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Busca compulsiva por um parceiro afetivo atrapalha felicidade | |||||
| por Patricia Gebrim | |||||
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De onde foi que tiramos essa ideia de que só podemos ser felizes se encontrarmos o "amor de nossas vidas"??? Tenho observado as pessoas ao meu redor. Para muitas delas, por mais que suas vidas estejam recheadas de conquistas, construções, superações e alegrias, parece que nada tem valor se não tiverem um relacionamento amoroso. É como se a conquista de um parceiro afetivo fosse uma espécie de troféu que faz todo o resto valer a pena. Deixe-me deixar claro... não tenho nada contra relacionamentos! Penso que através deles crescemos como nunca e temos a oportunidade de conhecer tanto as belezas do paraíso quanto o calor do inferno (não há como evitar essa parte). Estar em um relacionamento é uma forma corajosa de viver. É como ter um espelho gigante plantado à nossa frente o tempo todo. Não temos como fugir de nós mesmos quando nos relacionamos. Não temos como evitar dar de cara com as nossas sombras, feridas e imperfeições. Relacionar-se... não é para todos, é preciso coragem para olhar para esse espelho que muitas vezes parece amaldiçoado. É claro que também vivemos momentos sublimes de troca, alegria e amor! É claro que, se o relacionamento for saudável, também vivemos momentos de leveza e companheirismo, o que nos faz querer experimentar essa troca com um outro ser humano. Mas "precisar desesperadamente" de um relacionamento é o que não me parece saudável.
Se nos mantivéssemos
conectados com essa necessidade de integração "dentro"
de nós. Se nos empenhássemos em unir o masculino ao feminino
interno, em combinar a nossa força à doçura, nossa
capacidade de acolher e lutar, sentir e agir, descansar e batalhar...
Se nos tornássemos inteiros por dentro, talvez não precisássemos
de forma tão desesperada encontrar um oposto lá fora. Artigos relacionados - clique no título
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