| Felicidade
química: Meditar ativa hormônios da felicidade
A *dopamina para a satisfação...
A *ocitocina para a confiança...
A *adrenalina para a excitação e a ação...
Finalmente: a *serotonina para a serenidade.
Independentemente de nossa razão, as emoções desencadeiam
uma cascata de hormônios que vão correr nas veias e artérias,
ordens que por várias vias modificam nosso estado de espírito.
Hoje podemos dizer que o prazer e o êxtase são visíveis.
Segundo os estudos de **Richard Davidson da Universidade de Wisconsin
em Madison, Estados Unidos, é possível mapear as emoções.
A partir de um eletroencefalograma, Richard Davidson descobriu que as
emoções positivas, tal como a felicidade, evidenciam-se
no cérebro pela ativação redobrada do hemisfério
esquerdo. Mais precisamente: você pensa em algo positivo e imediatamente
a parte anterior do córtex cerebral esquerdo “pipoca”
(visualmente, feliz!). Enquanto as emoções negativas ativam
a mesma zona do cérebro só que do lado direito.
Num outro estudo desse cientista, foi revelado que monges budistas praticando
a meditação todo dia, apresentam um lóbulo esquerdo
muito mais ativo que a média. Essa situação levou
nosso cientista a concluir que os monjes budistas são os homens
mais felizes do planeta.
Por um outro lado, foi constatado que as pessoas que se definem como “pessoas
felizes e de bem com a vida” têm naturalmente o lado esquerdo
do cérebro mais ativo e sorriem mais do que as pessoas “direitistas”.
Indo mais longe, um outro laboratório constatou que na plenitude
absoluta da meditação – na sensação
de eternidade – o lado esquerdo do cérebro é ativado.
Porém, ao mesmo tempo é desativada, no lóbulo parietal
direito do cérebro, a área que corresponde a “orientação
e associação”. Essa área do cérebro
é útil na percepção do nosso meio ambiente.
Outra área que também é desativada é a percepção
da duração.
Assim parece que o espírito está tão concentrado
que perde a noção de espaço, de tempo, de lugar,
o que leva, simplesmente, a sensação de... eternidade.
Você sabe qual foi a conclusão de Richard Davidson? Foi que
“a plenitude não está fora de alcance” porque
hoje é possível dizer que se pode transformar rapidamente
o cérebro com um pouco de prática.
De fato, com um grupo de estudantes e com 30 minutos de meditação
diária com CD, Davidson constatou que o hemisfério esquerdo
dos estudantes tornou-se mais reativo. Richard revelou que a felicidade
é simples de obter e produz uma química interna positiva,
através do treino regular de meditação.
Agora minha conclusão: Já sabemos que praticar o conjunto
de técnicas de yoga – meditação inclusive –
é uma panaceia, um remédio universal para o terceiro milênio.
Essa prática ajudaria a equilibrar o orçamento nacional
da Previdência Social, diminuir a lotação dos consultórios
médicos e hospitais. O lado esquerdo do cérebro, devido
à prática da meditação, leva ao otimismo:
aos poucos estamos avançando.
Felizmente, gradativamente podemos ler na imprensa popular artigos que
colocam o público nesse caminho... pena que demore tanto... porém,
mesmo assim digo: “Que bom!”
*Vários hormônios com papéis diferentes:
dopamina: neurotransmissor, liquido permitindo a difusão do fluxo
nevoso entre os neurônios ou células nervosas.
serotonina: neuromediador ou neurotransmissor, substância transmitindo
o fluxo nervoso entre os neurônios e entre um neurônio e um
músculo.
ocitocina: hormônio responsável pelas contracões uterinas
durante o parto e parece também responsável pelo apego,
a confianca ... até o amor (!?)
adrenalina: hormônio produzido pelas glándulas suprarenais
e responsável pelo funcionamento correto do sistema nervoso simpático
(acão essencialmente excitante)
** Richard Davidson: pesquisador e diretor do “Laboratory
for Functional Brain Imaging and Behavior at the University of Wisconsin-Madison”
e que recebeu numerosos prêmios prestigiosos pelas suas contribuições
sobre a saúde emocional e psicológica, autor de mais de
150 artigos científicos e de doze livros*?
Davidson, Richard J (Ed.), et al. Handbook of Affective Sciences. Oxford
University Press: 2002.
Davidson, Richard J. and Kenneth Hugdahl (Eds.). The Asymmetrical Brain.
MIT Press: 2002.
Davidson, Richard J. (Ed.). Neuropsychological Perspectives on Affective
and Anxiety Disorders: A Special Issue of the Journal of Cognition and
Emotion. Psychology Press: May 1, 1998 .
Revista “ Sciences et Avenir” Junho 2010
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