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prisão de ventre, ou constipação, é a dificuldade
ou a impossibilidade de evacuação das matérias fecais e a
diminuição acentuada do número de defecações,
devido a uma retenção anormal e prolongada das fezes no intestino
grosso, que se tornam duras e ressecadas.
Quando se retarda a evacuação,
ou a eliminação das fezes contidas no interior do intestino, gradativamente,
elas se tornam mais sólidas, devido à absorção da
água (pela mucosa intestinal), ao seguirem a sua trajetória em direção
ao reto (parte terminal do tubo digestivo).
De maneira alguma se deve
pensar que a prisão de ventre seja um problema simples e de pouca relevância
clínica, que não precise ser combatido rapidamente; na verdade,
a prisão de ventre é a origem de tantas outras enfermidades.
| Toxinas
das bactérias intestinais provalvelmente se encontram relacionadas ao desenvolvimento
de doenças como diabetes, meningite, colite... | Existe
uma abundância de compostos tóxicos nas fezes, por isso sua eliminação
diária torna-se extremamente importante; tais compostos tóxicos
podem ser reabsorvidos pela mucosa intestinal se permanecerem por um tempo maior
no interior dos intestinos. Os antígenos e as toxinas das bactérias
intestinais, provavelmente, encontram-se relacionados ao desenvolvimento de algumas
doenças: diabetes mellitus, meningite, miastenia grave (afecção
neurológica caracterizada por uma fraqueza muscular excessiva), da tireóide,
colite ulcerativa, dentre outras.
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O
saudável é evacuar diariamente, de duas a três vezes, pela
manhã, após o almoço e à noite antes de dormir. Se
o intestino deixa de funcionar de dois a três dias, isso deve ser combatido.
Após as causas serem identificadas e removidas, o funcionamento intestinal
precisa de ser reeducado, para se restabelecer o seu funcionamento diário.
Causas
da prisão de ventre -
Hábitos dietéticos errôneos, à base de alimentos refinados
(industrializados), pobres em vegetais como: legumes, verduras, leguminosas, tubérculos,
frutas e fibras. - Consumo diário inadequado de líquidos (uma
pessoa adulta precisa beber dois litros de água por dia). - Sedentarismo
(muito prejudicial à saúde física e mental), atividade física
inadequada e repouso prolongado na cama e/ou no leito. - Medicamentos alopáticos:
anestésicos, antiácidos (sais de alumínio e de cálcio),
anticolinérgicos, anticonvulsivantes, antidepressivos (tricíclicos,
inibidores da monoamino oxidase), anti-hipertensivos, antiparkinsonianos, antipsicóticos
(fenotiazinas), agentes bloqueadores beta-adrenérgicos (propranolol), sais
de bismuto, diuréticos, sais de ferro, laxativos e catársicos (uso
crônico), relaxantes musculares, intoxicação por metais tóxicos
(arsênio, chumbo e mercúrio). - Distúrbios do metabolismo:
hipocalemia (diminuição dos valores do potássio no sangue
abaixo dos valores normais), hiperglicemia, uremia, porfiria (conjunto das afecções
hereditárias devido à anomalia do metabolismo das porfirinas, das
quais diversos derivados são eliminados na urina) e amiloidose (substância
anormal que se parece com o amido e que se deposita entre as células de
certos tecidos do corpo ou em órgãos, provocando lesões degenerativas
e diversos distúrbios). - Distúrbios endócrinos: hipotireoidismo,
hipercalcemia e para-hipopituitarismo. - Anormalidades estruturais: feocromocitoma
(tumor, em geral, benigno da medula supra-renal) e glucagonoma (tumor, em geral
canceroso, que produz hormônio glucagon, o qual eleva o nível de
glicose no sangue e produz uma erupção cutânea característica). -
Doenças intestinais: diverticulite, síndrome do intestino irritável
e tumor. - Distúrbios neurológicos: distúrbios nervosos
do intestino (neuropatia autônoma; aganglionose - inervação
anormal do intestino que acomete o ânus e pode estender-se pelo intestino
num grau variável); distúrbios da medula espinhal (trauma e esclerose
múltipla); e distúrbios cerebrais (apoplexia, doença de parkinson
e neoplasma). - Estresse e distúrbios psicogênicos. - Uso
crônico de enemas (introdução de líquido medicado pelo
ânus com finalidades terapêuticas) e laxantes. - Exposição
a inseticidas. Curiosidades
sobre o processo digestivo -
A maioria das enfermidades deriva-se de hábitos dietéticos errôneos.
Nada contribui tanto para a acumulação de impurezas e toxinas no
sangue quanto uma alimentação imprópria. - A digestão
se inicia na boca, quando o alimento é mastigado e mistura-se com a saliva,
fluido formado por 99% de água e que contém amilase (ptialina),
uma enzima digestiva que decompõe o amido contido nos alimentos, cuja ação
se prolonga no estômago. A ptialina também decompõe o glicogênio,
principal forma de glicose armazenada no fígado e nos músculos e
que contribui para a manutenção da quantidade normal de açúcar
(glicose) no sangue. - Para que a digestão se processe adequadamente,
é necessário mastigar-se bem os alimentos antes de engoli-los. -
O processo digestivo completo, da deglutição à excreção,
dura de 12 a 24 horas. - O intestino delgado mede de 6 a 8 metros de comprimento
e é responsável pela absorção dos nutrientes decompostos
pelos sucos do estômago e do pâncreas. Sua superfície interna
é composta por centenas de pregas, revestidas por milhares de pequenas
saliências filiformes (vilosidades), por onde os nutrientes e as substâncias
medicinais são absorvidas pela corrente sangüínea. - O
intestino grosso constitui a porção final do trato digestivo, seu
comprimento é cerca de 1,60 m, e sua espessura, 5 a 7,50 cm; desempenha
duas funções: (1) formação das fezes, absorve a água
dos resíduos alimentares, produzindo fezes semi-sólidas e (2) armazena
as fezes até serem expelidas pelo ânus. - A formação
e a presença de gases nos intestinos podem significar: combinação
imprópria dos alimentos, má digestão, permanência prolongada
das fezes no intestino grosso, ou seja, necessidade do organismo em eliminar as
fezes. - Na excreção das fezes, atuam dois esfíncteres:
o anal interno (involuntário), e o externo (voluntário). Para eliminarem
as fezes, eles relaxam e são auxiliados pela contração dos
músculos abdominais. Embora as secreções superiores do intestino
grosso sejam estéreis, as inferiores contêm muitos organismos que
fabricam uma série de substâncias, inclusive a vitamina K e os compostos
mal cheirosos, responsáveis pelos odores desagradáveis. - Cerca
de 70% do potencial imunológico dependem da boa saúde e do bom funcionamento
do estômago e dos intestinos, assim como da produção do hormônio
do crescimento (TSH, somatotropina) que combate os sintomas e sinais do envelhecimento.
- Cerca de 60 % do hormônio serotonina que, dentre outras funções,
regulariza a motilidade intestinal e atua como neurotransmissor do sistema nervoso,
são produzidos por certas células do intestino e, em menor parte,
pelo tecido cerebral. Isso significa que, para que se tenha uma boa noite de sono
e se previna a depressão, é necessário haver uma alimentação
pura, saudável e equilibrada, boa digestão, um bom funcionamento
intestinal e intestinos limpos e desintoxicados. - Nos casos mais graves de
prisão de ventre, as fezes empedradas e endurecidas podem não se
mover facilmente em direção ao reto, o que pode gerar uma diarréia
aquosa paradoxal, com fezes líquidas passando ao redor da massa endurecida.
- Fecaloma é o acúmulo de matéria fecal endurecida no
reto ou no cólon, que pode simular um tumor abdominal ou provocar uma oclusão
intestinal. Nesses dois últimos casos, deve-se procurar imediatamente auxílio
terapêutico. - A ingestão de lubrificantes à base de óleo
mineral não é recomendada, por não combater o problema de
forma efetiva e saudável, por interferir na absorção de vitaminas
solúveis em gorduras e sobrecarregar o metabolismo celular. Em estudos,
foram detectados depósitos de minerais no sistema linfático de usuários
crônicos. No
próximo texto abordadei a reeducação alimentar relacionada
à prisão de ventre.
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