
Seu gosto lembra o melão.
O fruto tem efeito em gastrites, o talo e as flores são usados
para problemas renais |
Pitaya (Hylocereus undatus (Haw)) ou
fruta do dragão assim denominada pela semelhança com
as escamas características da figura do dragão, tem
suas flores consideradas as mais belas do mundo e é nativa
do México, América Central e da América do Sul.
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Tem sido cultivada no Vietnã, pelo menos há 100 anos.
No vale de Tehuacán no México, ela é chamada de Pitahaya.
Essa cactácea nativa dos Andes foi levada pelos holandeses e franceses
para a Ásia, onde é hoje largamente cultivada em Taiwan,
Vietnam, Tailândia, Filipinas, Sri Lanka, e Malásia. É
também encontrada em Okinawa, Hawai, Israel, Norte da Austrália
e Sul da China. Existem três variedades, todas com a pele folhosa:
• Hylocereus undatus, branca por dentro com pele rosa
• Hylocereus polyrhizus, vermelha por dentro com pele rosa
• Selenicereus megalanthus, branca por dentro com pele
amarela
A fruta pode pesar entre 150-600 gramas e seu interior, que é ingerido
cru, é doce e tem baixo nível de calorias. Da fruta se faz
suco ou vinho; as flores podem ser ingeridas ou usadas para fazer chá.
As sementes se assemelham às do gergelim e se encontram dispersas
no fruto cárneo - relativo à carne.
Crê-se que a variedade de interior vermelho é rica em antioxidantes.
A pitaya vermelha é uma cactácea cujos frutos são
de interesse comercial crescente por produtores e consumidores. Existem
pequenas áreas de produção comercial de pitaya aqui
no Brasil, em São Paulo.
Na Tailândia, uma das variedades de grande dimensão é
Hundatus ou pitaya vermelha com polpa branca. Outras variedades
que foram comercializadas são polyrhizus Hylocereus (pitaya
vermelha com polpa vermelha) e megalanthus Hylocereus (pitaya
amarela).
Atualmente, há grande interesse no desenvolvimento dessa cultura
para exportação de frutas frescas, para outros locais além
dos mercados asiáticos de Singapura, Hong Kong, Taiwan, Filipinas,
Malásia e Tailândia. A pitaya tem sido relatada como uma
fonte de betacaroteno, licopeno e vitamina E, com concentração
média de 1,4; 3,4 e 0,26 ug/100 gramas de porção
comestível, respectivamente.
A semente da fruta do dragão contém 50% de ácidos
graxos essenciais, ou seja, 48% de ácido linoléico (C18:2)
e 1,5% de ácido linolênico (C18: 3). Assim, a fruta do dragão
tem potencial para uso como fonte de ingredientes funcionais para proporcionar
nutrientes que podem prevenir doenças relacionadas à nutrição
e melhorar a saúde física/mental e o bem-estar dos consumidores.
Os frutos da Pitaya são ricos em vitaminas, fósforo e oligossárideos
que auxiliam o processo digestivo e previne o câncer de cólon
e diabetes. Ajuda, também, a neutralizar substâncias tóxicas
(metais pesados), reduz os níveis de colesterol e a hipertensão.
As sementes têm efeito laxante. Pode-se consumir a polpa do fruto
ao natural ou processado como refresco, geleias ou doces.
Seu gosto lembra um pouco o do melão e apesar de sua aparência
chamativa, o paladar é suave. Além do fruto, que tem efeito
em gastrites, o talo e as flores são usados para problemas renais.
Trabalhos recentes publicado no Journal Food Chemisry (2010) estudou as
propriedades prébioticas dos açúcares (oligossacarídeos)
presentes na pitaya. Os prebióticos são oligossacarídeos
não digestíveis que afetam beneficamente o hospedeiro por
estimularem o crescimento e/ou atividade de um ou de um número
limitado de bactérias no cólon intestinal, melhorando assim
saúde do indivíduo.
Os oligossacarídeos presentes na Pitaya mostraram propriedades
funcionais, ao lado de seu efeito prebiótico, como a redução
da ingestão calórica e a redução da insulina
no sangue (insulinemia) em comparação aos carboidratos de
fácil digestão.
Portanto, oligossacarídeos à base de frutas dragão
pode ser apropriado para a inclusão em suplementos alimentares
em uma ampla variedade de produtos alimentícios, por exemplo, produtos
lácteos, produtos projetados para indivíduos com excesso
de peso, produtos para a prevenção de diabetes e produtos
prébióticos.
Os oligossacáridos da Pitaya apresentaram propriedades prebióticas,
que incluiu a resistência à condições de ácido
no estômago humano, a resistência parcial a amilase presente
na saliva humana e a capacidade de estimular o crescimento de lactobacilos
e bifidobactérias, bactérias benéficas que protegem
contra o risco de câncer cólon retal e outras doenças.
Assim, a pitaya é uma fonte potencial de prebióticos que
pode ser utilizada como ingrediente em alimentos funcionais e produtos
nutracêuticos.
Mais informações: www.jocelemsalgado.com.br
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