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Coluna Amor - Dicas
para seu relacionamento amoroso
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Todos nós um dia já pensamos: como é o lance de pele? Há pessoas que num simples olhar despertam uma atração/interesse em nós; e outras, pelo contrário, causam repulsa e/ou indiferença.
Hoje a neurociência está avançando neste sentido e conseguiu identificar algumas vias bioquímicas deste "encantamento". O objetivo do presente artigo é apresentar ao leitor, de maneira simples uma ponte entre esse avanços e a visão de amor do grupo de psicólogos que escreve esta coluna.
Até recentemente, as pesquisas do cérebro pouco contribuíam para a compreensão desta emoção tão especial, que representa o amor. Os avanços tecnológicos permitiram que substâncias neuroquímicas e áreas cerebrais relacionadas ao "apaixonamento" fossem desvendadas. Pesquisas têm demonstrado diferenças significativas entre os cérebros dos "apaixonados" e dos "não- apaixonados".
Hoje sabe-se, através de estudos com animais, que dois hormônios presentes no hipotálamo revelam diferenças notáveis entre os "bichinhos monogâmicos" e seus parentes, um pouco mais "promíscuos". São eles: a vasopressina e a oxcitocona. Nos seres humanos tais hormônios são importantes na estimulação sexual, ereção e capacidade de orgasmo. Segundo tais estudos, é uma hipótese provável que o nível hormonal elevado durante o acasalamento, ajude a fortalecer o vínculo entre os parceiros, o que segundo os pesquisadores, ajudaria a compreender a base biológica do encontro amoroso.
Além disso, outras pesquisas têm demonstrado a importância do sistema límbico na compreensão do amor. Este sistema é responsável pelo controle das emoções em geral. Foram identificados quatro módulos "do amor". Tais módulos, segundo os pesquisadores, representam zonas distintas no cérebro da pura exaltação sexual. O amor, desta forma, do ponto de vista biológico, neuronal, passa a ser visto não apenas como uma parte dos estados eufóricos, mas como um todo, muito maior, assim como o é do ponto de vista psicológico.
Os quatro módulos do amor (Núcleo Caudado, Putâmen, Córtex Cingular Anterios e parte da Insula) estão ligados a quase todas as regiões do cérebro. O que as pesquisas apontam, é que tais ligações são utilizadas de modo diverso por cada um de nós, demonstrando que, também do ponto de vista biológico, o amor é vivenciado de forma única e singular.
Também do ponto de vista psicológico, uma emoção
tão complexa como o amor, exige não apenas uma atividade cerebral,
mas um equilíbrio sutil entre regiões ativadas e desativadas.
Tais pesquisas demonstraram que várias áreas desativadas, principalmente
na metade direita do cérebro, são associadas à sensações
negativas. Aparentemente, as sensações amorosas conseguem subjugar
tais regiões.
Os estudos apontam que o amor não traz apenas felicidade, mas também
nos torna corajosos e dóceis. Isto porque o Lobo Frontal Anterior Direito
encontra-se praticamente desativado nos apaixonados, sendo que encontra-se muito
ativo em pessoas depressivas ou tristes. Tais pesquisadores concluíram
de forma brilhante, que o amor seria uma ótima opção de
tratamento, mas enfatizam que infelizmente ele não é prescrito
sob encomenda...
Neste artigo procuramos mostrar ao leitor como Eros está presente, não exclusivamente entre os apaixonados, mas também entre os cientistas e pesquisadores. Vimos neste artigo que até neurobiologicamente o amor apresenta-se por combinações diversas, respeitando as particularidades de cada um.
O amor é uma via importantíssima para o encontro consigo mesmo e o processo de autoconhecimento. Se soubermos aproveitá-lo de forma transcendente e não narcísica poderemos nos tornar seres humanos muito melhores e, conseqüentemente, nos habilitar a construir um mundo melhor.
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Autores e integrantes
do Grupo Seja - Serviços e Estudos Junguianos Sobre Amor: Carla Regino,
Fernanda Menin, Helena Girardo de Brito, João Paiva, Lilian Loureiro,
Luiz André Martins, Mariana Leite, Marina Winkler, Priscila Parro e Thiago
Pimenta - sob a coordenação da profa. Dra. Noely Montes Moraes