| "Em resumo, a distração
interna que tanto prejudica nossa concentração, é
uma combinação de vários fatores, por vezes não
muito simples de ser avaliada, mas não muito difícil
de ser dar o primeiro passo para que ela (a distração)
não ocorra. Nesse sentido relaciono as seguintes atividades
e comportamentos: exercício físico e da técnica
(exigência da tarefa) constantes, descanso, autoconfiança
e um pouco de “cabeça fria!” (relaxamento)" |
Para o sucesso no esporte um bom nível de
concentração é condição básica.
Mas não somente no esporte, assim é também em
qualquer setor de nossas vidas. Sem concentração não
conseguimos realizar nenhuma atividade de alto rendimento. Uma atividade
sem concentração ideal, é uma atividade sem intensidade
e sem coerência, portanto, sem qualidade. |
Hoje trataremos daquilo que pode ser considerado o oposto da concentração:
a distração. Mesmo reconhecendo a importância da concentração
muitas vezes, a distração invade a nossa mente e todo nosso
esforço para adquirirmos condições para um bom desempenho
vai por água abaixo.
Em vários momentos, a distração é provocada
por fatores denominados internos ou pessoais. São pensamentos irrelevantes
para a execução da tarefa que repercutem negativamente e
são os responsáveis para que percamos o nosso foco no que
realmente interessa.
Dentre esses fatores no esporte destacamos aqueles que se relacionam perfeitamente
com a vida de qualquer pessoa. São eles:
1) Introspecção demasiada: é pensar
excessivamente acerca da própria vida e então, como conseqüência,
há uma interferência negativa na execução da
atividade. É pensar, sobretudo: em problemas pessoais, na repercussão
social do sucesso ou fracasso e nos objetivos finais em detrimento da(s)
tarefa(s) que proporcionarão a conquista dos mesmos.
2) Tensão demasiada no momento de pressão:
nos dias atuais, tanto no esporte como na vida cotidiana, falar de desempenho
com qualidade sem pressão por resultados é quase impossível.
Portanto, controlar o foco sob pressão é um grande desafio.
Ficar muito tenso distrai e desvia a nossa mente para longe da boa execução
de tarefas. Assim sendo, a matriz das tensões são as expectativas
que a pessoa e daqueles que a cercam tem dela mesma.
3) Analisar excessivamente a técnica da atividade:
quando se pensa demasiadamente em como realizar uma atividade, não
é possível concentrar-se nos sinais relevantes do momento
e a capacidade de avaliar conscientemente qual a melhor decisão
a ser tomada fica prejudicada. Por exemplo, quando eu fico pensando excessivamente
na maneira como vou escrever um texto, não consigo me concentrar
especialmente no conteúdo do mesmo e acabo me distraindo.
Da mesma maneira, se um jogador de voleibol analisa demais como executar
a técnica de um saque, não consegue focar os detalhes de
posicionamento dos adversários. Por isso, o aprimoramento técnico
é fundamental, para que na hora de realizar a tarefa tenha-se autonomia
e confiança para “desocupar” a mente. Em outras palavras,
não ficar pensando em como fazer. Na verdade quem está concentrado,
é porque sabe exatamente como fazer e, portanto, simplesmente faz!
4) Fadiga: Quando se está fatigado física
e psicologicamente, força psicofísica e capacidade de relaxar
são diminutas, em conseqüência, não há
possibilidade de se manter o foco da ação por certo tempo
relativamente significativamente, pois, fraqueza e tensão são
opostas à concentração. Por isso, um bom nível
de condicionamento físico é essencial para uma boa concentração.
Em resumo, a distração interna que tanto prejudica nossa
concentração, é uma combinação de vários
fatores, por vezes não muito simples de ser avaliada, mas não
muito difícil de ser dar o primeiro passo para que ela (a distração)
não ocorra. Nesse sentido relaciono as seguintes atividades e comportamentos:
exercício físico e da técnica (exigência da
tarefa) constantes, descanso, autoconfiança e um pouco de “cabeça
fria!” (relaxamento).
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