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“Professora, estou com artrose na nuca, posso praticar
yoga?”
Essa pergunta e outras perguntas da mesma família: artrose, artrite,
hérnia e outros males da coluna, recebem a mesma resposta. Todas
recebem um sonoro SIM! Mas existem precauções.
É imprescindível, como primeira precaução,
prestar atenção para NÃO forçar, para NUNCA
ultrapassar os limites que o corpo impõe. É necessário
estar atento à forma como o seu corpo se comunica, ele diz a você
até onde ir e onde não deve ir. Não tente forçá-lo
a ir além, não entre numa competição com seus
músculos. Respeite o seu corpo e, aos poucos, verá os resultados.
Dedique um pouco de carinho e ternura ao seu corpo e para cada uma da
suas células.
*"A artrose é uma degenerescência da cartilagem das
articulações, sem infecção nem inflamação
particular. Essa degenerescência leva ao desgaste da cartilagem
que está em volta dos ossos. Anatomicamente essa destruição
é acompanhada de uma proliferação óssea debaixo
da cartilagem. Essa doença articular é a mais frequente.
Os primeiros sintomas aparecem por volta de 40-50 anos. A cartilagem é
um tecido vivo onde acontece muitas atividades: produção
de condrócitos (células da cartilagem), que normalmente
é maior do que a destruição. As causas: a destruição
da cartilagem corresponde à fissuração da superfície
até a profundidade do tecido cartilaginoso. Essa fissuração
é ligada a fenômenos mecânicos, mas pode ser agravada
por alterações bioquímicas da estrutura da cartilagem.
Pesquisando por “rotas alternativas”, e após ler vários
depoimentos e estudos paralelos, parece que mudar a alimentação,
diminuindo e até suprimindo os laticínios e produtos refinados
como farinha branca e açúcar branco, ajuda a melhorar. Pessoalmente,
aconselho também uma consulta com um médico homeopata ou
naturopata, que vão ver esse problema com um olhar diferente.
Quanto ao yoga, quando a degenerescência se instala, a artrose cervical
e lombar pode atacar a coluna vertebral (imagem abaixo). Existe uma “solidariedade”
entre a vértebra e o disco intervertebral. Disco lesado = vértebra
danificada e o contrário também se verifica: disco em boa
saúde = vértebra em boa saúde.
Fonte: http://www.ajns.paans.org/IMG/jpg/pic0.jpg
Vale a pena estudar a anatomia para entender como as vértebras
estão ligadas entre si e o papel do disco intervertebral, que é
mais do que o de amortecedor, para evitar que duas vértebras se
choquem. O disco está “embrulhado” por várias
camadas de fibras, entrelaçadas para obter uma resistência
máxima. Entre duas vértebras existe uma face de cartilagem
e no meio, o núcleo polpudo, gelatinoso. Ligamentos extremamente
resistentes ligam as vértebras entre si. Esses ligamentos têm
algumas funções geniais.
Os discos são elaborados pela natureza para resistir a enormes
pressões verticais, choques laterais, elongações
brutais, torções e, ao mesmo tempo, propiciam uma mobilidade
extraordinária (imagem abaixo).

Fonte: http://portal.rpc.com.br/midia/tn_311_600_bolshoidentro110649.jpg
Qual é o papel do disco?
Absorver os choques, o mesmo papel que uma suspensão hidráulica
de carro ou caminhão.
O núcleo do disco é gelatinoso, o que faz
a gelatina é a água. Para que o disco fique sadio, é
importante que tenha água dentro. Quando a água está
presente, ela repuxa as vértebras para longe uma da outra, aplicando
uma tração tônica sobre as fibras e tocando perfeitamente
o papel de absorção dos choques.
Vale a pena lembrar que a diferença entre o recém-nascido
e o idoso é a hidratação dos tecidos.
Como se instala a artrose?
Para uma saúde integral da coluna, é importante que o núcleo
esteja “bem regado”; e que o tecido em volta, essas várias
camadas de fibras intricadas que contém corpúsculos cuja
particularidade é reter a água, sejam também “regados”.
Quando esses corpúsculos e o núcleo perdem essa possibilidade
de hidratação e ressecam, a “doença”
articular se instala.
Se os tecidos fossem corretamente nutridos, isso não aconteceria.
Proporcionar hidratação e nutrição aos discos
intervertebrais é indispensável para a saúde das
cartilagens.
Mas essa nutrição está comprometida desde a possibilidade
de ficar em pé. A força da gravidade modifica a localização
do núcleo e “congela” as vértebras em posições
determinadas, que levam a perda dos líquidos internos da articulação.
Para nutrir os discos intervertebrais e consequentemente manter a saúde
correta das vértebras, o movimento é imprescindível;
tração e compressão influenciam os intercâmbios
nutritivos. Cada movimento, cada peso a mais, modifica o metabolismo dos
discos.
A absorção de nutrientes será ótima durante
o relaxamento profundo em decúbito dorsal, sobre as costas. Assim
se favorece certa tração, devido à força da
gravidade e cria um efeito de aspiração das partículas
nutritivas em direção à articulação,
ao conjunto vértebra/disco.
Ao contrário: ficar em pé ou sentado durante longas horas
“espreme” os líquidos fora do disco, assim como as
substâncias nutritivas. Ficar longas horas em pé, ou sentado,
imóvel, e o maior perigo para a coluna vertebral.
Sabemos que no final do dia nosso tamanho diminui de 1 a 3 cm. Isso é
devido à “baixada” de altura dos discos intervertebrais
durante o dia. Durante o descanso noturno e graças a leve tração
da força da gravidade, sobre a coluna, os líquidos são
aspirados para dentro do disco e de seu núcleo.}}
Nossa conclusão é límpida. O pior para os discos
é a falta de movimento, a imobilidade prolongada, demonstrando
mais uma vez a nocividade de nossa vida contemporânea sedentária.
Compensação: práticas esportivas
Certos esportes como nadar de costas, crawl, mariposa (de bruxos não
nos interessa muito), sabendo que a força da gravidade é
parcialmente aliviada pela água. A corrida ao contrário,
a cada passada comprime os discos.
Mas como nem todo mundo tem a possibilidade de nadar... O que nos resta?
Você leitor que já é praticante de yoga sabe... A
saudação ao sol.
Durante a saudação ao sol são movimentadas quase
todas as articulações do corpo, e todas as vértebras.
Quando estiver praticando a saudação ao sol, é necessário
focar a atenção, se interiorizar e desejar que cada vértebra
seja movimentada. Alternando flexões e extensões, evitando
cavar demais a região lombar, será uma benção
para suas articulações.
Não importa a amplitude do movimento, o que importa é a
mobilização do número máximo de vértebras.
Assim, cada articulação terá sua dose do dia.
Você está cansada dessa “tradicional” saudação.
Saiba que existem muitas versões, que vão das mais lentas
e tranquilas até as mais atléticas.
Discos nutridos e movimentados podem nos acompanhar até o final
de uma longa vida. A tese oficial da degenerescência inevitável
devido à idade se verifica para quem é sedentário
e não movimentam a coluna vertebral.
Indico um vídeo no link abaixo para quem quiser se aventurar numa
saudação ao sol
http://ser-saudavel.blogspot.com/2009/05/yoga-surya-namaskar.html
*Fonte: Wikipedia
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