| Hummmmmm! Quando sentimos o cheirinho
de um bolo saindo do forno, ele pode despertar fome, mas também
pode nos trazer importantes lembranças como a casa da vovó,
a imagem dela cozinhando e preparando um bolinho quentinho só porque
fomos visitá-la, a sensação gostosa do abraço
dela... E ao ler este texto, talvez você se lembre de alguma cena
da infância parecida com esta e reviva os momentos e as sensações...
| Quando nos lembramos de alguma
cena do passado, vem não só a imagem na nossa mente,
mas também as sensações, sentimentos, emoções
positivas ou negativas. Essas sensações causam mudanças
corporais como: alterações nos batimentos cardíacos,
um nó no peito, uma vontade de sair correndo, ou dependendo
da cena, até mesmo uma forte vontade de dar risada, mesmo estando
sozinho. |
Com o corre-corre do dia a dia, as experiências vão acontecendo,
causando repercussões positivas ou negativas em nós e muitas
vezes não temos tempo para recuperar o real significado delas em
nossas vidas.
Pensando nisso, tenho pessoalmente o hábito de estar com minha
câmera nos momentos que sinto que serão importantes para
mim. Não necessariamente eventos especiais, mas até mesmo
em encontros cotidianos com os amigos. Outro hábito que tinha com
mais frequência no passado, era fazer um breve diário (que
às vezes virava “semanário”). Mas a ideia das
fotos é muito prática e sintética.
Há dois dias resolvi elaborar um pequeno álbum apenas com
aquelas fotos mais representativas dos últimos anos. Escolhi um
álbum pequeno com 60 páginas, em que cabe apenas uma foto
por página, para que realmente eu pudesse expressar minhas percepções
mais importantes, e para que em cada página pudesse focalizar apenas
uma cena e envolver-me com ela (acho que isto faz parte das práticas
de meditação que tanto aprecio...).
Isso parecia difícil em um primeiro momento, pois foi um exercício
de seleção de cenas dentre centenas, foi uma prática
que levou à significação das fotos (e as cenas que
elas representam), recordação, e percepção
do que realmente foi (e é) importante. Decidi também não
fazer um álbum digital, pois desta forma eu poderia trabalhar com
mais sentidos, como por exemplo pegar cada foto selecionada e impressa,
colar cuidadosamente na posição mais adequada. Hoje, ele
não está com todas as páginas preenchidas (e nem
era este o objetivo), mas cada página selecionada realmente é
cheia de sentido!
Está sendo um exercício para percepção do
que realmente estou fazendo, o que realmente é importante, e quem
realmente é importante nesta vida!
Abaixo de cada foto escrevi manualmente uma pequena frase ou palavra,
o que senti que deveria escrever, ou até mesmo um desenho complementar.
Isso é uma ótima preparação este novo ano,
para que realmente eu possa com mais lucidez continuar minha jornada.
Fica aí essa sugestão.
Dicas de leitura:
Cahill L, Prins B, Weber M, McGaugh JL. Beta-adrenergic activation and
memory for emotional events. Nature. 1994 Oct 20;371(6499):702-4.
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