Holismo
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Infecção de rubéola só é perigosa durante gestação
por Gilberto Coutinho

Por apresentar um aspecto avermelhado ou rubro ao se manifestar, a rubéola ganha esse nome. É uma doença infecciosa aguda, contagiosa, eruptiva, epidêmica e, geralmente, benigna, acomete tanto criança quanto adulto e é provocada por um vírus (classificado como um togavirus do gênero Rubivirus).

Conhecida também como “sarampo alemão”, ou “sarampo de três dias”, por no passado ter-se confundido com essa doença, pelo fato de serem quase indistintas, comumente, a rubéola é considerada uma moléstia própria da infância, uma das poucas infecções virais que podem causar má-formação no embrião de mulheres grávidas.

"Vacinação é a única forma de se prevenir contra a rubéola e a Síndrome da Rubéola Congênita" O período de incubação é de duas a três semanas (14 a 21 dias), até que surgem os primeiros sintomas, que, inicialmente, não se diferenciam muito dos de uma gripe, e vão de 7 a 10 dias, até o aparecimento de ínguas e, posteriormente, manchas na pele, que duram 3 dias e desaparecem sem deixar seqüelas.

Sintomas e sinais

• Febre baixa (até 38º C).
• Exantemas (erupções cutâneas que acompanham certas doenças infecciosas como rubéola, sarampo, escarlatina, erisipela, varicela e tifo).
• Dores de cabeça, músculo-articulares e dos testículos.
• Aumento dos gânglios linfáticos no pescoço.
• Vermelhidão dos olhos.
• Pele seca.
• E congestão nasal com espirros.

É transmitida por contato direto, por secreções de uma pessoa contaminada a outra, através da inalação de gotículas eliminadas pelo doente durante a tosse ou espirro, ou ainda através do sangue, no caso do feto, a partir da mãe grávida. Ou seja, uma pessoa pode contrair rubéola, quando tem contato com o doente, e o vírus penetra em seu organismo pelas vias respiratórias (nariz e boca).

Esse vírus multiplica-se na faringe e nos órgãos linfáticos e depois dissemina-se pelo sangue e pele.

Assim como em caso de sarampo, o doente deve ser isolado, durante uns 15 dias após o aparecimento das erupções na pele. O período de maior risco de contágio compreende entre 10 dias antes da manifestação eruptiva (rash) até 15 dias após o seu surgimento. Isso inclui crianças e adultos que, se estiverem hospitalizados, certamente serão isolados até a cura da moléstia.

A rubéola só é realmente perigosa, quando a infecção ocorre durante a gestação e invade a placenta e infecta o embrião, especialmente durante os primeiros três meses de gestação, o que pode ocasionar: aborto, morte fetal, parto prematuro e má-formações congênitas ou Síndrome da Rubéola Congênita – SRC (cegueira, catarata, glaucoma, surdez, cardiopatia congênita, microcefalia com retardo mental, deformações nos ossos e espinha bífida).

Daí, ser considerada uma discussão séria e necessária a questão do aborto em casos de contaminação por rubéola nesse período de gravidez; uma discussão que envolve ciência, ética, legislação e princípios morais e religiosos, portanto muito complexa.

As crianças nascidas com rubéola, por contágio da mãe grávida, podem permanecer infectantes por muitos meses.

A vacinação via subcutânea, em dose única de 0,5 ml, é a única forma de se prevenir contra a rubéola e a Síndrome da Rubéola Congênita, e a imunidade é alcançada pela Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola) ou Dupla Viral (contra o sarampo e rubéola).

Em 1993, a vacinação permitiu a erradicação da rubéola em Cuba, o primeiro país a conseguir isso.

Quem deve ser vacinado?

• Toda criança de 1 a 11 anos.
• Mulheres de 12 a 49 anos.
• Homens de 12 a 39 anos.
• Estudantes e profissionais da área de saúde.
• Profissionais da educação e do setor do turismo (hotelaria, bares e restaurantes, taxistas, etc.).

Gestantes não podem ser vacinadas. E as não gestantes vacinadas devem evitar a gravidez até o mês seguinte à vacinação. Deve-se guardar o cartão de vacina, pois ele é um documento de comprovação. Para os adultos, basta uma única dose.

Deve-se procurar uma unidade de saúde, caso os sintomas e os sinais da doença apareçam.

O diagnóstico clínico da rubéola somente é confiável na vigência de uma epidemia, por ser seus sintomas muito semelhantes aos de muitas viroses que causam *exantemas. Naqueles casos em que houver necessidade de precisão diagnóstica, o mais adequado é o emprego de exames de detecção de anticorpos no sangue, que são bem mais específicos e sensíveis.

A sorologia da rubéola é uma recomendação preventiva, notadamente em exame pré-natal.

Terapêutica

Poucos pacientes necessitam de tratamentos no combate dos sintomas. Em geral, analgésicos comuns controlam a febre, a cefaléia e as dores de natureza músculo-articulares. Tudo sob orientação terapêutica.

O que fazer durante a infecção?

• Isolamento e repouso (de preferência no leito).
• Ingestão de grandes quantidades de líquidos (sucos de vegetais diluídos, chás e sopas).
• Limitação do consumo de açúcar (inclusive o de frutas, para menos de 50 gramas por dia).

O tratamento naturopático de suporte imunológico, sob orientação terapêutica, é muito útil.

Remédios botânicos: Echinacea purpurea (Equinácea), indicada no combate de infecções virais, bacterianas e fúngicas; Hydrastis canadensis (Hidraste), apresenta atividade imunoestimulatória marcante, aumenta o suprimento sangüíneo para o baço, o que favorece o seu bom funcionamento e a produção de compostos orgânicos imunopotenciadores; Glycyrrhiza glabra (Alcaçuz), estudos científicos apóiam o seu emprego no combate de infecções, seus componentes apresentam atividades antivirais significantes; e Uncaria tomentosa (Unha-de-gato), melhora as defesas imunológicas, apresenta propriedades antialérgicas, antiinflamatórias, cicatrizantes, antivirais e antibacterianas.

* Exantema: erupção cutânea que ocorre em doença aguda provocada por vírus
Fonte: Dicionário Houaiss


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Gilberto Coutinho
é terapeuta naturopata com formação em Medicina Tradicional Indiana
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