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Moisés Santana traz esperança para a nova música brasileira
por Alex Silper
O CD de Moisés Santana surpreende. Em uma época de longa espera por novidades na música popular brasileira, o baiano radicado em São Paulo consegue dar sinal de esperança dentro do mercado musical paralelo que pulsa para ser reconhecido em todo o Brasil.
A mistura de soft-electro-funk, electro-batucada, tech-house, forró, samba, cavaquinho e outros que compõe o CD eclético de Moisés, no melhor sentido da palavra, é perfeita e harmônica. A longa temporada de gravação, entre julho de 2001 e abril de 2202, demonstra que houve algum tipo de dificuldade nesse processo. Porém é evidente aos ouvidos todo o cuidado que cada faixa obteve de toda equipe que soa estar em prol de um trabalho verdadeiramente prazeroso, mesmo com tantos produtores e arranjadores reunidos em um só álbum. As letras de Moisés Santana são maduras e com embasamento, hora política, hora amorosa. Sua voz ainda requer um pouco de técnica, mas não compromete em nenhum instante. Nas regravações de Bala com bala de Aldir Blanc e João Bosco, Triste Bahia de Caetano e Gregório de Mattos, Marginalia II de Gilberto Gil e Torquato Neto e Alegria de Assis Valente e Durval Maia, os arranjos e programações são extremamente bem cuidados e dão uma unidade ao CD, somando as composições de Moisés, como a divertida Pin ups. Se Fernanda Abreu sempre tentou, e algumas vezes acertou, fazer um som mais revolucionário dentro da MPB, deveria dar uma ouvida em Moisés Santana. |
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CD Moises Santana |