| Você está
realmente estressado e perturbado!
| *Sinais de possibilidade de infarto
- Dor súbita no lado esquerdo do peito, de forte
intesindade e não dá para precisar exatamente o ponto;
naúseas, vomitos, palidez, transpiração em excesso;
ser acordado com dor no peito |
Vamos dizer que são 18h00 e você está
dirigindo de volta para casa - sozinho com certeza. Já que
estatisticamente, um grande número de pessoas está sozinho
quando sofre um ataque do coração. |
De repente, começa a sentir uma dor aguda irradiando
para os seus braços e subindo até o seu maxilar. Você
está apenas a 24 km do hospital mais próximo. Infelizmente
você não tem certeza se conseguirá chegar até
lá.
O que fazer?
Você recebeu o treinamento em primeiros socorros, mas não
lhe ensinaram como aplicar tudo aquilo em você mesmo.
Aqui estão as dicas publicadas no Jornal no. 240 do Hospital
de Rochester (EUA) para quem sofre um infarto sozinho e longe de
qualquer socorro.
Guarde bem em sua memória: a pessoa cujo coração
está batendo descontrolado e que sente que vai desmaiar, tem apenas
10 segundos antes de perder a consciência.
Mas... como proceder então?
Mantenha a calma, nada de pânico nessa hora.
Comece a tossir repetida e vigorosamente. Respire profundo antes de cada
tosse. A tosse deve ser profunda e prolongada, como se quisesse eliminar
catarro do fundo do peito. A respiração e a tosse devem
ser repetidas a cada 2 segundos sem interrupções até
a chegar ajuda ou até o batimento cardíaco voltar novamente
ao normal.
Saiba que:
Respirações profundas levam oxigênio até
os pulmões e a movimentos decorrentes da tosse fazem contrair o
coração, o que mantém o sangue circulando.
A pressão da contração também ajuda para
que o coração volte ao seu ritmo normal. Isso dará
tempo à vítima para chegar ao hospital e ser socorrido.
Eu gostaria de comentar pessoalmente essas dicas do Hospital de Rochester:
As doenças coronárias são ligadas ao estilo de vida:
particularmente à alimentação e à atividade
física.
O acidente coronário parece súbito e violento, mas na maioria
dos casos, trata-se das consequências de uma longa doença,
instalada silenciosamente, há anos.
Os depósitos de gordura nas paredes das artérias começam
pouco depois da adolescência, evoluem silenciosamente, dependendo
do modo de vida de cada um. Sua presença se revela de duas formas:
através de dores ligadas à insuficiência de oxigênio
ou pelo infarto.
Através de milênios houve uma seleção natural
dos genes favoráveis às necessidades da vida pré-histórica:
incerteza de ter comida disponível e da força física.
A abundância que desfrutamos, os deslocamentos com veículos
e as simplificações das tarefas físicas levaram às
doenças de “acumulação” e anomalias na
regulação como o diabete, que é a incapacidade do
organismo de conter a taxa de glicose no sangue abaixo de 1gr/litro.
A frequência das doenças coronárias é
tão dramática que passam na frente de todas as outras doenças
cardíacas. Uma das causas é o cigarro. Podemos considerar
o fumo como uma grande catástrofe da história mundial. Antes
de 45 anos, 9 entre 10 infartos decorrem do uso do cigarro.
Os alimentos da era industrial: mais açúcar, mais gordura
aliados a uma educação ruim em relação à
alimentação, são fatores de doenças coronárias.
Em vários países, mais de 1/3 da população
tem excesso de peso e a obesidade do jovem foi multiplicada por três
em vinte anos.
A mecanização da vida tirou do cotidiano a atividade física,
tanto na vida do adulto como na vida do jovem.
E o estresse? O coração paga a conta
O coração paga a conta da atividade frenética do
cérebro. A tensão permanente da mente gera uma secreção
aumentada de mediadores como a adrenalina, que são aceleradores
da frequência dos batimentos cardíacos, mesmo quando
a pessoa está parada. Esses mediadores se tornam agressivos se
o coração não está protegido por um bom condicionamento
físico.
As dificuldades da vida nas cidades e do estresse profissional são
fatores importantíssimos.
Hoje sabemos que a oclusão das artérias por uma placa gordurosa
gera um mecanismo de inflamação complexo, que leva a dor
e mais tarde, até o infarto.
Mesmo que a medicina e a cirurgia moderna tenham recursos para evitar
um acidente letal, mesmo que se tenha beneficiado de uma intervenção
cirúrgica, cabe a cada um de nós prevenir e proteger seu
coração.
Antes que seja tarde demais, cada paciente deve se responsabilizar pelo
estado de seu coração e suas artérias.
- parando o cigarro;
- tendo uma boa atividade física;
- adaptando a quantidade de calorias às suas necessidades;
- modificando seus hábitos alimentares.
O estresse influencia diretamente a tensão dos músculos,
regulando o calibre das paredes vasculares. O relaxamento profundo é
o remédio para completar a medicação prescrita ou
para realizar uma prevenção eficiente.
O universo de quem enfartou ou de quem está sofrendo de angina
(o encurtamento da respiração é um dos primeiros
sinais), está povoado de sensações e sinais ameaçadores.
Ao perceber esses sinais, deve-se dar início a uma atitude positiva
em relação às mudanças de vida: a busca da
serenidade e do bem-estar.
Tudo que pode favorecer a calma, o distanciamento dos problemas e, numa
primeira etapa, uma reeducação respiratória, será
essencial.
Mesmo que o paciente tenha um tratamento, será imprescindível
verificar o estado da respiração, estudar um mínimo
de fisiologia para que a respiração fique equilibrada e
que o diafragma se torne o aliado do coração.
Lembre-se: respiração boa e equilibrada:
Regula o sistema nervoso autônomo;
Combate os depósitos de placa nas artérias;
Trabalha o diafragma, aliado do coração;
Opera o relaxamento imediato.
Bibliografia :
100.000 battements par jour – PR Jean-Pierre Ollivier Comment réussir
son infarctus – André Van Lysebeth
*Dados extraídos da revista Men's Health nº18,
Outubro 2007
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