| "Principal problema
dos atletas/pessoas é o de reproduzir as mesmas ações
(estressantes) sem a presença do “leão” (qualquer
de tipo de desafio ou ameaça). Deveríamos ser mais superficiais:
agir como uma zebra que só se estressa diante um leão, ao
usar toda sua força para fugir"
No artigo anterior, expliquei que mesmo em condições de
alta exigência e de desempenho constante, é possível
administrar o estresse - clique
aqui.
Agora, recomendo três atitudes básicas e fáceis de
entender, mas sofisticadas para colocar em prática, que o ajudarão
a administrar o estresse:
1ª) Evite que o estresse se desenvolva de forma
exagerada. Para exercitar essa atitude tente se acalmar no início
do processo estressor (por exemplo, quando se sentir pressionado por algo).
Não antecipe resultados negativos diante de alguma tarefa e não
se esqueça que o tempo “consome” tudo, portanto, cedo
ou mais tarde as demandas negativas do estresse perderão força.
Ou seja, mesmo em resultados negativos concretos, com o passar do tempo,
a força desses resultados negativos (frustração,
tristeza, angústia, etc) se dissipará naturalmente, visto
que novos desafios e vivências ocuparão o espaço dessa
experiências negativas em nossas vidas
2ª) Quando em situação de estresse,
aprenda a controlá-la. Esse controle requer o exercício
da tranqüilidade e do relaxamento através, por exemplo, de
técnicas (clique
aqui) e da prática de um hobbie, procurar descansar
adequadamente e não se irritar por qualquer motivo.
3ª) O estresse não precisa ser sempre considerado
negativo. Relativizar os acontecimentos estressantes é um bom passo
para começar. Em outras palavras, por vezes, em uma situação
estressante podemos focar algo positivo ou até mesmo considerar
que alguns eventos estressantes podem ser positivos, como por exemplo,
a pessoa acordar uma hora mais cedo para poder se exercitar ou perceber
que está mais forte psicologicamente depois de ter feito uma tarefa
muito exigente.
Por último, no capítulo sobre estresse e ansiedade de nosso
livro Construindo um atleta vencedor, com base em SAPOLSKI (2006),
propomos como esportistas podem conviver melhor com o estresse e que reproduzo
aqui, pois, serve como uma ótima analogia para nossas vidas:
Como enfrentar situações estressantes?
- Seja mais superficial. Aja como uma zebra que só se estressa
diante um leão, ao usar toda sua força para fugir.
Problema dos atletas/pessoas: reproduzem as mesmas ações
(estressantes) sem a presença do “leão” (qualquer
de tipo de desafio ou ameaça).
Por que isso acontece?
Porque somos inteligentes o suficiente para pensar em situações
estressantes, antecipá-las muito antes que elas realmente aconteçam,
se é que vão realmente acontecer. Podemos supor que antecipá-las
neuroticamente, quando elas nunca vão acontecer de verdade, destrói
neurônios particularmente sensíveis à ação
produzidos pelas glândulas supra-renais (ex. adrenalina e o cortisol
- hormônios produzidos nas situações de estresse.
Solução
Atletas e treinadores (e todos nós) deveriam (mos) ser mais superficiais
e menos cerebrais. Como? Paradoxalmente, sendo mais cerebrais. Como? Ao
pensar científica e constantemente, o atleta/pessoa conseguirá
discernir o que lhe está estressando, se é uma realidade
física (motivo concreto) ou psicossocial. Se a realidade for física,
o atleta pode estressar, pois isso é a garantia de sua autodefesa
(Ex. um atleta quando está preste a receber uma entrada violenta
no futebol). Se o motivo for psicossocial (ex. críticas da imprensa),
simplesmente ESQUEÇA!
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