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A motivação é um elemento inerente ao desejo sexual. A conseqüência óbvia é a busca da atividade sexual.
A possibilidade do desejo
sexual se traduz em uma régua, com vários
graus intermediários, tendo em uma ponta o excesso
do desejo sexual, e na outra a necessidade da completa
e total ausência de situações que
conduzam às circunstâncias sexuais. Falarei
aqui sobre quando o tesão se torna um problema.
O excesso de desejo sexual, ou hipererosia, tem recebido, recentemente, na mídia outra e nova denominação, a de compulsão ou obsessão sexual.
Desde os escritos do início do século, nomes como ninfomania tem sido utilizados para designar a necessidade aumentada de atividades sexuais. O termo ninfomania se refere às ninfas: entidades mitológicas semidivinas e femininas, que povoavavam as florestas do mundo greco-romano, sempre em busca de atividades sexuais. Sempre citada, a imperatriz romana Messalina, transformou-se num padrão, desta forma de expressão da sexualidade. Diziam que além de um harém de escravos sexuais, ela tinha o costume de sair disfarçada à noite, em busca de sexo pelas tavernas e ruas da Roma antiga.
Como age a ninfomaníaca
O importante é perceber a situação em que se encontra a mulher hipererótica, ou compulsiva sexual. A constante necessidade de buscar sexo (e não necessariamente fazê-lo) pode tomar tanto tempo, que interfere de forma sintomática no cotidiano.
Nos excessos, a mulher passa a usar muito do seu tempo para pensar em situações sexuais possíveis e localizar companhia para o sexo. A masturbação pode sempre ocorrer como um mecanismo intermediário, algo como um aperitivo enquanto se espera o prato principal, que somente sacia por pouco tempo, e mantém a mulher em sua contínua busca.
Esta situação pode atrapalhar com interferências diárias: o trabalho e os relacionamentos conjugal e familiar. Geralmente, é nesta condição que deve-se considerar que algo está errado, pois a busca incessante do prazer passa a conduzir e a dirigir a própria vida.
A armadilha está no
seguinte ponto, tendo prazer, a mulher dificilmente reconhece
que haja algo de errado. Se você se enquadra nesta
situação, está na hora de você
procurar um psicoterapeuta especializado em sexualidade.
Fone/fax 55 (11) 3666-5421
e-mai:l oswrod@uol.com.br
www.oswrod.psc.br