Cyber Vida Sexual
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Frequência de relações sexuais serve para medir o ‘índice de amor’ na vida conjugal?

por Sandra Vasques

Há amor quando um casal vive junto e fica sete meses sem ter relações?

Resposta: Amor é uma palavra que pode ter variadas interpretações. Inclusive o dicionário não economiza palavras para dar o significado, que vai de caridade a envolvimento sexual, passando por várias outras possibilidades. Assim, um casal pode se amar sim, e não manter relações sexuais. Podem sentir ternura, carinho, consideração, amizade. E isso é amor. Mas se eles não transam, algo está errado com o amor no que tange o desejo, o tesão, a vida sexual.

É claro que situações como doença, distância motivada por necessidade, como estudo, trabalho, e outras razões, podem obrigar um casal a permanecer sem sexo, longe ou perto um do outro. Isso não os impede de sentir desejo um pelo outro, vontade, mas eles abrem mão porque no momento não podem. Mas querem! Essa é uma boa e grande diferença.

Um casal que permanece junto e não tem vontade de fazer sexo, pode sim, continuar a vida inteira juntos. E inclusive viver bem. Mas não se pode dizer que estão juntos em função de se desejarem como homem e mulher. Pode acontecer de um ou ambos terem amantes, realizarem-se sexualmente, e voltarem para casa. Eles querem viver juntos, mas não se sentem atraídos um pelo outro. E esses ajustes, vão sendo feitos pelos casais.

Agora é diferente quando o casal mantinha uma vida sexual ativa, com relações sexuais frequentes e de repente essas deixam de acontecer. Um deseja transar e o outro não, ou apenas a transa não acontece, nenhum dos dois fala sobre o assunto, que não fica bem resolvido e incomoda. Daí, podemos usar um termômetro que vai indicar um “índice de amor” afetivo-sexual em baixa. O que fazer? Parar de ignorar o que o termômetro aponta e conversar, corajosamente, para saber o que levou a essa realidade.

O diálogo pode trazer a possibilidade de reverter essa situação, pois então o casal poderá lidar às claras com o problema. Mas o diálogo também pode mostrar que esse tipo de amor não existe mais e que será preciso avaliar se vão continuar vivendo como um casal, ou se vão em busca de outras histórias. Enfrentar a realidade nem sempre é fácil, mas é o único caminho para interferir sobre ela. Bom ano novo!



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As respostas do profissional desta coluna não substituem uma consulta ou acompanhamento de um profissional de psicologia e não se caracterizam como sendo um atendimento

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Sandra Vasques
é psicóloga especializada em sexualidade
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