua principal causa a doença de Alzheimer. E o grande responsável por isso, adivinhem só, novamente o ômega 3, por possuir atividade anti-inflamatória, neuroprotetores e antioxidantes.

Além disso, os peixes possuem ótimas doses de vitaminas A,D e E, além de niacina e ácido pantotênico, sódio, magnésio, cálcio, manganês, ferro e potássio.

Peixe cru é mais saudável?

Como hoje os restaurantes de comida japonesa se multiplicam pelo país, uma dúvida muito frequente é: É melhor o peixe cru? Ele conserva mais os nutrientes? etc... Vamos a resposta. Qualquer alimento submetido ao calor, perde algum nutriente original, mas o destaque no peixe é o teor de proteínas, gordura de boa qualidade e vitaminas lipossolúveis (A, D e E), por isso o “prejuízo” não é significativo em relação ao peixe cru. E quando falamos em peixe cru não se esqueça de consumi-lo somente em locais confiáveis, pois sendo o pescado um alimento altamente perecível, os índices de contaminação são elevadíssimos. Por isso, se não está tão seguro quanto ao local, dê preferência ao peixe assado, grelhado ou cozido ao invés do cru.

Sempre fique atento à forma de preparo. Nada de consumir peixe frito achando que vai ter algum benefício, muito pelo contrário. E a carne de peixe por ser muito tenra, é fácil de cozinhar e pega bem o sabor de ervas como tomilho e alecrim, por exemplo.

Com todas essas vantagens, a recomendação de consumo fica em torno de no mínimo duas na semana. Mas apesar do Brasil ser um país com uma costa enorme, tem um consumo de peixe de cerca de 7kg por ano por pessoa, bem abaixo dos 12kg recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Por isso, para ajudar a aumentar esse consumo, coloquei abaixo uma receita bem fácil e deliciosa de salmão com alho e alecrim. Coloque seu lado mestre-cuca para fora e aproveite todos os benefícios que esse superalimento pode trazer para a sua saúde.

Salmão com alho e alecrim

Ingredientes:

2 alhos inteiros com casca

3 colheres de sopa de suco de limão

1 colher de chá de alecrim desidratado

¼ de xícara de azeite extra virgem de oliva

2 filés de salmão

Modo de fazer:

1- Pré-aqueça o forno a 150º C . Envolva os alhos de maneira frouxa com papel manteiga (de preferência) e coloque diretamente no forno;

2- Asse o alho por 45 minutos ou até os dentes estarem bem macios quando testados com um garfo. Retire os alhos do forno e deixe esfriar;

3- Descasque, descartando a pele. Num processador combine o alho, suco de limão, azeite e alecrim e deixe processar até virarem um purê;

4- Passe este purê no salmão. Coloque o salmão em uma travessa e deixe assar por 20 a 30 minutos.

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Patricia Davidson Haiat
é nutricionista funcional
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