Sexo
Dicas para melhorar sua vida sexual
Minha filha pode ou não usar as 'pulseiras do sexo'?
por Arlete Gavranic


Meninas não usam pulseiras com intenção sexual, mas como adorno

Tenho recebido centenas de perguntas sobre as chamadas ‘pulseiras de sexo’.

Desde meados do ano passado, essa mania de falar de inocentes pulseiras coloridas de silicone, causou muitos conflitos. Ainda hoje há muitos pais questionando sobre o que fazer.

Isso é real?

Se minha filha usar a pulseira e arrebentar ela terá que fazer o que a sua cor manda como falam por aí?

O que falam é que usando uma pulseira de determinada cor, a adolescente através de um jogo (Snap) indica até onde quer ir nos carinhos ou mesmo na intimidade/atividade sexual. Também sabemos que circula a ideia de que se um garoto arrebentar a pulseira da menina, ela deverá fazer o que a cor sugere. Para entender melhor, as cores mais frequentes nas pulseiras significam:

Amarela - abraço

Rosa - mostrar o peito

Laranja - mordidinha de amor - mordidinhas pelo corpo onde o garoto escolher

Roxa - beijo com a língua - talvez sexo

Vermelha – dança sensual ou strip

Verde - sexo oral a ser praticado pelo rapaz

Branca - a menina escolhe o que lhe apetecer

Azul - sexo oral a ser praticado pela menina

Preta - sexo com a menina na posição papai-mamãe

Alguns pais já confiscaram as pulseiras, outros continuam na ignorância do significado desses acessórios, aparentemente da moda.

Meninas não usam pulseira com intenção sexual

É totalmente ignorante da parte das pessoas pensar que quem usa as pulseiras coloridas querem ou fazem parte desse joguinho. Isso começou na Inglaterra e lá a questão tem um peso diferente, pois as pulseiras são usadas com a finalidade do jogo sexual. A maioria das nossas adolescentes usa essas pulseiras como acessório que combina com a roupa ou para se identificar no grupo de amigas, e não como rótulo de experimentação sexual.

Mas as garotas brasileiras correm algum tipo de risco ao usarem essas pulseiras?

Existe o perigo de assédio sim, pois a divulgação tem feito com que alguns grupos de garotos se aproveitem e tomem atitudes mais abusivas. Mas isso ainda é minoria no Brasil.

Aliás, não será necessário uma pulseira colorida quando as meninas quiserem seduzir ou ganhar os meninos para praticarem sexo. O que pais e educadores precisam, é conversar com suas filhas e filhos e explicar que a descoberta sexual pode ser um prazer e uma curtição, desde que não seja vivida através de coerção, pressão do grupo ou da moda, pois aí se caracteriza abuso sexual.

Proibir o uso é um erro

Ignorância seria pensar que proibir o uso dessas pulseiras vai inibir os adolescentes e apagar o desejo ou sua curiosidade. Alias, proibir estimula mais curiosidade para muitos adolescentes. Conversar e expor a questão: beije se tiver vontade de beijar, transe se sentir vontade e estiver preparada para bancar esse comportamento na sua vida com todas as suas conseqüências.

Falar de valores, de autoestima e autorrespeito não é caretice, é papel de pai, mãe e educadores.

Não economize saliva quando o assunto é o investimento na educação familiar da sua turma. Dê o exemplo, não dá pra falar não beba ou tenha limite se você não tem. Por isso, rever valores dentro da família, pode ser um exercício muito interessante e rico; um investimento que se bem elaborado pelos pais e posto em ação por todos, trará bons resultados.

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Arlete Gavranic
é Psicóloga, Mestre em Educação; Educadora e Terapeuta sexual
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