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Você sabia que
dormir “simplesmente”, como se estivesse “apagando a
luz” faz você perder um valioso tempo!
Vou explicar isso um pouco melhor... Entrar no sono sem se preparar para
ele é perder uma valiosa oportunidade para “dar uma mãozinha”
a todos os processos de recuperação e de cura que o corpo
instala durante o período de “perda de consciência”.
Quando a consciência de vigília está desativada, toda
essa energia pode ser canalizada para os processos de recuperação
e de reajustes, em todos os níveis, tanto físicos como mentais.
Nós sabemos hoje, por exemplo, que as fases de sono profundo são
indispensáveis para organizar o processo de memorização.
Quem não dorme, enlouquece. É indispensável aprender
a relaxar!
Portanto...
Relaxe!
É indispensável relaxar no mínimo uma vez no decorrer
do dia, mas melhor ainda seria entrar no sono relaxado e disposto a se
fazer bem. Como?
Siga sistematicamente as diferentes etapas que vou descrever e memorize,
para ser capaz de reproduzir esse processo de maneira relaxada.
1. Deite no seu tapete – de preferência evite a cama, pois
é mole demais.
2. Separe as pernas de maneira a sentir que a bacia está se “esparramando”
no chão;
3. Abra os braços com um ângulo confortável, suficiente
para sentir que os ombros ficam pesados, mantendo as palmas das mãos
para baixo, em contato com o chão;
4. Feche os olhos.
Primeiro passo: lucidez
Tenha consciência do peso dos membros inferiores e superiores e
avalie esse peso. Imagine que a perna esquerda esteja sendo suspendida
por uma corda e levante-a 10 cm acima do solo – Por favor, apenas
10 cm. Faça pequenos movimentos alternados de baixo para cima,
de cima para baixo. São apenas alguns movimentos, apenas o suficiente
para sentir e tomar consciência da tensão daquele membro
e depois relaxar. Depois "corte a corda", deixe a perna cair
por seu próprio peso e abandone sua perna à força
da gravidade.
Proceda da mesma maneira para a outra perna. Avalie o peso, deixe cair
e abandone sua perna à força da gravidade.
Estenda o seu braço direito a uns 10 cm do solo, faça pequenos
movimentos alternados, avalie o peso, abandone e entregue o braço
à força da gravidade.
Levante somente o antebraço direito mantendo o cotovelo apoiado
no chão e avalie o peso. Estenda a mão direta, e faça
com que ela fique mole, como se fosse a patinha de um cachorro. Abandone
o antebraço e a mão à força da gravidade.
Repita o mesmo processo com o braço esquerdo, etapa por etapa.
Agora levante os dois braços, um pouquinho só, como se fossem
“parêntesis”, e abandone novamente os braços
ao chão.
Apóie os ombros e as palmas das mãos no chão, tire
os dois cotovelos do chão. Avalie o peso dos braços e abandone-os
à força da gravidade.
Apóie-se nos cotovelos e na cabeça para tirar os ombros
do chão, avalie o peso dos ombros e abandone-o à força
da gravidade.
Sinta o contato do corpo com o chão: os calcanhares, as nádegas,
os ombros, a cabeça, os cotovelos, as mãos... Avalie a densidade
do seu corpo, se ele se tornou pesado? Isso quer dizer: relaxado.
A partir de agora se mantenha na imobilidade total!
Segundo passo: tranquilidade
Foque sua atenção nas tensões e leve-as para dentro
dos membros, atraia-as para o coração e proceda da seguinte
maneira:
Começando pela perna direita, tome consciência das pontinhas
das unhas, das falanges, da parte de dentro do pé, do calcanhar,
do tornozelo, da panturrilha ('batata' da perna), do joelho, da coxa e
leve todas essas sensações em direção ao seu
coração.
Focalize sua atenção no coração, imagine que
as batidas do coração estejam apagando todas as sensações,
todas as tensões da perna e depois, esqueça que esta perna
existe.
Faça o mesmo procedimento para a outra perna, se conscientize da
outra perna: unhas, falanges, interior do pé, calcanhar, tornozelo,
panturrilha, joelho, coxa.
Mande as sensações e tensões para o espaço
do coração. Focalize sua atenção nas batidas
do coração, imaginando que ele esteja apagando cada sensação
e depois, também esqueça essa perna.
Contraia a nádega direta, e solte. Contraia a nádega esquerda,
e solte.
Gire sua atenção ao redor da bacia. Solte a musculatura,
principalmente no nível da região lombar, amoleça
a região abdominal, solte o ventre e deixe os órgãos
internos “caírem” sobre sua coluna vertebral, solte
a região do plexo solar (entre a boca do estômago e o umbigo)
Gire sua atenção em torno da caixa torácica, solte
o peito, as costas e circule sua consciência dentro do braço
direto. Como você fez para as pernas:
Começando pelas unhas, falanges, parte interna das mãos,
punho, antebraço, cotovelo, o braço inteiro.
Leve as sensações e tensões para a região
do coração, sinta as batidas do coração e
imagine que o coração apaga todas as tensões enquanto
você esquece do seu braço.
Agora fica até difícil localizar os seus membros no tapete.
Isso é realidade, os membros ficam tão relaxados que não
os sentimos mais!
Agora, solte os ombros, coloque um pouquinho mais o queixo para dentro,
em direção ao peito, alongue a nuca no chão, contraia
a musculatura do seu rosto e solte, franza a testa e solte. Libere o maxilar,
deixe um espaço entre os dentes de cima e os dentes de baixo. Deixe
a boca mole, solte os lábios e deixe-os ligeiramente entreabertos.
Deixe a língua solta dentro da boca, relaxe o nariz (trata-se de
deixar os orificios - as abas das narinas - relaxar e abrir-se um pouco
mais. Assim entra um pouco mais de ar; dizem 10% a mais); solte a região
debaixo dos olhos, as maçãs do rosto, as pálpebras,
os cílios, a testa, o couro cabeludo, as orelhas, as têmporas...
E fique na imobilidade total.
Terceiro passo: serenidade – relaxamento mental
Imagine o formato do seu crânio, sua espessura, sua dureza, em contraste
com a matéria mole e elástica dos hemisférios do
cérebro, banhados por sangue novo.
Compare sua tela mental a um palco de teatro no qual se deslocam personagens.
Neste momento esses personagens são os seus pensamentos!
Comande para que esses personagens/pensamentos se afastem e se retirem
do palco. Você quer uma imagem só: da tranquilidade.
Instale esse pensamento e afaste todas as outras imagens que poderiam
se aproximar do palco.
Você é a tranquilidade e a partir desse momento, você
não faz mais nada. Você simplesmente é. Como um espectador,
disponível, transparente, porém sempre pronto e alerta.
Gradativamente, você desce no fundo de você mesmo, ouvindo
o som interno da sua respiração, sentindo a maciez do seu
ventre.
Deixe o fluxo e o refluxo acontecerem, liberando livremente cada parte
do seu corpo das tensões. Seu corpo está respirando como
ondas no mar e o vai e vem da respiração é
libertador. Você é a tranquilidade, a clareza, a paz, a plenitude:
a tranquilidade.
Voltar
Gradativamente o corpo volta à mobilidade. Sinta a vida em cada
articulação, sinta a vida animando os dedos e as mãos.
Abra os olhos devagar, deixando entrar um pouquinho de luz de cada vez.
Avalie o milagre da simetria do seu corpo e como os membros estão
impregnando de vida. Começa a mexer os cotovelos e joelhos, os
membros, role a bacia no chão, para direta, para esquerda. Estique
pernas e braços, alongue as pernas, alongue a nuca.
Alongue os braços atrás da cabeça, boceje. Coloque
os braços novamente ao longo do corpo.
Sair do estado de relaxamento
Dobre e levante os joelhos. Coloque as plantas do pé no chão,
afaste os joelhos e os pés, leve as mãos entre os joelhos
esvaziando os pulmões, alongando a musculatura do pescoço
para levantar a cabeça e os ombros. Não arqueie a região
lombar, porém esvazie lentamente o ar dos pulmões, deixando
sobrar ainda um pouco.
Volte novamente para o chão, alongue as pernas, relaxe o abdome,
deixe o corpo suspirar, respire gostosamente... E levante suavemente.
Use este relaxamento, se for possível, uma vez ao dia e de maneira
sistemática, antes de dormir para encorajar e acelerar os processos
de recuperação e para, conscientemente, preparar cada parte
do corpo a receber o equilíbrio necessário a nossa saúde
cotidiana.
Acorde para o relaxamento, assim você precisará de menos
horas de sono e ainda terá um sono muito mais reparador!
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