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Terapeuta responde perguntas sobre relacionamentos, autoestima e conflitos emocionais
Como deixar de ser controlador com os outros?
por Eduardo Ferreira Santos


Como posso mudar minha mente, meu jeito nervoso e controlador com as pessoas, principalmente as de que mais gosto e convivo. Eu imagino que a situação vai ser de tal maneira e na hora não é nada daquilo. Sei que não posso comandar a vida alheia e que tudo não tem que sair do meu jeito.
"... o caminho é adquirir CONFIANÇA em si mesmo, desarmar-se de "respostas prontas" e estar atento ao que vem pela frente, procurando, como em um "game", correr atrás da bola e não esperar que ela caia onde você está!" Resposta: Realmente, nem sempre as coisas acontecem como desejamos e planejamos na vida!

Há uma série de variáveis que interferem nos acontecimentos que, por mais que simulemos as condições ideais de sua concretização, as circunstâncias fogem de nosso controle.

E aí está um grande problema: ser CONTROLADOR!!!

A ansiedade e a insegurança (acompanhada do medo) fazem com que não percebamos exatamente o que está acontecendo e tentamos, inutilmente, dar o rumo aos acontecimentos como planejamos.

A saída para isso é efetivamente aprender terapeuticamente como trabalhar esses aspectos de nossa maneira de ser e, tendo mais calma e deixando as coisas fluirem, SEGUIRMOS OS ACONTECIMENTOS COMO ELES SÃO de verdade E NÃO DE ACORDO COM NOSSO DESEJO.

Para tanto, além de calma, é preciso estar atento aos acontecimentos e encontrar respostas adequadas às situações tão diversas que a vida oferece.

É preciso saber ser "espontâneo" (no sentido que o existencialismo define) isto é, estar preparado para dar respostas adequadas a situações novas e isso requer um grande domínio de suas habilidades como pessoa.

Enfim, o caminho é adquirir CONFIANÇA em si mesmo, desarmar-se de "respostas prontas" e estar atento ao que vem pela frente, procurando, como em um "game", correr atrás da bola e não esperar que ela caia onde você está!

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Eduardo Ferreira Santos
Psiquiatra, psicoterapeuta, mestre em psicologia clínica e doutor em medicina
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