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| "Pessoas com alto grau de escolaridade,
e que mantêm-se mentalmente ativas e ocupadas, parecem desenvolver
mais tardiamente os prejuízos cognitivos. É como se
elas estivessem fazendo uma ginástica cerebral" |
"Todos nós vamos envelhecer algum dia”.
Este é um chavão que não reflete a realidade.
Estamos envelhecendo aqui e agora neste momento, seja qual for a nossa
idade atual. |
O que ocorre é que a partir de um ponto de nossa história
de vida, este envelhecimento se torna mais aparente, devido aos processos
degenerativos que aos poucos vão se instalando.
Esta semana mesmo uma amiga que é casada e de meia-idade, mas não
tem filhos e parentes próximos, estava refletindo sobre o envelhecimento:
“Quero ter uma morte rápida, pois não tenho quem cuide
de mim”. Infelizmente, não podemos escolher como será
a nossa morte, mas podemos sim interferir na nossa forma de viver.
Ao invés de nos preocuparmos com o morrer, que é
inevitável e imprevisível, podemos nos ocupar de algo bastante
útil, ou seja, a maneira de viver. Viver de maneira mais longa,
saudável e feliz que nos for possível, e para isto, temos
que assumir a nossa quota de responsabilidade sobre isto.
Para tanto, devemos nos ocupar de manter a nossa capacidade funcional
pelo melhor tempo possível. E estou falando não apenas da
funcionalidade física, mas também da mental.
Hoje em dia existem vários grupos voltados para a terceira idade
ou para a melhor idade que proporcionam atividades físicas e lazer
especializados para essa faixa etária, mas o ideal seria que essas
atividades e ocupações prazerosas tivessem sido parte de
uma vida inteira.
Existe também uma preocupação quanto à demência
e perdas cognitivas, e pesquisas diversas têm sido desenvolvidas
para compreendermos melhor suas causas e consequências e principalmente
para tentarmos descobrir como evitá-las.
Infelizmente sabe-se hoje em dia que há o fator genético
envolvido na origem de ao menos parte delas, como a doença de Alzheimer.
Por outro lado, sabe-se que pessoas com alto grau de escolaridade, e que
mantêm-se mentalmente ativas e ocupadas, parecem desenvolver mais
tardiamente os prejuízos cognitivos. É como se elas estivessem
fazendo uma ginástica cerebral, “marombando” o cérebro.
Dessa maneira, elas conseguem preservar por mais tempo sua capacidade
de memória, atenção e tomada de decisões.
Se percebermos nossos pais e avós tendo dificuldades para decidir
o que fazer, mesmo em tarefas aparentemente simples, devemos nos lembrar
que faz parte do processo de seu envelhecimento e que atenção,
paciência e carinho são especiais neste momento!
Dicas de leitura:
Khalsa, DS & Stauth C. Longevidade do Cérebro. Editora Objetiva,
Rio de Janeiro, 1997.
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