| Ir
direto às dicas - clique aqui
Tanto atletas amadores e profissionais com uma rotina árdua de
treinos e competições, como as demais pessoas que têm
um ritmo de vida intenso fazem parte de um grupo social em que seu bom
rendimento constante é condição básica para
manter seu padrão de bem-estar.
Portanto, treinamentos, pressões externas como as da instituição
que representa mídia, família, torcida e pressões
internas como expectativa pessoal, preocupações, assimilações
de críticas e outras formas de pressões fazem
com que a dinâmica de trabalho do atleta,
seja cada vez mais sofisticada com o propósito de resistir às
demandas psicofísicas do dia-a-dia.
Por mais que o atleta (ou indivíduo com intenso ritmo profissional),
seja preparado, é fundamental que fora de sua atuação
– treinamento e competição – em sua rotina destinada
à vida particular, desenvolva processos de comportamentos que possam
inocular ou, na pior das hipóteses, auxiliá-lo a manter
uma ótima condição psicofísica de bem-estar.
Esse bem-estar (caracterizado pela harmonia biopsicossocial) é
na verdade conhecido como estado funcional do organismo para a manutenção
da saúde e do desenvolvimento das atividades pessoais do dia-a-dia.
Nesse texto, proponho alguns passos simples de entender e nem sempre fácil
de serem colocados em prática, mas possíveis, se a persistência
for exercitada. São eles: Não sofrer, manter sempre o bom
humor e recuperar as forças a tempo de uma nova tarefa. Falarei
agora sobre o primeiro.
Não sofrer
O primeiro pensamento que nos ocorre quando dessa assertiva vem em forma
de pergunta: Como não sofrer? Se o sofrimento é uma característica
da vida do homem e que surge, por vezes de forma inesperada, seja através
de uma doença, incidente ou simples aborrecimento. No entanto o
sofrer que me refiro não é o sofrimento inevitável,
como por exemplo, a perda de uma amizade ou uma intercorrência grave
qualquer. Estou me referindo ao sofrimento “banal” do dia-a-dia:
uma “fechada” no trânsito, a camisa que você gostaria
de vestir e não achou uma crítica que recebeu de alguém,
uma “birra” do filho logo de manhã, e outros acontecimentos
corriqueiros que não têm conseqüência concreta
nenhuma em nossas vidas e mesmo assim sofremos, mesmo que por um instante.
Para entender ainda melhor o que quero dizer com o não sofrer faça
o seguinte exercício mental:
Tente lembrar de algo corriqueiro que te aborreceu e/ou causou sofrimento,
nesse mesmo período o ano passado, possivelmente você não
se lembrará. No entanto, provavelmente alguém ou algum fato
lhe “tirou do sério” ou algo do tipo, e você
sofreu por isso. Esse exercício bastará para aceitarmos
que não vale a pena sofrer por algo que não nos ameaçará
ou prejudicará concretamente. Ademais, observe o que acontece quando
sofremos:
Quando sofremos, todos nossos órgãos e sistemas funcionam
mal. Há espasmos cardíacos, os músculos ficam debilitados
e a respiração dificultada. Interessante notar que os espasmos
cardíacos (contrações repentinas do músculo
cardíaco com duração e intensidade variáveis)
nem sempre são percebidos, pois não são constantemente
intensos, no entanto eles (os espasmos) estão acontecendo e nos
prejudicando.
Da mesma maneira acontece com a debilitação dos músculos
e nossa respiração dificultada, nós não conseguimos
perceber apesar do nosso organismo absorver todo esse malefício.
Possivelmente alguma dor muscular “injustificável”
ou um cansaço exacerbado no final do dia, sejam conseqüências
de sofrimentos que poderiam ser facilmente evitados.
A seguir algumas dicas para evitarmos o sofrimento do
dia-a-dia:
1) Avalie se aquilo que te faz sofrer é fruto
apenas de uma ameaça ou acontecimento social (ex. uma pessoa que
evitou cumprimentá-lo, uma atitude de desprezo de um colega, etc.).
Se for o caso, simplesmente, esqueça!
2) Sabemos que é difícil tirar o sofrimento
de nossa mente, então tente substituir seu pensamento com imagens
agradáveis ou acontecimentos passados com conteúdo positivo
e de alegria.
3) Desvie seu olhar e desfoque seu pensamento do motivo
principal que gera o sofrimento.
4) Envolva-se intensamente com suas atividades profissionais
(em nosso caso, os atletas devem fazer seus exercícios físicos
de maneira altamente concentrados).
5) Experimente exercícios de relaxamento utilizando
a criação de imagens mentais e respiração.
Técnica de respiração de Lindemann
- Inspirar profundamente;
- Expirar profundamente sem fazer nenhum intervalo entre a inspiração
e expiração;
- Fazer logo após a expiração completa uma apnéia
de 2";
- Após a apnéia, reiniciar o ciclo, no entanto o tempo de
apnéia deverá ser de 4";
- E assim sucessivamente (de 2 em 2 segundos) até chegar a uma
apnéia de 8";
- Término do ciclo;
- Repetir o ciclo por 3 vezes.
A imagem mental pode ser qualquer imagem que concretamente trouxe ou remete
a um estado de alegria e tranqüilidade como uma cena na natureza;
um acontecimento; uma pessoa que te leve a sentir esse tipo de tranqüilidade,
etc
6) Lembre-se: o que está te fazendo sofrer hoje,
possivelmente em pouco tempo não terá nenhum significado
para você.
No próximo texto daremos nosso segundo passo para um bom nível
de saúde cíclica: manter sempre o bom humor!
SERVIÇO
Exposição de fotografias: por Renato Miranda
Tema: Um Caminhar nas Montanhas
Data: De 11 de março a 13 de abril
Hora: 19h00
Local: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF); Saguão
da Reitoria; Campus Universitário
|