"Não arriscar
nada é arriscar tudo!"
Al Gore
|
"É
só se arriscando é que se pode resolver as indecisões
que surgem no dia a dia. Conforme se arrisca e se observa os resultados
de sua ação, pode se fazer os ajustes" |
Inúmeras vezes nos vemos indecisos
perante algumas situações: nos deparamos com certas
bifurcações em nossos caminhos e não sabemos
se seguimos para a direita ou para a esquerda. |
Às vezes são coisas simples do cotidiano, como por exemplo,
não saber o que escolher para comer ou que presente comprar. Outras
vezes são decisões que influenciarão nosso futuro
tais como mudar de emprego, mudar de cidade, lançar-se em um relacionamento.
Geralmente há dois comportamentos bastante comuns nesses momentos:
ser impulsivo e agarrar qualquer uma das possibilidades o mais rápido
possível para evitar a angústia da indecisão ou perder-se
na reflexão, na análise e na ponderação de
possíveis soluções.
Nenhuma das duas estratégias é muito funcional, pois em
uma delas você nem chega a avaliar a melhor escolha e na outra ou
demora demais a escolher (e pode perder grandes oportunidades com isso,
pois elas passam) ou ainda acaba deixando a decisão à mercê
da sorte, uma vez que não se decide por nada.
Como fazer para lidar com a indecisão?
Primeiramente pode-se utilizar a mesma estratégia geralmente útil
com as preocupações produtivas (veja
aqui).
Depois que se ponderar as alternativas possíveis e escolher uma,
vá e teste para ver os resultados. Sem a experiência prática
não há como saber se a alternativa escolhida é realmente
adequada ou não. Não se sabe se uma receita é boa
até utilizá-la e, em inúmeras vezes, você terá
que aperfeiçoá-la.
É assim na vida com nossas decisões, precisamos perceber
que sem as ações práticas não há movimento,
não há seguir em frente, somente procrastinação
e estagnação. É só se arriscando é
que se pode resolver as indecisões que surgem no dia a dia. Conforme
se arrisca e se observa os resultados de sua ação, pode
se fazer ajustes e utilizar o mesmo comportamento ou algum outro muito
próximo, caso a consequência tenha sido positiva.
Caso não tenha sido, na maior parte das vezes, muitas das escolhas
que fazemos no dia a dia tem somente repercussão a curto prazo.
Desse modo podemos percebê-las como testes e não como algo
definitivo. Ou seja, vamos testando possibilidades e utilizando a realidade
(o resultado prático) como feedback para nós mesmos.
Sem passos não há caminhada, do mesmo modo que sem arriscar-se
em escolhas, não há vida.
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