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No último texto (clique aqui),
tratamos sobre a importância da mobilização psicofísica
para o bom desempenho em competições esportivas, que por
extensão, serve para nossos desafios pessoais e para outras tarefas
profissionais de um modo geral.
Citamos também que neste mês (julho/2009) eu teria uma boa
oportunidade de checar esse fenômeno, in loco, na 25ª
edição dos Jogos Olímpicos Universitários
(UNIVERSIADE), na cidade de Belgrado (Sérvia).
Ao avaliar vários desempenhos de atletas brasileiros e estrangeiros
em diversas modalidades esportivas, gostaria não só de reforçar
a importância da mobilização psicofísica, como
dizer que a mesma, deve ser mantida até o final da atuação
do atleta em sua intervenção. Só assim, principalmente
quando se deseja um rendimento de excelência é possível
obter sucesso.
Como exemplo, menciono que as únicas medalhas de ouro do Brasil
na Universiade, foram conquistadas nos últimos segundos
da luta final da modalidade taekwondo, tanto no masculino como no feminino
(com Diogo e Natália).
Surge então a pergunta: Como manter a mobilização
(máxima!) psicofísica (veja conceito
no texto anterior) até o final da competição?
Para uma resposta objetiva e didaticamente aplicável proponho as
seguintes diretrizes
• Competir com alegria
Independentemente da exigência, importância, repercussão,
etc. da competição o atleta precisa exercitar (ou descobrir!),
no processo de realização de suas tarefas que o esporte
é, sobretudo, fonte de alegria e, portanto, ela (a alegria!) tem
de ser vivenciada para que o esporte possa ser um valor pessoal –
tudo aquilo que é importante para uma pessoa.
• Ter coragem de agir e correr riscos
Observe que na história das conquistas esportivas, atletas só
as conseguiram por que tiveram atitude (agiram sem vacilar) e correram
riscos com persistência e motivação. Ao lembrar novamente
nossos atletas de taekwondo que ganharam ouro na Universiade, eles só
conseguiram por que arriscaram golpear os adversários nos momentos
críticos da luta, ou seja, eles sabiam que poderiam perder a qualquer
instante se falhassem em seus golpes.
• Esperar resultados positivos
Não importa a dificuldade do desafio, o atleta que espera por resultados
positivos tende a ficar mobilizado pelo tempo necessário. É
claro que para tal é preciso que o atleta tenha autoconsciência
de suas reais possibilidades diante o grau de dificuldade do desafio.
Em outras palavras: estar preparado!
• Desenvolver a autoconfiança
O desenvolvimento da autoconfiança só é possível
basicamente se o atleta usufruir de treinamentos de alta qualidade (qualificação).
A autoconfiança sugere o desenvolvimento do espírito de
invencibilidade, não uma invencibilidade onipotente e arrogante,
mas, sobremaneira na fé de acreditar plenamente em suas próprias
forças e persistir mesmo quando as adversidades são grandes.
Poderia dizer que o desenvolvimento da autoconfiança é a
matéria-prima dos resultados positivos.
Em conclusão, para ratificar tudo o que foi dito, eu faço
um desafio ao leitor: relembre todas as suas conquistas pessoais. Principalmente
nas mais significativas, aposto um picolé de limão (como
diz a Barbara Gancia), que você estava mobilizado até o final
da tarefa.
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