"Como o xamã
primordial que desde então percorria as multidimensionalidades,
agora ele o faz com o auxílio do Pakauwah. Esse animal que
faz parte de nós, como o nosso animal de poder também
o faz, precisa ser chamado e para tal o xamã necessita
de um grau de autoconhecimento que o sacralize, pois ele atua
a partir do interior do coração"
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O xamanismo que nós praticamos
segue o rumo da própria história da humanidade. Convém
lembrar que o xamanismo data da aurora do princípio do Tempo,
o que iremos recordar neste breve resumo. |
Nos primórdios quando os seres humanos dormiam o sono da inconsciência
(no Éden) alguns homens e mulheres, seres privilegiados, ouviram
um misterioso chamado que os levou à sua origem Sagrada e o arquétipo
do Divino Se fez ouvir.
Diferenciados dos demais por terem a capacidade de entrar em êxtase,
esses homens e mulheres há aproximadamente 200 mil anos antes dos
tempos conhecidos, conseguiram “viajar multidimensionalmente”,
mobilizados por uma Voz Interior. Por essa centelha de desejo
de conexão com o Absoluto, eles deram um salto quântico para
o quinto nível da Grande Corrente dos Seres e ganharam a Consciência.
De acordo com Ken Wilber, a Grande Corrente dos Seres é uma espiral
que conduz os Seres Humanos, desde sempre, ao longo da Evolução
da Consciência, da sua primitiva origem até o seu retorno
ao Absoluto.
Esses foram os primeiros Xamãs, que acordaram a humanidade despertando
sua consciência, o que eles continuam a fazer. Agora eles têm
a missão mais ampla de todas: fazer soar a Consciência Humana
com a Cósmica.
O caminho percorrido pelos xamãs desde a Consciência Cósmica
até os dias atuais segue o mesmo roteiro e seus instrumentos de
trabalho são os já conhecidos. Eles têm a percepção
que são divinos e que essa divindade se manifesta através
de um ego que deve ser disciplinado, principalmente por conhecer seu talento
sagrado e suas limitações, reconhecendo seu lado oculto,
principalmente sua sombra que precisa sempre ser iluminada.
Seus companheiros são os mesmos: seus mestres xamânicos,
objetos de poder, e sua forma de atuação também é
igual: viajam ao som do tambor (o cavalo do xamã), resgatam almas,
curam, sacraliza e transformam o caos em criatividade. Seu grande companheiro
inegavelmente é o seu animal de poder - clique
aqui e leia.
Das mil possibilidades com que o xamã cósmico foi abençoado
e que gradativamente irei informando vocês, destaco a mais fascinante
de todas: a descoberta do animal da quinta dimensão – o Pakauwah.
Como o xamã primordial que desde então percorria as multidimensionalidades,
agora ele o faz com o auxílio do Pakauwah. Esse animal que faz parte
de nós, como o nosso animal de poder também o faz, precisa
ser chamado e para tal o xamã necessita de um grau de autoconhecimento
que o sacralize, pois ele atua a partir do interior do coração
de onde viaja para a quinta dimensão. Convém lembrar que
na quarta dimensão nós acessamos o etérico e que
na quinta já saímos do corpo e estamos no eterno agora –
sem tempo e nem espaço.
O Pakauwah não é um animal igual aos que nós conhecemos,
mas ao mesmo tempo ele tem a mesma forma que curiosamente durante a viagem
vai se transmutando – por exemplo uma tartaruga que cria asas e
é fosforescente!
Eles são muitíssimos alegres e sempre ensinam através
de metáforas ou mesmo de pegadinhas. Vou contar para vocês
meu primeiro encontro com o Pakauwah. Estávamos no Grupo de Xamanismo
Avançado – Os Cavaleiros da Luz – fazendo nossas primeiras
tentativas de encontrá-lo. O tema da viagem xamânica era
a busca da prosperidade, o Pakauwahde cada uma iria levar-nos à
Fonte de onde vem essa energia.
Minha primeira surpresa é que ao invés de meu poderoso leão,
me aparece um cachorrinho poodle que latia sem parar. Inicialmente eu
ignorei-o, mas o tempo ia passando e nada do leão poderoso e o
bichinho não parava de latir, subir no meu colo e o jeito foi segui-lo.
Ele me leva até uma mesa de cozinha vazia e coberta com uma longa
toalha branca. Fico frustrada e penso: “Esse cachorrinho de Pakauwah
não tem nada.” Óbvio que ele ouviu meu pensamento,
arreganhou os dentes para mim e puxou a toalha. Qual não foi meu
espanto quando vejo debaixo da mesa uma imensa cornucópia de ouro
na qual saía sem parar frutas de todas as espécies, flores
perfumadas e milhões de moedas de ouro.
Moral da história: meu Pakauwah me ensinou não ser tão
arrogante (eu esperava o leão e o que veio foi um minúsculo
poodle – cachorrinho de madame) e a praticar a confiança
e a entrega, não tendo uma ideia pré-concebida de onde as
coisas podem acontecer, pois jamais imaginaria uma cornucópia mágica
debaixo de uma simples mesa de cozinha.
No próximo texto vou ensinar como descobrir o seu Pakauwah. Mas
você precisa retornar esses meus textos (clique
aqui e leia) e recordar como se acha o animal de poder, pois quem
não tem esse conhecimento, não chegará a esse animal
sutil e mágico da quinta dimensão.
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