Cyber Drogas
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Será que sou viciada em maconha?
por Danilo Baltieri

Comecei a fumar maconha aos 14 anos, já parei de usar a droga umas três vezes por alguns meses. A última vez fiquei seis meses sem usar, foi o maior tempo que consegui. Nos últimos dois meses, recomecei, a principio eventualmente. Mas agora fumo com força total todos os dias. Meu marido diz que isso não é vício. Só que quando eu não fumo, fico mais tensa e desejando a droga. Tem como largar de vez a maconha?

Resposta: Todo diagnóstico de quaisquer doenças médicas deve ser feito por médico, ao vivo e a cores. Dessa forma, você deve procurar um especialista para avaliação e exame médicos.

Dependente de maconha costuma associar lazer com o uso da droga A pessoa que é dependente de uma substância psicoativa, como a maconha, geralmente apresenta dificuldades em cessar ou controlar o consumo da droga, mesmo conhecendo ou percebendo as conseqüências nocivas advindas do consumo.

O dependente apresenta padrão recorrente de uso da droga, pode apresentar evidências de tolerância (necessidade de maiores doses da droga para sentir os mesmos efeitos que apresentava anteriormente), evidência de síndrome de abstinência (no caso da maconha, sintomas ansiosos, irritabilidade, falta de apetite), prejuízos sociais, escolares e laborais relacionados com o uso.

Algumas vezes, a pessoa que é dependente de maconha somente consegue associar o seu lazer com o uso da droga, abandonando outras atividades prazerosas.
Caso você tenha um diagnóstico de abuso ou de síndrome de dependência de maconha, seu médico proporá um tratamento especializado. Existem várias formas de tratamento para auxiliar na cessação do consumo dessa substância, como as psicoterapias, grupos de mútua-ajuda, terapias familiares.

Infelizmente, até o momento, não existem medicações comprovadamente eficazes no tratamento da síndrome de dependência de maconha.

No entanto, durante as consultas com o médico, ele poderá averiguar se você apresenta qualquer outro problema psicológico que favoreça ou agrave o seu consumo. Acho que está na hora de você tomar essa importante decisão de procurar ajuda especializada e abandonar o consumo inadequado dessa substância.

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Atenção!
As respostas do profissional desta coluna não substituem uma consulta ou acompanhamento de um profissional de psiquiatria e não se caracterizam como sendo um atendimento

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Danilo Baltieri
Médico psiquiatra. Mestre e doutor em Medicina pelo Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Tem experiência em Psiquiatria Geral, com ênfase nas áreas de Dependências Químicas
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