| Yoga | |||||
| Entenda esta filosofia de vida e de saúde | |||||
Yoga e atividade física preservam juventude com o avanço da idade |
|||||
| por Nicole Witek | |||||
| Segundo o IBGE, em 2000, 30% dos
brasileiros tinham menos de 14 anos e 5% da população estava
acima de 65 anos.
Como uma doença, a velhice pode levar à decadência.
O velho paga pelos erros do passado de sua vida pessoal: erros alimentares,
sedentarismo, falta de higiene mental, desgaste profissional. Todos os
erros que se cometem por causa da atividade profissional: falta de oxigenação,
postura errada, atmosfera confinada. Terceira idade Daqui a pouco nós também entraremos na terceira idade com a pesada responsabilidade de “continuar jovem”, com saúde e dignidade, apesar do avanço da idade e talvez ainda com a tarefa de ajudar e dar respaldo aos nossos filhos, cuja vida se torna cada ano mais difícil: longos anos de estudos, netinhos que nascem mais tarde, competição econômica e profissional. Com certeza nossos jovens não terão a possibilidade de ajudar os avós deles. Cabe a nós manter a saúde e a disposição com o passar do tempo. Não gosto de usar a palavra envelhecer porque essa palavra – principalmente no Brasil – tem uma conotação de senilidade. Existem preconceitos gritantes com relação às pessoas acima de 65 anos, você pode pensar que estou exagerando, mas vou listar as provas de nosso preconceito a respeito da idade: - Você nunca se pegou falando mais alto com uma pessoa acima de 65 anos, só porque em algum lugar de seu cérebro você acha que ela não ouve? - Você nunca se pegou falando para uma pessoa acima de 65 anos como se ela fosse uma criança? - Você não se pegou, poupando uma pessoa acima de 65 anos, pensando que ela simplesmente não pode atravessar a rua, dirigir seu carro, ir ao mercado? Veja bem a carga desses preconceitos e o quanto eles são prejudiciais. Eu sou fã do David Servan-Schreiber – psiquiatra e autor
do livro “Curar”. Estudo Na universidade de Yale, a professora Becca Levy estuda a influência
dos estereótipos culturais sobre o funcionamento intelectual e
físico durante o ultimo período da vida. O estudo do Dr. Becca Levy consiste em avaliar a memória de pessoas de mais de 65 anos e mostrar numa tela palavras que elas não têm tempo de ver, mas que inconscientemente são registradas. Testadas novamente depois da sessão, aparece uma conclusão que deveria mudar nossos comportamentos na hora. Palavras como “sábio”, “culto” ou “guia” melhoravam a memória e as pessoas andavam mais rapidamente. Ao contrário, palavras como ”declínio”, “senilidade”, “envelhecimento”, “perdido” abaixavam as performances: a memória enfraquecia e elas andavam mais lentamente. Dona Marcela na estrada Dona Marcela (80 anos), dirige seu Clio Renault nas estradas da França, quase 1000 km num mesmo dia, na maior tranqüilidade, pára de vez em quando, usa o celular para avisar os filhos de que eles não devem se preocupar porque a estrada é boa e o tempo ensolarado, que atravessar o país é uma maravilha. Além disso, Dona Marcela anda todos os dias, respira com entusiasmo e cultiva o jardim. Ela mantém uma felicidade “à prova de balas” para todos os eventos bonitos do dia: encontro com o cachorro do vizinho, cheiro de flores na estrada, telefona para os filhos. Ah! Esqueci! Dona Marcela é crack na Internet, manda fotos para a família inteira, e sempre manda uma palavrazinha de encorajamento para cada um de seus filhos e netos. Isso ela faz todos os dias. Dona Jaqueline em forma Dona Jacqueline (87 anos), anda diariamente um mínimo de 5 km, bate qualquer um nos jogos de palavras-cruzadas, gosta de se deslocar de trem e ônibus. Compete com a Dona Marcela para definir se 14 de julho, aniversário da Revolução Francesa de 1942, caiu na quinta ou sexta-feira. Além disso, se desloca na árvore genealógica da família com mais habilidade que qualquer um de seus filhos e netos. Posso já ouvir as objeções: “Mas é na França, onde as condições de vida são diferentes”. É mesmo, mas para chegar nesse nível é necessário pensar agora no futuro do País, e prever as estruturas para que a chamada terceira idade tenha conforto e dignidade. Antecipem percebendo que os avanços da medicina e a melhoria nas condições gerais de vida da população vão elevar a expectativa de vida dos brasileiros, que chegou a 70,4 anos em 2000 e que atingirá 81,3 anos em 2050. E necessário prever um quadro de vida que reconheça a experiência e sabedoria dessas pessoas acima de 65 anos. E necessário dar espaço e “futuro” para que essa geração possa nos ensinar sabedoria e filosofia de vida, que elas possam nos ensinar a força, a coragem, nos mostrar sua capacidade a ouvir nossos filhos, a dar ternura e colo, compartilhar vivência e aprendizagem. Sedentarismo O grande vilão é o sedentarismo. Atribuímos
nossas limitações à idade, mas isso é um erro.
Nunca é tarde demais para praticar uma atividade física.
Conheço uma pessoa maravilhosa, a Maria Alice Corazza que faz um
trabalho de vanguarda, com educação física para terceira
idade*. Insisto também para que você inicie a prática
do yoga, pois lhe ajudará a manter as articulações
sadias, a digestão feliz, a coluna vertebral flexível, o
astral elevado, uma filosofia de vida elevada. Não acredite que
porque sua saúde não está boa, você não
pode praticar. Pelo contrário, comece agora para que os distúrbios
desapareçam gradativamente e que você conquiste uma boa qualidade
de vida. Pense já em você com “palavras” que
ecoam sabedoria e saúde!
| |||||
| |||||
| Colunas relacionadas: | |||||
| Medicina Complementar | Psicologia do Esporte | Cérebro & Corpo | Equilibre-se | ||
| |||||
| |||||
| Clique aqui para falar com Nicole Witek | |||||
| |||||