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Leny Andrade: A voz das américas
por Alex Silper
Leny Andrade raramente traz novidades musicais. Por outro lado, é a garantia de um excelente show, de repertório refinado, improvisos e belíssimo timbre vocal.
Para comemorar o relançamento, fez apresentações no Cais do Oriente e Teatro Rival, e anunciou a gravação de seu primeiro DVD ainda este ano. Seu público mais que fiel continua seguindo a diva por onde ela vai, assim como os turistas americanos que por aqui passam. Dentre seus seguidores, em uma noite de Rival, estava na platéia nada mais, nada menos que o poeta Ferreira Gulart. A cantora continua a emocionar em Por causa de você e em O negócio é amar. Canta Tim Maia como poucas; Bossa Nova, jazz, samba, sambajazz e boleros, sempre em português. Continua a misturar todos os ritmos com a maior autoridade e leveza. "Faço tudo em português. Ando o mundo inteiro em português", diz a intérprete que já se apresentou em Moscou, Genebra, Denver, Barcelona, Madri, Los Angeles, cidades do Japão, Punta Del Leste, dentre outras. A banda vem com Julinho Merlino, sax e flauta; Adriano de Oliveira, bateria; Humberto Mirabelle, violão e guitarra; Lucio Nascimento, baixo; João Carlos Coutinho, piano. Arranjos de Fernando Merlino. No figurino, roupas de Marina Peçanha. "Fiquei nove anos nos Estados Unidos atualizando o meu canto. Fiz isso pela minha carreira", justifica Leny. Modéstia à parte, no dia 29 de junho de 2002, em sua apresentação em Washington junto com Herbiemann Charlye Bird, Leny recebeu um troféu, sendo homenageada como A voz das Américas. Foi saudada como "extraordinária" pelo New York Times; chamada de "a Sarah Vaughan do Brasil" pelo o New York Post, que a considera uma das cantoras com maior capacidade de improvisação. Como se não bastasse também foi declarada "Maravilhosa" pelo The Globe de Boston. Elogios como esses tem ocorrido ao longo de sua carreira. Porém um dos momentos mais emocionantes para a intérprete foi em Nova York. Ela faz questão de contar: "o embaixador do Brasil nos Estados Unidos me ligou pedindo que cantasse na missa de sétimo dia do meu amigo e maestro Tom Jobim". Leny foi e deu seu recado, muito emocionada, naquele dia triste de inverno. |