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Pesquisas mostram que o exercicio fisico aeróbio (o qual melhora
a funçao cardiovascular), pode reduzir as alterações
estruturais cerebrais normalmente associada com a idade avançada
(1-3). Uma vez que o exercício aeróbio melhora o status
cardiovascular, podemos sugerir que os efeitos protetores do exercício
aeróbio podem também induzir alteraçoes na vasculatura
cerebral.
| Uma pesquisa recente mostrou que idosos que
praticam atividade aeróbia regular apresentaram uma melhora
da vasculatura cerebral. O trabalho foi publicado em julho deste ano
na revista American Journal of Neuroradiology *. |
Através de uma técnica de angiografia por ressonância
magnética, foi examinado o número e formato dos vasos sanguíneos
cerebrais de 7 idosos fisicamente ativos e 7 idosos sedentários
entre 60 e 80 anos. O grupo ativo participou de atividades aeróbias
por no mínimo 180 minutos por semana nos últimos dez anos
e o grupo controle não apresentava história de exercício
físico regular.
Idosos ativos exibiram maior número de pequenos vasos e baixos
valores de vasos tortuosos que idosos com baixo nível de atividade
física. Estudos histológicos têm demonstrado que o
estreitamento de vasos e/ou perda de vasos ocorre com o avançar
da idade (4,5). A tortuosidade de vasos cerebrais é conhecida em
estar aumentada com a idade, hipertensão e outras doenças
(26,28).
Uma questão importante foi levantada no estudo. Indivíduos
idosos que apresentavam um padrão de cerebrovascular de aparência
mais jovem tinham uma tendência a participar de atividades aeróbias
ou a atividade aeróbia por si, estaria induzindo uma melhora da
vasculatura cerebral diretamente?
A resposta para essa questão depende de futuros **estudos longitudinais
com indivíduos inicialmente sedentários que teriam de se
submeterem a um programa de exercício aeróbio e depois a
uma imagem cerebral sequencial. Colcombe e colaboradores (1) mostraram
que um programa de exercício aeróbio pode aumentar o volume
cerebral em indivíduos idosos, embora os mecanismos dessa melhora
não tenham sido ainda totalmente esclarecidos.
Os dados deste estudo estão de acordo com estudos anteriores que
indicam que pessoas idosas aerobicamente ativas tendem a preservar uma
melhor anatomia cerebral que idosos sedentários (veja referências
1 e 6).
Apesar deste estudo ser muito interessante, podemos verificar algumas
limitações do estudo. Primeiramente, a classificação
de indivíduos com alto ou baixo nível de atividade física
foi baseado em relatos de cada indivíduo. Neste sentido, estudos
epidemiológicos têm documentado as limitações
de autorrelatos de atividade física. Portanto, uma classificação
seria necessária em futuros estudos que usam medidas mais objetivas
de atividade física. Ainda, para concluirmos que esta melhora ocorre
realmente em indivíduos idosos, estudos com um número maior
de indivíduos seria necessário. Futuros trabalhos poderão
fortalecer a ideia de que a atividade aeróbia em pessoas idosas
previamente sedentárias pode reverter as alterações
anatômicas e funcionais cerebrovasculares associadas com o avançar
da idade.
* Bullitt E, et al. The Effect of Exercise on the Cerebral Vasculature
of Healthy Aged Subjects as Visualized by MR Angiography.
1- Colcombe SJ, et al. Aerobic exercise training increases brain volume
in aging humans. J Gerontol A Biol Sci Med Sci 2006;61:1166-70.
2-. Marks BL, et al. Role of aerobic fitness and aging on cerebral white
matter integrity. Ann N Y Acad Sci 2007;1097:171-74.
3- Marks BL, et al. Aerobic fitness impact on cerebral white matter integrity
in the cingulum. Med Sci Sports Exerc 2008;40(5)Suppl.1:S299-300.
4- Farkas E, et al. Age-related microvascular degeneration in the human
cerebral periventricular white matter. Acta Neuropathol 2006;111:150-57.
5- Uspenskaia O, et al. Aging is associated with increased collagen type
IV accumulation in the basal lamina of human cerebral microvessels. BMC
Neurosci 2004;5:37- 43.
6- Marks BL, et al. Cerebral blood flow and cognitive function is maintained
in aerobically active older adults. Circulation 2000;102(18):4198.
**Estudo longitudinal é uma pesquisa que busca encontrar correlação
entre variáveis, através de observações repetidas
dos mesmos itens (Fonte: Wikipedia)
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