| Resposta:
O sonambulismo, por definição, não é secundário
ao uso de medicamentos, embora tais medicamentos possam desencadeá-los
em algumas pessoas predispostas. De uma forma geral, inicia-se nas primeiras horas
de sono (entre uma a três horas após o adormecer e geralmente no
primeiro ciclo de sono). Sua duração é variável, desde
poucos segundos até vários minutos. Se o sono não for interrompido,
o episódio de sonambulismo termina espontaneamente e a criança -
sempre a mais afetada -, continua a dormir em estágios profundos de sono.
Na maioria
dos casos nenhum tratamento é necessário. O sonâmbulo e a
família devem ser orientados de que esses eventos raramente indicam problemas
médicos ou psiquiátricos sérios. Nas crianças, os
episódios de sonambulismo tendem a diminuir com a idade, ocasionalmente
persistindo na idade adulta. O sonambulismo pode ser induzido por substâncias
ou medicamentos depressores do sistema nervoso central, como por exemplo, antipsicóticos,
hipnótico-sedativos, antidepressivos tricíclicos, hidrato de cloral.
Nesses casos, aplica-se o diagnóstico de Transtorno do Sono Induzido por
Substância, tipo Parassonia. A
melhor forma de lidar com essa e outras questões é sempre fazendo
o uso de tais medicamentos, quando necessário, com orientações
e acompanhamento médico. O sonambulismo deve exigir o acompanhamento da
pessoa e também cuidados para que não haja acidentes. A pessoa sonâmbula
deve ser acompanhada com cuidado e evita-se acordá-la abruptamente. Até
porque o tempo é pequeno. A suspensão do medicamento é necessária.
Pessoas que sofrem de insônia, antes de tudo, devem fazer uma avaliação
pormenorizada do distúrbio do sono em questão. Há muitos
subtipos diferentes. Geralmente, os médicos avaliam o paciente e solicitam
a polissonografia. Esse exame é importante para um diagnóstico diferencial
entre os vários tipos diferentes de distúrbios do sono.
Doenças
clínicas, uso de determinados medicamentos, ingestão excessiva de
chá preto e cafeinados, excesso de atividades físicas e intelectuais
no período noturno, alimentação exagerada no final da noite,
estresse, entre outros fatores, podem causar insônia. Nem sempre tais medicamentos
hipnótico-sedativos devem ser instituídos imediatamente. Um
alerta deve ser feito para o uso crônico de sedativos que podem causar dependência
(a maioria deles), prejuízos sérios da qualidade do sono, fadiga,
depressão e perda de memória. Quando tais medicamentos forem utilizados
devem ser pelo menor tempo possível (4 a 6 semanas) e com acompanhamento
médico. A autoprescrição e automedicação
são condutas erradas e que devem ser proscritas pela sociedade. devido
aos sérios riscos envolvidos.
Entre
10 e 30 de maio, estarei nos EUA, no Congresso Americano da Associação
Psiquiátrica Americana (APA). Desde já, conto com a compreensão
e paciência dos queridos leitores, pois não terei como responder
os e-mails nesse período.
Atenção!
As respostas do profissional desta coluna não substituem uma consulta
ou acompanhamento de um profissional de psiquiatria e não se caracterizam
como sendo um atendimento
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