Fisioterapia
Dicas para seu bem-estar corporal
Fisioterapia no tratamento de paralisia facial
por Juliana Prestes Mancuso

A paralisia facial provém da interrupção do fluxo nervoso de qualquer um dos segmentos do nervo facial. É uma patologia antiga que possuí inúmeras causas pouco conhecidas. No entanto, a maior incidência é idiopática, ou seja não é consequência de outra causa e sim somente dela mesma. A segunda é traumática relativo a traumatismo, contusões, feridas... Elas interferem diretamente no cotidiano dos indivíduos e resulta em deficiências nas atividades funcionais como beber, comer e falar. Isso ocasiona problemas psicológicos, pois afeta de forma negativa a autoestima e a interação social do indivíduo.

A paralisia da mímica facial (de exprimir pensamentos, ideias e sentimentos por meio de gestos e da expressão fisionômica) pode ser parcial ou total e podem estar associadas à:

- sensibilidade gustativa dos dois terços anteriores da língua;

- salivação e lacrimejamento;

- ao reflexo do músculo do estribo que é responsável pela proteção da orelha interna contra os sons de alta intensidade;

- à hiperacusia (aumento da audição) e hipoestesia (diminuição da sensação) no canal auditivo externo:

- aos movimentos voluntários e a modificação do tônus da boca, gerando problemas no processo alimentar.

Metade da população acometida por paralisia facial periférica tem sua etiologia (causa) desconhecida.

Existem paralisias faciais periféricas, centrais e bilaterais. O conhecimento detalhado sobre a anatomia e fisiologia do nervo facial quanto dos músculos por ele inervados é essencial para a localização do nível da lesão e prognóstico adequado para o tratamento.

A paralisia facial periférica requer tratamento especializado. O tratamento da paralisia facial requer abordagem médica, fisioterapêutica e fonoaudiológica.

A fisioterapia enfatiza seu trabalho mais no retorno da simetria facial, ou seja, na correspondência de posição de dois ou vários elementos em relação a um ponto, ou a um plano médio. A fonoaudiologia se direciona mais às funções como deglutição, mastigação e fala.

As terapias utilizadas para o tratamento das paralisias faciais bilaterais são semelhantes às utilizadas para o tratamento das unilaterais. Os músculos da face devem ser trabalhados em terapia.

A recuperação da lesão do nervo facial pode acorrer em algumas semanas ou até mesmo em quatro anos. A fisioterapia é indispensável com o objetivo principal de restabelecer o trofismo (condição natural do músculo, relativo à nutrição), a força e a função muscular. A fisioterapia tem como objetivo restabelecer a mímica facial.

Várias técnicas fisioterapêuticas são utilizadas para o tratamento da paralisia facial periférica. Os recursos sugeridos são: cinesioterapia (terapia pelo movimento), crioterapia (terapia por frio), massagem, propriocepção (terapia da percepção do próprio corpo), acupuntura e eletrotermoterapia (emprego da eletricidade e calor como meio de tratamento).

A reabilitação facial do paciente vai depender de uma série de fatores, como o tipo da lesão e sua extensão, intervenções prévias e principalmente a cooperação do paciente.

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Juliana Prestes Mancuso
é fisioterapeuta
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