| Percepção
extrassensorial - remote viewing - "Com paciência, prática
e desejo de avançar nesse caminho você terá uma
fonte extraordinária de informações a sua disposição,
informações contidas no “vácuo quântico”.
Você utilizará sua energia psíquica para coletar
informações de um “lugar” virtual no tempo
e no espaço. Estou falando do “akasha” que mencionam
os sábios da antiguidade" |
Todas as civilizações,
todos os povos através de milênios falam de um conceito
metafísico no qual o homem e o cosmos são interligados
por uma energia que permeia tudo, como se fosse um oceano de energia
em que jaz toda informação contida no universo e de
onde emergem todos os fenômenos. |
Esse conceito pré-científico tem vários
nomes, dependendo das tradições: chi, ki ou
qi quando se fala de taoísmo, barakah no mundo do
sufismo, élan vital no universo da metafísica do
Bergson* e finalmente prana quando estamos no mundo do yoga.
Isso sendo colocado, gostaria de conversar com você sobre a visão
a distância. O nome mais popular para essa atividade é a
percepção extrassensorial (Extra Sensory Perception ou ESP).
Trata-se da habilidade do ser humano em perceber informações
ou imagens de um sujeito/objeto geograficamente afastado.
No sistema do yoga isso se chama “Divya Drishti”: visão
clara, só que não se trata da visão do mundo externo
com seus olhos de carne. Trata-se da visão dos objetos que estão
“contidos no reservatório de informações”,
o Akasha, feito com prana que citei anteriormente. Para nossa lógica,
essa possibilidade parece louca, porém para os yogis da antiguidade
e certos contemporâneos, não é.
Percepção extrassensorial: remote
viewing
Durante os anos da guerra fria, por volta dos anos 60/70, o exército
americano seguindo o caminho traçado pela União Soviética,
elaborou um protocolo de formação de espiões que
teriam acesso à informação, o que se chama “coletar
inteligência” através dessas técnicas de percepção
extrassensorial: “remote viewing”.
Após 10 anos de funcionamento, o projeto parou de receber verbas
sob a alegação de falta de alicerces científicos
para explicar o sucesso desse método, em consequência, o
projeto foi abandonado.
Mais de 30 anos depois, as técnicas estão caindo no gosto
popular. Os métodos de formação dos espiões
utilizando o “remote viewing” ou “Divya Drishti”
estão sendo ensinados por ex-funcionários da CIA.
Por quê?
Simplesmente para melhorar a qualidade de vida, para estimular as habilidades
inconscientes de cada um, reforçar os dotes naturais ou as forças
de autocura do ser humano. Existem hoje em dia cursos, desvinculados de
toda conotação religiosa, parapsicológica ou esotérica.
Você pode participar de um curso de “capacitação
em remote viewing”. Até mesmo participar de um curso online.
O que aconteceu para que seja massificado o ensinamento do “remote
viewing”?
Recentes descobertas mostram que o “remote viewing” usa procedimentos
quânticos que tornam possíveis a transferência de informações
através de distâncias ilimitadas, com a velocidade da luz.
Aos poucos, há uma melhor percepção da verdadeira
natureza da realidade que ultrapassa a nossa capacidade de percepção
com nossos sentidos limitados.
A ciência quântica explica esse fenômeno a partir do
conceito da “energia do vácuo”, chamada também
”zero point energy”. Com base nesse conceito, existe a possibilidade
de acessar a matriz, ou seja, o mundo da ficção científica
juntou-se ao mundo das descobertas em física e o que era pura especulação
há 30 anos tornou-se realidade do século XXI.
Existem vários métodos que – sem ter recebido formação
pelo exército americano e sem sair da sua casa – você
terá acesso após a leitura deste artigo, além da
possibilidade de praticar. E se você for praticante de yoga, já
está familiarizado aos exercícios que ajudam a ampliar os
limites de seu mundo e abrir-se a novas possibilidades, sem preconceitos:
Meditação e visualização conduzidas podem
ajudar a focar sua atenção sobre o sujeito/objeto que você
gostaria de ver. Com paciência e prática, gradativamente
você desenvolverá essa habilidade e terá o sucesso
esperado.
Aos poucos aprenderá a confiar nas suas impressões e sensações.
Cada tentativa vai ser acumulada. Mesmo quando achar que o resultado foi
nulo, você perceberá que a prática, e a prática,
e a prática fazem com que num belo dia você tenha resultados.
Antes de começar:
Seja ciente que essa habilidade está em cada um de nós e
não foi treinada até hoje. Temos um grande poder de concentração,
só que pouco utilizado. Você tem discernimento para saber
quando esta dentro da “zona de relaxamento” e o nível
de precisão que quer atingir.
1 – Sente-se num lugar tranquilo e confortável.
Feche os olhos. Deixe as perturbações de fora.
2 – Relaxe (você já sabe o por quê,
pois já leu todos os artigos anteriores, praticou e já relaxa
com facilidade!).
Respire gentilmente pelo nariz, colocando a ponta da língua em
contato com o céu da boca. Lembre que essa prática ajuda
a silenciar a mente.
3 – Enquanto você entra mais profundamente
no estado de relaxamento, acredite que é capaz de focar sua atenção
em acontecimentos, pessoas ou lugares que você nunca viu e nem visitou.
4 – Comece seu treino imaginando você olhando
para você, sentado na cadeira, de costas. Seja paciente, imaginando
como se fosse alguém olhando para você de costas.
5 – Treine e quando essa imagem for nítida,
aos poucos amplie a paisagem que esse outro – igual a você
– está enxergando, abrindo o ângulo de visão.
Imagine que ele esteja olhando para uma paisagem que você conhece,
busque gradativamente mais detalhes.
6 – Quando dominar esse primeiro passo, a partir
dessa mesma situação, sentado na mesma cadeira, você
imaginará uma pessoa diferente de você e que seja conhecida.
Vai ampliar sua visão, buscar detalhes e, depois da sessão,
entrar em contato com essa pessoa para confirmar os detalhes que “viu”
na sua meditação/visualização.
Essa fase vai dar a confiança de que você é capaz,
contribuindo para o aumento de suas habilidades e a melhora de seu desempenho.
7 – Gradativamente, você entrará no
estado de relaxamento mais rapidamente, o que vai acelerar e facilitar
o processo.
8 – Cada tentativa proporcionará uma possibilidade
a mais para dominar o “remote viewing”, quanto mais você
pratica, mais você se torna experiente!
Com paciência, prática e desejo de avançar nesse caminho
você terá uma fonte extraordinária de informações
a sua disposição, informações contidas no
“vácuo quântico”. Você utilizará
sua energia psíquica para coletar informações de
um “lugar” virtual no tempo e no espaço. Estou falando
do “akasha” que mencionam os sábios da antiguidade.
Posso dizer algo chocante? Rishis da antiguidade do yoga ou funcionários
da CIA: perseguiram o mesmo objetivo, o de uma realidade além dos
sentidos comuns. Não se trata só da visão, porém
da visão remota!
Como diz Charles Butler, físico nuclear, doutor em física
experimental: “Pense no que seria se o mundo racional pudesse se
fundir com o mundo místico, talvez a vida pudesse ser banhada por
mais amor, incluindo o mundo em expansão da ciência e da
tecnologia apoiada pela visão da sabedoria”.
Acho melhor deixar você meditar sobre o assunto.
*Bergson (1859-1941), filósofo francês, Prêmio Nobel
de Literatura em 1927. Estudioso em diferentes matérias como cinema,
literatura, filosofia e neuro-psicologia.
Para aprofundar o assunto:
http://p-i-a.com/Magazine/Issue25/Connections_25.html
http://www.earthtech.org/publications/RNOST_v2_p22.pdf
Searching for the Universal Matrix in Metaphysics, Hal Puthoff, April
2002
http://www.p-i-a.com/Magazine/Ref/healing_the_enlightenment.htm
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