| "Pêlos, saliva,
patas, urina e fezes de animais, como gato, cachorro, roedores e pássaros,
podem conter diversos microorganismos capazes de ocasionar doenças
em crianças, jovens, pessoas adultas e idosas" |
A biologia contemporânea dá um grande
passo, quando reconhece que os animais são seres providos de
inteligência, e não são apenas instintivos, como
se pensava alguns anos atrás, e de que a fauna e a flora, assim
como o homem, fazem parte de uma mesma natureza (a recente decifração
do código genético humano e dos animais não deixa
a menor dúvida disso) e precisam ser melhor compreendidos,
estudados, respeitados e suas vidas preservadas. |
É de importância vital que o homem moderno
aprenda a viver de forma harmoniosa e respeitosa com a natureza. Tantos
animais domésticos tornam-se amigos, queridos, companheiros e parte
da família. Entretanto os animais domésticos, além
do carisma, afeto e alegria, podem também transmitir doenças.
É importante saber quais são as mais comuns, como preveni-las
e combatê-las.
Zoonose
Zoonose é a designação para toda doença infecciosa
ou parasitária transmitida por animais vertebrados (providos de
coluna vertebral e, em geral, de dois pares de membros: peixes, anfíbios,
répteis, aves e mamíferos) ao homem e vice-versa. São
diversos os microorganismos e os agentes que podem causar doenças:
bactérias, vírus, fungos, helmintos, rickéttsias
(gênero de microrganismo que se situam entre bactérias e
vírus, parasitas que vivem no interior das células no homem
e nos animais) etc. Hoje em dia, cerca de cem doenças são
identificadas como zoonose.
O pêlo, a saliva, as patas, a urina e as fezes de animais, como
gato, cachorro, roedores e pássaros, podem conter diversos microorganismos
capazes de ocasionar doenças em crianças, jovens, pessoas
adultas e idosas. A precaução é tomar alguns cuidados,
tais como vacinação, combate de verminose e consultas periódicas
ao veterinário, mesmo que o animal não apresente nenhum
sinal ou sintoma.
Alguns cuidados para se prevenirem doenças
• Não compartilhar cama e alimentos com os animais, por
mais que eles sejam queridos.
• Evitar carinhos, como beijos e/ou lambidas, muito próximo
ao rosto (lábios, nariz e olhos).
• Recolher rapidamente as fezes e a urina dos animais (não
deixando-as expostas a moscas e ao contato humano), assim como desinfectar
adequadamente o local.
• Procurar assistência terapêutica sempre que alguém
for arranhado e mordido por um gato e/ou mordido por um cão.
• Consultas periódicas ao veterinário e/ou quando
o animal apresentar algum problema de saúde.
• O organismo animal é muito sensível às drogas
alopáticas. Em geral, eles respondem muito bem às terapêuticas
alternativas e naturais. Podem ser tratados de forma segura e efetiva
com naturopatia, homeopatia, nutrologia, fisioterapia, acupuntura e terapia
ocupacional.
• É importante ter cuidado com animais doentes e com os produtos
de origem animal (sangue, saliva, muco, pus, urina, fezes, etc.).
As zoonoses mais comuns
• Micoses (Cão, gato e coelho). Não
deixar o animal dormir em locais úmidos. Manter sempre a sua casinha
limpa. Se ele apresentar queda de pêlo ou áreas redondas
sem pêlos, deve-se consultar um veterinário.
• DAG - Doença da Arranhadura do Gato: causada
pela bactéria Bartonella henselae, é conhecida na França,
desde 1950, ocasiona uma lesão acentuada e indolor na pele, que
pode durar meses. No local da arranhadura ou mordedura, surge uma bolha
consistente que logo desaparece. Dias depois, surge na região um
gânglio aumentado e persistente. Em geral, esse mal é diagnosticado,
quando se procura afastar a hipótese de um câncer. Embora
essa doença seja autolimitada e benigna em pessoas saudáveis,
pode trazer sérias complicações em pessoas com o
sistema imunológico deprimido por HIV e outras razões. A
infecção pela bactéria pode trazer conseqüências
graves, como a angiomatose bacilar (doença sistêmica que
provoca lesões por toda a pele e pode afetar o fígado, baço
e o sistema nervoso central).
• Sarna sarcóptica causada por ácaro (Cão,
gato, coelho e cavalo): dar banho nos animais a cada 15 dias e, semanalmente,
trocar os panos da cama.
• Criptococose (Cão, gato, ovinos, pombos
e primatas): doença provocada por um cogumelo com forma de levedura
(fungo) e que se manifesta mais freqüentemente na forma de uma meningite
subfebril, com evolução crônica acompanhada de hipertensão
intracraniana e presença de leveduras no líquido cefalorraquidiano.
Na maioria das vezes, a porta de entrada do germe são os pulmões.
• Brucelose (Cão): doença infecciosa
do rebanho (vacas, cabras e carneiros), causada pela Brucella melitentis.
Pode durar meses, ocasionando febre irregular, suores nortunos, dores
no corpo, fadiga muito intensa e aumento do volume do fígado. Transmissão:
secreções vaginais, fetos e secreções do parto.
Os machos contaminam as fêmeas no acasalamento. Prevenção:
acasalar apenas os animais não contaminados. Por isso, deve-se
fazer teste de brucelose antes do acasalamento. Devem ser usadas luvas
para o auxílio às fêmeas no parto.
• Lepstospirose (Cão): causada por bactéria
presente na urina dos ratos que contamina a água de enchente, lama
etc. Transmissão: é transmitida às pessoas quando
a pele com pequenas lesões entra em contato com locais e objetos
contaminados pela urina de ratos doentes. Prevenção: à
noite, não deixar comida em vasilhames destampados. Combater os
ratos, vacinar anualmente os animais; em áreas endêmicas,
a cada 6 meses.
• Raiva (Cão, gato, primatas e cavalo).
Transmissão: mordida de morcego hematófago ou de animal
doente. O vírus encontra-se presente na saliva de animais infectados.
Prevenção: vacinação anual a partir dos 4
meses de vida.
• Ancylostoma ou larva migrans cutânea/Bicho geográfico
(Cão). Transmissão: contato com areia contaminada
com fezes de cães. Prevenção: fazer exames de fezes
semestralmente. Não deixar que os cães evacuem nas praias.
Recolher as fezes das gramas, calçadas e parques.
• Dipylidium canino ou Tênia (Cão e gato):
parasita intestinal bastante comum, não traz sérios perigos
ao animal infectado, embora possa provocar irritação na
região anal. As duas formas de infecção são:
ao se coçar, ou ao se lamber, o animal pode engolir pulgas acidentalmente.
Caso a pulga engolida estiver contaminada por larvas do dipylidium, o
animal se infectará também. Transmissão: contato
com fezes contaminadas. As pulgas fazem parte do ciclo de transmissão.
Prevenção: Exames de fezes periódicos e combate à
infestação de pulgas.
• Doença de Lyme (Cão): causada pela
bactéria espiroqueta Borrelia burgdorferi, transmitida por carrapatos
• Trichinose ou triquinose: doença parasitária
devido à Trichinella spiralis, introduzida no organismo através
da ingestão da carne de porco, ou de cavalo, insuficientemente
cozida, contendo larvas encistadas. Prevenção: evitar a
ingestão de carne de porco, ou ingeri-la bem cozida
• Salmonelose: infecção causada pelos
microrganismos do gênero Salmonella
• Listeriose: infecção devido à
Listeria monocytogenes, transmitida ao homem por diversos animais
• Tuberculose
• Toxoplasmose: doença causada por toxoplasma,
pode atingir o feto, por transmissão de uma infecção
da mãe, ocasionando lesões nervosas e oculares (hidrocefalia
e retardo mental).
• Hidatidose: doença parasitária
que acomete o homem e outros animais. É causada pela forma larval
de algumas parasitas do grupo das tênias, dentre os quais o Echinococcus
granulosus; nos hospedeiros, apresenta-se em forma de cistos.
• Febre amarela: infecciosa, endemoepidêmica
em certas regiões tropicais da América Central, da América
do Sul e da África do Sul, do Saara, causada por um arbovírus
e transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
• Dengue
• Tifo
• Malária: doença infecciosa causada
por parasitas do sangue do gênero Plasmodium, transmitido ao homem
pela picada da fêmea do mosquito anófele.
• Tétano
• Febre aftosa
• Gripe aviária
• Doenças de Chagas: causada pelo tripanossomas,
é transmitida pela picada da mosca tse-tsé
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