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| Indicações: nas infecções
e inflamações em geral; anti-séptico e cicatrizante,
podendo ser empregado em feridas, eczemas, psoríase, urticária,
furúnculos, nas seborreias e irritações
do couro cabeludo; doenças das vias respiratórias, como
tosse, gripe, resfriados, bronquite e inflamação da
garganta; disenteria; depurativo do sangue; incontinência urinárina;
corrimento vaginal |
Encontrada na floresta Amazônica e em outras
regiões do Brasil, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás,
Minas Gerais, Pará, São Paulo, Paraná e nas partes
mais úmidas do Nordeste, a copaíba (Copaifera sp) ou
Copaibeira, pertencente à família da Leguminosae-Caesalpinioideae
(leguminosas-cesalpináceas), é uma árvore muito
frondosa, com folhagem densa, de grande porte e de madeira avermelhada,
também encontrada na África tropical, Antilhas, Colômbia,
Guianas, México e Venezuela. |
Quando adulta, a copaíba pode atingir de 10 a 40 metros de altura.
Suas sementes são propagadas na floresta por diversos pássaros
e animais que as utilizam como alimento. Na mata, é facilmente
encontrada devido ao forte aroma que se desprende de sua casca.
Embora existam várias espécies do gênero copaíba,
usadas para a extração do óleo, todas apresentam
a mesma indicação medicinal. As espécies mais conhecidas
são: Copaifera langsdorffii (região amazônica), Copaifera
reticulata (região amazônica), Copaifera officinalis (a mais
estudada, encontrada no México, Antilhas, África tropical
e no Brasil), Copaifera guianensis (Paraná), Copaifera oblongifolia,
Copaifera nítida (em Cuiabá e Minas Gerais), Copaifera coriacea
(São Paulo) e Copaifera luetzelburgia.
Extraído por meio de uma incisão no tronco, o bálsamo
da copaíba, popularmente conhecido como óleo, já
era bastante conhecido e utilizado medicinalmente pelos índios
brasileiros, quando os portugueses aqui chegaram; depois, foi também
utilizado pelos jesuítas. O bálsamo é uma secreção
vegetal complexa, com odor aromático característico, rica
em diversos princípios ativos e produzida por várias espécies
vegetais. Durante sua formação, o bálsamo é
acumulado em cavidades do tronco e, através de furos, é
extraído artesanalmente, apenas uma vez ao ano, com auxílio
de tubos ou canaletas. Acredita-se que o uso terapêutico desse óleo
pelos indígenas tenha-se baseado na observação do
comportamento de certos animais que, quando feridos ou picados por insetos
e bichos peçonhentos, esfregavam-se nos troncos das copaibeiras.
O óleo, de sabor amargo, depois de filtrado, apresenta uma consistência
oleosa e tonalidades que variam da cor amarelo-pálida a pardo-esverdeada,
às vezes com ligeira fluorescência. Os diversos tipos de
óleos da copaíba podem apresentar diferentes características:
branco aquoso, amarelo e de cor escura e mais consistente do que outros.
A quantidade de óleo produzida e a sua consistência dependem
de fatores como clima, solo, idade da árvore, estado de saúde
do tronco e modo de explorar a árvore.
| O óleo da copaíba
já era bastante conhecido e utilizado terapeuticamente pelos
índios brasileiros, quando os portugueses aqui chegaram |
Desde o período pré-colombiano, os
índios brasileiros têm empregado, externamente, o óleo
de copaíba (Do tupi guarani “kupa’iwa”) no
combate das doenças de pele e no tratamento de picadas de insetos.
Tradicionalmente, os índios da Amazônia utilizavam o
óleo da copaíba para curar ferimentos; eles o aplicavam
no umbigo dos recém-nascidos para combater o mal dos sete dias
e untavam os seus corpos com ele após os combates. |
Os índios, quando se feriam ou retornavam das lutas,
untavam seus corpos com o óleo da copaíba e se deitavam
sobre esteiras suspensas e aquecidas para se recuperarem e curarem seus
ferimentos. Já os colonos descobriram outras aplicações
terapêuticas, empregando-o como anti-séptico das vias urinárias
e respiratórias, no combate da asma brônquica, na prevenção
e no combate do tétano e nas afecções da pele (doenças
da pele: dermatoses), como a psoríase.
Posteriormente, com a introdução do óleo de copaíba
nas farmacopeias (compilações contendo a nomenclatura
das drogas, dos fitoterápicos, dos remédios simples e compostos
e de artigos farmacêuticos) como remédio antiblenorrágico
(combate a blenorragia, doença contagiosa, habitualmente transmitida
pelo contato sexual, caracterizada por uma inflamação das
vias genitourinárias, seguida de corrimento purulento e dores durante
a micção), sua aplicabilidade se generalizou na medicina
popular e passou a ser usado como cicatrizante e anti-inflamatório
local; e, internamente, como diurético, expectorante e antimicrobiando
das afecções da garganta e das vias urinárias. Em
1677, o óleo de copaíba já tinha sido registrado
na farmacopeia britânica e, em 1820, na farmacopeia
americana. A primeira farmacopeia brasileira foi oficializada em
1926.
Diversos de seus componentes apresentam atividade farmacológica
cientificamente comprovada, entre os quais se destacam o beta-cariofileno,
que possui ação anti-inflamatória e protetora da mucosa
gástrica. Observação: Os óleos de copaíba
vêm sendo vendidos em muitas farmácias adulterados com outros
óleos vegetais, o que contribui para diminuir a sua eficácia
terapêutica. Ao adquirir o produto, certifique-se que o óleo
de copaíba comercializado é puro e integral. Deve-se combater
a automedicação e somente fazer uso de remédios e
medicamentos sob a orientação e a prescrição
terapêuticas.
Embora se diferenciem na morfologia, as diferentes espécies de
copaíba apresentam aplicação medicinal semelhante.
Constituintes
• Porção resinosa (55 a 60%): ácido diterpênicos,
ácido copaíbico, ésteres e resinóides.
• Porção volátil de resina (40 a 55%): óleo
essenciado que contém Beta-cariofileno (50-52%), Alfa-humuleno,
Beta-bisaboleno e menores quantidades de outros oito sesquiterpenos.
Propriedades farmacológicas
Estudos recentes têm demonstrado que a eficiência terapêutica
do óleo integral é maior do que as de quaisquer outras partes
isoladas da copaibeira. Pesquisas in vivo e in vitro têm demonstrado
que os óleos de várias espécies de copaíbas
apresentam diversas propriedades terapêuticas.
• anti-inflamatória e antibiótica natural.
• Poderoso antimicósico (que destrói os fungos miscroscópicos
ou impedem seu crescimento).
• Excelente depurativo do sangue e desintoxicante orgânico.
• Restabelece as funções das membranas das mucosas,
o que auxilia no processo de cicatrização.
• Antiedematoso (que combate edema).
• Antitumoral.
• Anticancerígena. Segundo os estudos realizados pelos pesquisadores
do “Instituto de Química” e do “Centro de Pesquisas
Químicas, Biológicas e Agrícolas” da Unicamp,
o óleo de copaíba apresenta componentes que podem combater
nove linhagens de câncer; inclusive células cancerígenas
de ovário, próstata, rins, cólon, pulmões,
mamas, melanoma e leucemia. Fonte: Jonal da Unicamp – Edição
213 – 19 a 25 de maio de 2003.
• Tripanossomicida e bactericida.
• Em pequenas doses, estimula o apetite, pois apresenta ação
direta sobre o estômago.
• Apresenta propriedades antissépticas, tanto tópica
quanto internamente, atuando sobre as vias respiratórias e urinárias.
• O óleo essencial é um excelente fixador de perfumes.
Ação
• Anti-séptica (inibe e combate a ação dos
microrganismos infectantes) e cicatrizante.
• No ensaio de atividade antimicrobiana, o óleo integral
de copaíba, mostrou-se ativo contra Staphylococcus aureus, Bacillus
subtilis e Echerichia coli.
• Carminativa (combate o desenvolvimento dos gases no estômago
e intestino).
• Expectorante (facilita a saída das secreções
purulentas das vias respiratórias).
• Diurética (favorece a secreção urinária;
diurese).
• Laxativa.
• Estimulante e tônica.
• Emoliente (efeito calmante sobre a pele e as mucosas inflamadas,
combatendo o ressecamento dos tecidos, conferindo-lhes maciez).
Indicações (Uso Adulto e Pediátrico)
• Nas infecções e inflamações em geral.
• Anti-séptico e cicatrizante, podendo ser empregado em feridas,
eczemas, psoríase, urticária, furúnculos, nas seborreias
e irritações do couro cabeludo.
• Afecções das vias respiratórias, como tosse,
gripe, resfriados, bronquite e inflamação da garganta.
• Disenteria (infecção intestinal, sobretudo do intestino
grosso, que se manifesta por dores abdominais, tenesmo (contratura espasmódica
dolorosa do esfíncter anal ou vesical, acompanhada pela sensação
penosa e desejo muito forte e contínuo de evacuar ou de urinar)
e uma diarreia grave com presença de sangue, pus e muco;
pode ser causada por várias espécies de bacilos disentéricos
– Shigella – e amebas).
• Como depurativo do sangue e na desintoxicação orgânica.
• Incontinência urinária, infecções urinárias
e cistite (inflamação aguda ou crônica da bexiga).
• Leucorreia (corrimento esbranquiçado pela vagina;
podendo ser causado por uma infecção bacteriana ou por tricomonas).
Contraindicações
• Gestação, lactação e pessoas com
problemas gástricos. Não aplicar nos olhos e queimaduras.
Efeitos Colaterais
• Não os apresenta nas doses terapêuticas recomendadas.
Superdosagem
• Pode provocar vômitos, náuseas, diarreias
com cólicas e, em certas partes do corpo, um exantema. Caso esses
sintomas ocorram, descontinuar o uso e procurar auxílio terapêutico.
Precauções
• Em caso de hipersensibilidade ao produto, descontinuar o uso.
Interações
• Na literatura, não existem registros de quaisquer interações
com medicamentos e alimentos.
Duração da administração
• De acordo com o critério terapêutico. Na maioria
das vezes, o produto é bem tolerado pelo organismo e não
causa dependência física ou psíquica.
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