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No texto anterior (clique aqui),
expliquei por que o problema não está na rotina, mas sim
na sua qualidade. Agora explicarei como incorporar a atividade física
na sua rotina.
No caso de um programa perene de exercícios físicos, há
de se ter como meta inicial, o estabelecimento de uma rotina própria
(específica e individualizada para o objetivo pretendido).
Como modelo para uma rotina inicial para exercícios físicos
eu sugiro a seguinte diretriz:
1) Estabelecer um horário conveniente para treinar;
2) Aprender um bom conjunto de aquecimento e exercícios
orientados;
3) Escolher os dias para a prática dos exercícios
(entre 4 a 5 dias) e para o descanso (evitar que seja acima de 2 dias);
4) Aumentar gradativamente e com calma a intensidade
e a quantidade dos exercícios (para melhor adaptar o organismo);
5) Dar ritmo aos mesmos. Com isso tem-se um aumento do
controle das ações e facilita a melhoria da autoavaliação.
Então só mude, por exemplo, a velocidade da corrida quando
um determinado ritmo não exige mais esforço considerável.
6) Observar os detalhes dos movimentos corporais (exemplo,
os detalhes dos movimentos dos pés durante uma corrida) para auxiliar
a mente não se “dividir” entre o exercício e
as outras questões do cotidiano (família, trabalho, etc.)
e para ficar totalmente absorto na tarefa.
7) Observar como a rotina entre estímulo (exercício)
e descanso faz bem ao organismo.
8) Sempre fazer o treino com alegria e criar desafios
próprios (como por exemplo, correr a mesma distância em um
tempo menor!).
9) Insistir na seguinte “regra”: corpo um
pouco cansado significa treinar mais suave – corpo cansado significa
sinal para descansar e não se sentir culpado por cancelar o treino.
10) Alimentar-se adequadamente com moderação
e dormir sempre no mesmo horário (ao menos na maioria dos dias
da semana) e sete a oito horas de sono contínuo.
Uma rotina de alta qualidade é tão importante que o envolvimento
com a atividade escolhida se tornará natural e promissor. Com isso,
em um determinado período a pessoa começa a se interessar
pelas informações e conhecimentos a respeito da atividade
escolhida. Por exemplo, se andar de bicicleta foi o exercício escolhido,
com o tempo a pessoa se torna ciclista (de fato), começa a entender
de bicicleta como poucos, avalia equipamentos, aprende sobre métodos
de treino etc.
Ao considerarmos a rotina regular de exercícios físicos
como algo incorporado à vida, tem-se como resultado um grande aliado
para tornar a vida melhor e duradoura.
O ser humano vive cada vez mais, mas, dar qualidade funcional há
esses anos é um desafio individual. Em outras palavras, por mais
que a ciência avance na tentativa de prolongar nossa existência,
somente o indivíduo é capaz de providenciar a base para
que a degradação de sua saúde seja a mais lenta possível.
E isso tem um nome: exercício físico!
Para avaliar esse pensar basta lembrarmos que após os 40 anos de
idade nosso corpo começa a substituir os músculos por gordura,
em uma velocidade relativamente alta se não fizermos exercícios
físicos e em pouco tempo seremos pessoas fracas. E isso é
notado até mesmo no simples comprimento de aperto de mãos.
Além disso, as consequências emocionais e neurológicas
também são intensas. Envelhecer sem a prática de
exercícios físicos significa, entre outras coisas, promover
distúrbios no humor, ns relações sociais (veja
textos sobre estresse) e aumentar a velocidade da deterioração
do cérebro (veja texto sobre exercício
e cérebro).
Por outro lado, a prática de exercícios regulares gera um
corpo mais forte, com equilíbrio sócioemocional mais oportuno
e um cérebro mais resistente às possíveis demências
surgidas com o passar dos muitos anos de vida.
Uma rotina de alta qualidade de exercícios físicos permite
a formação de um estilo de vida a providenciar uma melhor
harmonia entre a idade cronológica e a idade funcional. Em resumo
é ficar mais velho sem sentir os efeitos dos anos de forma intensa.
É ter, por exemplo, 60 anos, mas, um corpo a funcionar como uma
pessoa de 45 anos.
Nada melhor para uma pessoa idosa quando ela mesma consegue realizar as
atividades diárias com boa funcionalidade e sem depender de ninguém.
Além disso, evita acidentes e participa melhor de seu meio social.
Em pesquisa realizada pela Unifesp em 2008, (Universidade Federal de São
Paulo), nos 2.261 casos de fratura de fêmur em idosos na cidade
de São Paulo, 93% foram causados por quedas. Possivelmente muitas
dessas quedas poderiam ser evitadas se esses idosos fossem mais fortes
e ágeis. Além disso, praticar exercícios físicos
é mais eficaz do que investir em remédios e na adaptação
de residências para o idoso conviver melhor.
Portanto, quando se estabelece uma rotina de prática de exercícios
físicos (quando mais cedo melhor!), nós criamos um estilo
de vida, que além de ser difícil de mudar, providencia uma
velhice saudável e funcional. Além disso, um corpo esbelto,
sem excesso de gordura, ágil, forte, etc. será uma consequência
natural, a permitir o melhor usufruto da vida: viver bem!
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