Ceumar é de Minas. E isso pode ser um bom início para explicar sua música. Os mineiros têm uma melodia particular para cantar e uma sutileza gostosa para compor.
Mas Ceumar mora em São Paulo há sete anos. E é aí que ela toma contato com uma música de vanguarda, que pouco consegue chegar a outros estados brasileiros. Ela convive com a criatividade única de Itamar Assumpção, com a musicalidade de Chico César, com a poesia de Tata Fernandes. "Os contatos são naturais, com pessoas afins, músicos que tenham algo em comum. O fato de ser mineira, do interior, faz diferença e eu assumo isso, sem problemas", conta a cantora, orgulhosa sobre a mágica mistura.
E foi em São Paulo que Ceumar conheceu um grande parceiro. Zeca Baleiro vem do Maranhão e também traz suas influências para o pop urbano misturando tudo e tirando um ótimo resultado. A história dos dois é parecida e, talvez por isso, talvez por pura admiração, talvez até por desafio... mas Zeca produziu e participou do primeiro disco de Ceumar, o ótimo Dindinha. "Zeca é muito querido e respeitado. Além de produtor ele foi um investidor!!!", se orgulha. "Isso é precioso para mim, mais do que qualquer coisa", avalia.
Melhor do que tentar explicar e rotular o trabalho de Ceumar é ouvir, degustar, gostar e ouvir de novo. Ela está lançando seu segundo CD, Sempre viva! A alegria do título é toda da cantora. Enquanto trilha um caminho alternativo à margem dos jabás e das grandes estratégias de marketing, comemora os resultados. "Tem rádios ótimas tocando e a internet tem sido uma chave para muitos canais. O que for surgindo será bem vindo, mas o que prevalece é a independência que eu tenho com a minha obra", comemora com certeza e segurança.
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