|
Em nosso mundo globalizado, vemos a rapidez da informação,
a web, a comunicação cada vez mais acelerada, que progresso!
E, junto com tudo isso, também a internacionalização
das pessoas: o vilarejo cresceu e podemos “pular” sem hesitação
de um continente para outro. E, como não poderia deixar de ser,
certas profissões acompanham essa mesma dinâmica globalizada:
exigem que se tenha fôlego e saúde, para entrar num avião
em São Paulo e, participar de uma reunião, no dia seguinte,
em Tóquio.
Faço parte deste grande grupo de pessoas que estão constantemente
passando de um clima para outro: do verão paulista, bem regado,
ao deserto do Oriente Médio. Da flora quase amazônica da
Malásia, ao jardim do Luxemburgo em Paris, florido, cheiroso, passando
antes por Dubai (Emirados Árabes Unidos), cidade no meio do deserto.
Estas mudanças exigem adaptações sutis do corpo.
E a principal adaptação é o jet lag: que é
essa perda de bem-estar que experimento quando cruzo fusos horários.
Esta sensação vem da tentativa do meu corpo em acertar os
ritmos biológicos, que dependem principalmente do ritmo circadiano:
dia/noite.
Além deste ajuste, o que, sem dúvida nenhuma, me deixaria
de mau humor e me cansaria, seria a posição sentada durante
horas; essa inatividade que me deixaria inchada, apática. Sem contar
o resfriado, quase automático, que se pega no avião.
Mas... Para falar a verdade, sempre escapo dos males dos voos transcontinentais
com alguns truques, e vou ensinar alguns a vocês.
Corpo - revisão geral
Para escapar do inchaço, do mal-estar corporal, eu pratico mini
sessões de yoga, discreta e “reduzida” ao espaço
da minha poltrona. Durante as mini sessões, sincronizo minha expiração
com os movimentos discretos de alongamentos ou de torções.
O diafragma será meu melhor aliado, servindo de bomba para “aspirar”
os líquidos que ficam estagnados na região dos tornozelos
e das pernas.
Após me certificar de que a minha coluna esteja ereta, alongo as
pernas debaixo da poltrona da frente: sincronizo lentamente, mantendo
os dedos dos pés relaxados, os movimentos dos tornozelos com a
expiração.
O mais importante: a expiração! Com a intenção
de crescer para o alto e de afinar a cintura. Pronto!
Exercício nº1: alongamento das pernas debaixo
da poltrona
Exercício nº 2: alongamento das costas
Exercício nº 3: alongamento da região
lombar
Exercício nº 4: os braços e as mãos
Exercício nº 5: torções discretas
(virar tronco, pescoço e rosto para a direita e depois esquerda,
enquanto mantém o quadril para frente).
Exercício nº 6 : alongamento do pescoço
Memorize para a vida inteira: quando o ar sai, na expiração,
as costas crescem e ao mesmo tempo em que o ventre fica menor. Faça
com que o músculo transverso do abdome esteja sempre ativo e a
inspiração será natural e espontânea.
Prevenção a resfriado
Sem entrar nos detalhes do ar-condicionado, o ar que está sendo
“adaptado” às condições humanas na altitude
de 10 mil metros, se torna seco demais para a maioria de nós e
a melhor prevenção é uma echarpe de seda, bem leve
para tampar o nariz durante as horas de sono.
E kapalabhati (*respiração) debaixo do chuveiro, após
a chegada e a limpeza do nariz. Para quem não conhece essa técnica,
bastará limpar e assuar as narinas na atmosfera do chuveiro: o
vapor do chuveiro será ideal para devolver as narinas, a umidade
necessária para afastar os males do avião.
Conforto digestivo
A posição sentada durante longas horas, desacelera os mecanismos
da digestão. Os movimentos de respiração, com a ajuda
do diafragma e da musculatura do transverso abdominal, atuarão
como uma massagem ideal para o ventre.
Lembre de praticar respirações lentas, sem forçar
o ar dentro das narinas, usando o diafragma como pistão. Em caso
de dúvidas, eu aconselho que leiam meus artigos sobre a respiração
correta. Veja um de meus textos sobre o tema - clique
aqui.
Descanso e sono
Tudo que propicia o descanso e o sono é bem-vindo: aceite tapar
os ouvidos, vedar os olhos, enfiar uma almofada a mais na região
lombar, pedir uma manta... Entregue sua vida, com contentamento, para
o piloto. Sinta-se feliz por estar aqui e pela possibilidade que você
tem de ampliar sua experiência. Sinta, uma por uma, cada parte do
seu corpo, e peça para que cada uma delas colabore com o seu descanso.
Dos dedos dos pés, até os olhos, couro cabeludo, seja amigo
de cada célula e peça gentilmente e mentalmente, a colaboração
de cada uma delas.
Em caso de dificuldade, focalize sua atenção no vai
e vem da respiração, para aquietar a mente e “fabricar”
em sua tela mental o lugar do seu paraíso pessoal, onde você
se sente em paz, como um retiro, um abrigo, um ninho.
Programação mental
Para que o tempo nas altitudes seja proveitoso, escolha um tema para uma
meditação ativa. Revise sua apresentação mentalmente.
Visualize cada pessoa que você vai encontrar com amabilidade, com
espírito aberto. Se imagine em plena posse do assunto que você
vai apresentar. Lembre que não pode ser um “filme”
frio. Coloque toda emoção necessária para que a imagem
seja ativa e impregne cada célula.
Chegada
Os ritmos biológicos se acertam a partir das informações
luminosas que passam pelas retinas.
Qualquer que seja a hora da sua chegada: faça um passeio de 15/20
minutos ao ar livre, na medida do possível, sem óculos de
sol. Assim seu corpo avaliará sozinho a hora e fará os ajustes
necessários.
Quando se chega à noite... É hora de dormir? Um banho gostoso
e demorado, umas respirações tranquilas, ritmadas e gostosas
serão bem-vindas. Pense em escurecer o quarto o máximo possível.
Chegando para uma reunião... Precisa ficar em forma? Chuveiro tônico,
preparando o corpo para uma atividade dinâmica, caminhada rápida,
ou uns 15 min na academia do hotel.
Se tiver vontade de dormir durante o dia... Não durma! Tire umas
sonecas de 15 a 20 min, ou faça um relaxamento, dessa mesma duração.
Coloque eventualmente o despertador para tocar, porque se o seu descanso
durar mais de 20 min poderá perturbar a instalação
dos novos ritmos locais.
Essas são as dicas que convêm para todo mundo e são
fáceis de passar em um artigo, mas saiba existem outras práticas
que necessitam um ensinamento mais detalhado. Porém, com essa lista
você já tem um “kit básico” para não
sofrer em sua viagem, ter mais energia, astral bom e melhor desempenho.
*Kapalabhati precisa da ajuda de um profissional para ser
ensinado. Trata-se de uma técnica de hiperventilação
controlada. Devido ao aumento do nível de oxigênio no cérebro,
essa técnica deixe a pessoa energizada e animada.
Artigos relacionados - clique
no título
>>> Como
ocorre o efeito do estresse sobre a saúde física?
>>>
De carro, avião ou ônibus; viaje
e chegue inteiro
>>> Boa
saúde depende de pensamentos e sentimentos
>>> Você
se preocupa com o ar que respira?
|