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“A
vaidade penetra também no mundo das ideias e perturba o funcionamento
da razão humana” |
Dou sequência ao mote desta
coluna - Vaidade como Vício - que tem como fio condutor
a frase: A vaidade está presente em toda ação
humana.
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A vaidade não nos contamina somente com adornos, joias, carros
e roupas caras...
No texto anterior (clique
aqui e leia), disse que a vaidade se expande como
o tentáculo de um polvo e nada fica excluído. Dessa forma,
ela invade também a atividade intelectual ou pretensamente intelectual.
Ela penetra também no mundo das ideias e perturba o funcionamento
da razão humana. Hoje, nesses tempos de Facebook, boa
parte das pessoas compartilha ideias e frases lapidares sobre qualquer
tema para, no fundo, mostrar ‘o melhor de si’, muitas vezes
apresentando uma autoimagem fake nessa poderosa vitrine virtual.
Por exemplo, frases de efeito sobre o amor ou sobre como deve ser amar,
jorram aos borbotões, e pasmem, muitas vezes por gente mal resolvida
nesse território.
Desejo de admiração fomenta sede de conhecimento
O fato de uma pessoa ter boa inteligência e ter acumulado certa
quantidade de conhecimento lhe traz a sensação de prazer
causada pela vaidade. Será olhada com admiração quando
citar ou compartilhar um autor importante. Nesse caso, por exemplo, ela
exibe poemas ao invés de joias e pedras preciosas.
Mas o prazer derivado da admiração é o mesmo. Ela
pode-se tornar uma acumuladora de conhecimento não apenas em virtude
de sua curiosidade, mas também para ser admirada. Será pouco
- ou nada - diferente daquela que acumula dinheiro para o mesmo fim.
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