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No artigo anterior
(clique aqui e leia) expliquei por
que a prisão de ventre faz mal à saúde. Neste tratarei
da importância da reeducação intestinal.
- Combater a 'falta de tempo' para o ato de evacuar diariamente com tranquilidade.
- Não reprimir a necessidade de evacuar.
- Adotar uma alimentação equilibrada e saudável,
com o consumo diário de alimentos ricos em fibras, vitaminas e
sais minerais encontrados nos vegetais e nas frutas.
- Hidratação adequada ao longo do dia: ingestão diária
de dois litros de água. Deve-se beber um copo de água ao
longo de todo o dia e não uma grande quantidade de uma só
vez.
- Criar o hábito de ir no mesmo horário ao banheiro todas
as manhãs para evacuar, antes ou após o desjejum, ou após
uma atividade física, mesmo quando a necessidade de evacuar não
estiver presente.
- Diariamente, dedicar-se cerca de vinte a trinta minutos ao funcionamento
intestinal. O ânus não é um compartimento que se abre
para as fezes saírem de uma só vez. É normal que
se gastem alguns minutos para que os intestinos funcionem e as fezes sejam
expelidas.
- Combater o sedentarismo (muito prejudicial à saúde física
e mental). Praticar yoga ou qualquer outra atividade física saudável
com regularidade, pelo menos três vezes por semana, durante 60 minutos.
- Sob orientação e acompanhamento terapêuticos, diminuir
gradativamente o uso de laxantes, à medida que o tratamento naturopático
e os novos hábitos dietéticos e saudáveis forem instituídos.
Terapêutica para a prisão de ventre
Identificar e combater as causas conhecidas da prisão de ventre.
Qualquer condição dolorosa reincidente durante o ato de
defecar deve ser investigada. Instituir uma dieta basicamente vegetariana,
equilibrada, saudável e rica em fibras.
É necessário haver boa vontade e disciplina no treinamento
de reeducação intestinal. As ervas e os remédios
botânicos aqui citados, que apresentam propriedades laxantes, devem
ser utilizados não com exclusividade, mas associados ao programa
de reeducação do funcionamento intestinal, que pode durar
de duas a quatro semanas.
Alimentos indicados: abacaxi; abóbora; acelga; água;
aipo; alho; ameixa seca (rica em fibras e sorbitol - açúcar
natural que age como laxante); amendoim; amora; aspargo; azeitona; berinjela;
beterraba; brócolis; caqui; cebola; cenoura; chicória; couve;
couve-flor; coalhada e iogurte caseiros são os mais ricos em lactobacilos
acidófilos; preparados por inoculação de fermentos
apropriados (sua presença nos intestinos aumenta a assimilação
dos nutrientes; produz enzimas e vitaminas; diminui a alergia alimentar,
os distúrbios gastrintestinais, a formação de gases,
o mau hálito, o colesterol, os triglicerídeos, a incidência
de câncer e a formação de nitritos; previne a candidíase
vaginal e apresenta propriedades imunoestimulantes); dente-de-leão;
ervilha; espinafre; farelo de arroz integral (considerado um superlaxante,
deve-se consumir diariamente uma colher das de sopa); farelo de aveia;
fibra de trigo integral; figo maduro; fruta-pão; iogurte com lactobacilos
acidófilos; jaca; laranja; lêvedo de cerveja; maçã;
mamão; melancia; melão; noz; pão integral; pepino;
pêra; pimentão; quiabo; semente de linhaça; soja;
tâmara; tamarindo; tomate; uva e vagem.
Cuidado: o leite, o queijo e o café podem causar constipação
intestinal em algumas pessoas
Remédios botânicos: (1) Rhamnus purshiana (Cáscara-sagrada),
apresenta propriedades laxativas e colagogas (substâncias que facilitam
a evacuação da vesícula biliar), cujo princípio
ativo é cascarina; seus antraglicosídeos atuam no intestino
grosso aumentando a atividade muscular do cólon (peristaltismo);
(2) Cassia senna ou angustifolia (considerada um laxante de potência
moderada); (3) córtex da semente de Plantago ovata (laxante de
volume mucilaginoso; dose recomendada: uma a duas colheres das de chá,
cheias, em jejum, pela manhã, em um copo de água); (4) Taraxacum
officinale (Dente-de-leão), fonte vegetal de iodo, de diversos
minerais e vitaminas, indicado nas afecções (doenças)
do aparelho urinário, nas doenças do fígado e no
combate do escorbuto; apresenta propriedades laxantes que não irritam
a mucosa dos intestinos e são depurativas do sangue.
Observações
1ª) A cáscara-sagrada apresenta efeito irritante da
mucosa intestinal, embora seja indicada para estimular o funcionamento
do intestino. Seu uso não deve ser prolongado e isolado de um programa
terapêutico de reeducação intestinal, pois pode condicionar
o intestino a funcionar somente sob o seu consumo.
2ª) Como laxante, o farelo de arroz integral é superior
ao farelo de trigo. O farelo de milho é mais efetivo que o de trigo.
O farelo de aveia é menos irritante e é melhor absorvedor
de gorduras.
3ª) O trato digestivo deve ser preparado antes de se ingerir
a Cassia senna, alimentando-se pouco e aumentando-se a ingestão
de alimentos oleosos (sementes de gergelim e linhaça, azeite extravirgem
de oliva e manteiga de búfala; essa "oleação"
confere uma evacuação mais confortável).
4ª) A Cassia senna provoca o surgimento de um pigmento no
cólon, mancha escura conhecida como melanose do cólon (doença
benigna), que se torna detectável no exame colonoscópico
interno, após um ano de seu uso regular. Tal mancha desaparece
gradualmente no decorrer de um ano após a interrupção
de sua ingestão.
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