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| "Se estamos em uma fase difícil
e exigente no trabalho, precisamos saber alterná-lo com momentos
de relaxamento e tranquilidade. E estou pensando neste caso em pequenos
momentos de parada e quebra da rotina durante o próprio dia,
como brincar com os filhos ou dar uma volta no parque mais próximo.
Achar que mergulhando completamente no trabalho irá nos trazer
a solução para um problema, costuma ser um grave engano" |
Estresse é ruim? Imediatamente
temos a tendência de dizer "sim" a esta pergunta,
uma vez que logo imaginamos aquela situação do tipo
"não aguento mais!". Porém, existe o lado
positivo do estresse. Algum nível de estresse é necessário
para que consigamos nos manter até mesmo motivados para executar
uma tarefa. Em qualquer situação produtiva de nossa
vida, certamente fomos "incentivados" por algum nível
de estresse. |
Desta maneira, o que faz toda diferença é a intensidade
e o tempo em que nos mantemos estressados. No entanto, não existe
nenhum trabalho ou estudo que estabeleça o tempo de duração
para cada um dos três níveis de estresse que citarei logo
abaixo. Isso porque as variáveis são imensas, considerando
todas as possíveis causas de estresse e a diferença de resiliência
(capacidade de recuperação) das pessoas. Depende, principalmente,
de como interpretamos uma situação: se ela é realmente
estressora ou não.
Existem algumas outras maneiras de estagiar o estresse, mas Hans Selye,
um endocrinologista considerado o pai dos estudos do estresse, descreve
a adaptação geral ao estresse dividida em três fases.
Primeira fase: de alarme
Na fase de alarme, todas as reações do corpo ao estresse
se fazem sentir. É aquela fase em que percebemos o coração
batendo mais rápido, assim como a respiração; nos
sentimos nervosos, e com a mente agitada.
Segunda fase: de resistência
Depois que o estresse continua por um tempo suficiente, o corpo se habitua
a ele e entra numa fase de adaptação, que é a fase
de resistência. Nesta fase nos acostumamos a estar sob os estímulos
que causam estresse e ele parece não nos afetar tanto.
Terceira fase: de exaustão
Se o estresse não cede, existe um limite para o tempo em que conseguimos
manter-nos adaptados, antes de entrar na fase de exaustão. Nesta
fase, podemos adoecer física e mentalmente; o sistema imunológico,
por exemplo, deixa de nos proteger adequadamente e é neste momento
em que pegamos uma gripe forte ou outra infecção.
A capacidade de desenvolvermos estratégias para nos manter na fase
de resistência pode determinar nosso sucesso ou insucesso em superar
as causas do estresse e chegar a uma solução mais ou menos
adequada para um dos desafios de nosso cotidiano. Isto depende não
apenas de conhecer técnicas mirabolantes de gerenciamento ou controle
do estresse, mas principalmente de nos atermos a conhecer nossos limites
e lidar com eles de maneira natural.
Por exemplo, se estamos em uma fase difícil e exigente no trabalho,
precisamos saber alterná-lo com momentos de relaxamento e tranquilidade.
E estou pensando neste caso em pequenos momentos de parada e quebra da
rotina durante o próprio dia, como brincar com os filhos ou dar
uma volta no parque mais próximo. Achar que mergulhando completamente
no trabalho irá nos trazer a solução para um problema,
costuma ser um grave engano que provavelmente vai nos levar à fase
de exaustão, e junto com ela, a conta do hospital.
Dicas de leitura:
http://www.estresse.com.br/. Centro Psicológico do Controle do
Stress
Hanson, PG. Aproveite o seu stress. Ed. Siciliano, 1989.
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