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| "Dedicar-se disciplinadamente,
a cada dia, como se fosse o teste final para se competir em nível
olímpico, é uma boa dica inicial. O atleta não
precisa ficar pensando obsessivamente nos Jogos que estão por
vir. Focalizar objetivos intensamente a longo prazo, de um modo geral,
gera ansiedade e desânimo" |
Fundamentalmente a partir da década de 1990,
o Brasil através do Comitê Olímpico Brasileiro
(COB), Ministério do Esporte, Estado e Município do
Rio de Janeiro, luta para que a capital carioca seja sede dos Jogos
Olímpicos. |
Finalmente o Brasil conseguiu essa expressiva vitória de impacto
mundial e dentro de sete anos o Brasil se firmará definitivamente
na história do Movimento Olímpico.
Naturalmente em estado de euforia muitos atletas jovens das mais diversas
modalidades começam desde já a sonhar com uma medalha olímpica
em solo brasileiro. Se por um lado não custa nada sonhar, ao tentar
colocar o mesmo em prática devemos ter alguns cuidados.
É notório que o esporte brasileiro, em alguma medida dará
um salto espetacular e possivelmente esses Jogos Olímpicos iniciará
uma nova fase da cultura esportiva do país. Não somente
em relação ao esporte propriamente dito, mas, também
em relação ao exercício físico e ao lazer
esportivo.
O Brasil se mobilizará para melhorar seu desempenho em todas as
modalidades, no entanto, temos que reconhecer que o processo para a formação
de um campeão olímpico exige paciência, trabalho competente,
investimento em todos os aspectos, formulação de uma boa
política de desenvolvimento do esporte e outros, para que tudo
isso repercuta em uma tradição olímpica.
O exemplo, que poderia dar sobre esse pensar é o voleibol brasileiro,
que ao iniciar um projeto de desenvolvimento na metade da década
de 70, começou a colher os frutos em 1984 (com a medalha de prata
nos Jogos Olímpicos de Los Angeles). A partir daí, o voleibol
se tornou uma tradição em nosso país e hoje, figura
entre as maiores potências do mundo em todas as categorias, tanto
no masculino como no feminino.
Em quanto tempo 'forma-se' um medalhista?
Para os Jogos Olímpicos de Sidney em 2000, a Austrália
criou um plano de desenvolvimento para seus atletas, que durou dois ciclos
olímpicos e meio - o equivalente a 10 anos -, para ter seus atletas
aptos a disputarem medalhas naqueles Jogos. Por isso em esportes nos quais
o Brasil não tem tradição, principalmente nos esportes
individuais, como por exemplo, halterofilismo, saltos ornamentais, etc.
a conquista de medalhas não será regra, mas excessão.
Portanto, para se construir uma cultura esportiva de tradição
vencedora em algum esporte nós necessitamos de um processo complexo
de ações que leva tempo e muita dedicação
de alta qualidade.
Aqueles atletas que possuem um grande talento e estão em idade
juvenil devem, antes de mais nada, contar com uma boa estrutura de treinamento
que entre outras coisas permite promover participações em
competições nacionais e internacionais de alto gabarito
e realizar treinamentos compatíveis com a exigência de competições
de nível olímpico e mundial.
Assim sendo, dedicar-se disciplinadamente, a cada dia, como se fosse o
teste final para se competir em nível olímpico, é
uma boa dica inicial. Além disso, o atleta não precisa ficar
pensando obsessivamente nos Jogos que estão por vir, mas, sobretudo
focar em suas tarefas diárias e em tudo aquilo que possa vir a
ser incremento em seu desempenho.
Focalizar objetivos intensamente a longo prazo, de um modo geral, gera
ansiedade e desânimo. Ademais, não esqueçamos que
basta uma lesão para que qualquer sonho se torne um pesadelo. Por
outro lado, é oportuno que o jovem atleta verifique de tempos em
tempos como está seu desempenho em comparação com
os melhores adversários do mundo e em relação a ele
mesmo. Uma queda de rendimento frente aos próprios resultados anteriores
pode ser indício de necessidade de redirecionamento nos treinamentos
ou ainda, demonstração de que algo está errado.
A motivação para participar de Jogos Olímpicos não
é tão difícil mobilizar, muito pelo contrário.
O desafio é manter-se motivado em regime de treinamento a longo
prazo e vivenciar certo isolamento, pois, a rotina de um atleta de alto
desempenho não permite relacionamento social como qualquer cidadão
não atleta. (veja textos anteriores sobre concentração,
motivação e liberdade - clique
aqui)
.
Portanto, um recado aos nossos futuros atletas olímpicos e aqueles
que já o são e pretender disputar em 2016 um dos Jogos mais
belos (assim serão!) da história: há uma grande jornada
pela frente e somente aqueles dispostos a desenvolverem sua força
psicofísica (clique aqui e leia)
é que poderão ao menos concorrer com os melhores do mundo.
Se não fosse assim, tão exigente e tenso, os Jogos Olímpicos
não teriam graça.
Por fim, preparar para os Jogos Olímpicos e conseguir participar
com sucesso é como subir uma difícil montanha: cada passo,
desde o primeiro, é fundamental para que o último seja a
consagração da vitória pessoal.
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