| por
Sandra Vasques
Fisicamente falando, o que determina essa combinação?
Estou impressionadíssima com meus "prazeres" ao lado
desse novo parceiro.
Tenho 49 anos. Reencontrei um colega de faculdade após 29
anos. Depois de um ano do reencontro, caminhamos para uma relação
de muito entendimento. No sexo, apenas um toque dele faz com que eu fique
inteiramente mobilizada. Jamais vivenciei momentos tão intensos
e prazerosos com meu marido. Percebi que não sabia o que era prazer
sexual.
| "Uma vez que ficamos com alguém
e a relação amorosa é muito gostosa, isso fica
guardado em nossa memória. E tudo o que é bom, a gente
quer repetir. Assim, um leve toque de seu parceiro, já traz
para você a antecipação de momentos muito interessantes
e desejados e você já se dispõe a vivê-los" |
Resposta:
Você dá a resposta para a sua pergunta, quando diz que
você e seu parceiro caminham para uma relação
de muito entendimento. É isso. É preciso que um entenda
o outro, que seja capaz de sair do próprio roteiro do que entende
como prazer e conheça o que o outro deseja, fantasia. E a partir
daí se relacionar, namorar, transar e efetivamente se comunicar
com o parceiro de um jeito prazeroso para os dois. |
Mas para conhecer o outro, é preciso estar aberto para isso, entender
que por mais que determinados carinhos e fantasias sejam agradáveis
e gostosos para si, podem não ser para o outro. Mas não
é só isso, é preciso se sentir seguro para experimentar
o novo, deixar de lado o caminho que você já sabe que vai
te levar até determinado lugar e experimentar os inexplorados.
É preciso também entender o sexo como algo divertido, fonte
de prazer, de mais um jeito gostoso de estar com o outro. Ter liberdade
para falar sobre o que deseja sem vergonha, sem medo. Muitos homens e
mulheres se sentem obrigados a fazer tudo certo na hora da transa, com
medo de não agradar o outro, de falhar. E daí perdem a espontaneidade,
se restringem aos comportamentos já conhecidos e seguros, não
conseguem sair de si para enxergar o outro. E o que acontece, na maioria
das vezes, é que a relação sexual acaba se tornando
empobrecida, rotineira. E afinal, não existe algo que seja certo
numa relação sexual. Desde que os dois gostem e aprovem
o que rola e respeitem os próprios limites e os do outro, está
tudo certo.
Mas para saber o que pode ser bom para o parceiro ou parceira, é
preciso experimentar e os dois têm de ser sinceros e indicar o que
aprovam sugerir o que pode melhorar, ou o que não dá mesmo
para acontecer. E uma pessoa é diferente da outra. O que é
bom para um, pode não ser para outro. Assim, minha cara, você
e seu novo parceiro certamente se permitiram conhecer um ao outro e se
abriram para experimentar coisas gostosas e prazerosas e tem dado certo.
Uma vez que ficamos com alguém e a relação amorosa
é muito gostosa, isso fica guardado em nossa memória. E
tudo o que é bom, a gente quer repetir. Assim, um leve toque de
seu parceiro, já traz para você a antecipação
de momentos muito interessantes e desejados e você já se
dispõe a vivê-los. Pelo contrário, quando a memória
que temos é de momentos pouco estimulantes, não estaremos
disponíveis física, emocional e sexualmente para viver a
relação. E se a mesma acontece, é por outras razões
que não o tesão.
E o que nos mobiliza para a transa, não é a pessoa que está
conosco, mas uma fantasia, ou o estímulo físico aplicado
corretamente e que pode até proporcionar um orgasmo, mas não
a satisfação sexual plena. Que bom que você conseguiu
encontrar alguém aberto para viver o sexo e que você também
se abriu para essa nova experiência. Continue ousando viver e ser
feliz.
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Atenção!
As respostas do profissional desta coluna não substituem uma
consulta ou acompanhamento de um profissional de psicologia e não
se caracterizam como sendo um atendimento
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