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Lidar com a síndrome
do pânico em qualquer ambiente é extremamente difícil.
As pessoas que sofrem da síndrome do pânico têm o "medo
de ter medo". As crises de pânico duram em média de 10 a 20
minutos, possuem sensações corpóreas traumatizantes ("nó
na garganta", sufocamento, tremores, tonturas, náuseas, taquicardia
ou palpitações, ondas de calor ou frio, formigamentos, dor no peito,
tonturas, desrealização - que é a alteração
da sensação a respeito de si próprio, por exemplo, sentem-se
como se "estivessem flutuando" ou o ambiente ao redor estivesse estranho
ou diferente, despersonalização -consistem de episódios persistentes
ou recorrentes de sensação de distanciamento ou estranhamento de
si próprio. A pessoa pode se sentir como um autômato ou como se estivesse
num sonho ou filme) acompanhadas de medo de morte ou sensação de
falta de controle, as pessoas costumam se isolar, evitando locais onde a ajuda
seja difícil ou que imaginam como desencadeadoras de tais crises de pânico.
Lidar com essas esquivas fóbicas é difícil. Há
muita ansiedade antecipatória nas exposições a ambientes
considerados estressores. Além do tratamento medicamentoso e psicoterápico
associados e simultâneos, com psiquiatra e psicólogo, deve haver
nas empresas um ambiente de cobrança e competitividade mais adequados a
um psiquismo saudável. Um projeto que realmente proporcione uma melhor
qualidade de vida a seus funcionários. Embora o Transtorno ou Síndrome
do Pânico tenha um componente genético e biológico significativos,
o ambiente estressante, hostil e agressivo pode ser um desencadeador ou precipitador.
Hoje, as empresas só falam em metas a cumprir. Cumpre-se com
competência as metas de um determinado mês e, logo no seguinte, se
estipulam obstáculos ainda bem mais elevados. Os funcionários são
tratados como "números" ou "objetos"- quase robotizados
e sem sentimentos. Poucas empresas oferecem um ambiente de trabalho humanizado
e saudável, que invista na saúde mental dos seus trabalhadores.
A carga horária geralmente é excessiva (muitos levam trabalho para
casa à noite e em fins de semana), abandonando o convívio familiar.
Há um clima de ameaça de desemprego e traições, às
vezes, são absurdamente considerados incentivadores - algumas pessoas desesperadas
ou por serem mau caráter acabam sendo desleais por conta dessa competitividade
acirrada que é estimulada pelos superiores. Portanto, deve haver
uma mudança plena de mentalidade e comportamento das pessoas que comandam
as empresas, sem pressões psicológicas ou coações
morais que só servem para aniquilar com o psiquismo de algumas pessoas
mais sensíveis que eles, pejorativamente chamadas de "fracos".
Na última versão do Programa Aprendiz, por exemplo, isso
era enfatizado o tempo todo pelo Roberto Justus durante o processo de seleção.
Já ouviram falar no tal perfil certo para a tipologia da empresa e tarefas?
Quem estipula tais perfis? Questiono muito alguns departamentos de RH (Recursos
Humanos) que acabam, em uma entrevista sumária, julgando de forma precipitada
um determinado candidato. Analisar o perfil psicológico de alguém
é extremamente complexo! Toda a sociedade e as empresas também
não fogem a isso deveriam ser mais afetivos e compreensíveis com
os transtornos mentais e, principalmente, com as pessoas que sofrem deles. Infelizmente,
apesar de alguns avanços, ainda existem bastante marginalização
e pré-julgamentos distorcidos contra alguém que sofra de síndrome
do pânico. Ninguém é invulnerável a ele. Já
atendi e atendo super executivos, comandantes de grandes e poderosas empresas,
que também sofrem da síndrome do pânico. Será que o
ser humano sempre terá que sofrer na própria pele para se sensibilizar?
Por que não podemos compreender a dor do outro, respeitando-o, sem necessariamente,
termos passado pelo mesmo sofrimento?
Atenção!
As respostas do profissional desta coluna não substituem uma consulta
ou acompanhamento de um profissional de psiquiatria e não se caracterizam
como sendo um atendimento
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